Nós da Rio Informal, desejamos a todos saúde, alegria, paz e muito sucesso neste ano novo

Bruna mkting digital

Bruna Libonati: Marketing Digital

Lilian Maffei: Diretora de Conteúdo

Paulo Eugenio: Design e Fotografia

Rodrigo Arantes: Playmaster em Startup

Rodrigo Bandeira: e-commerce

Ton Franzosi: CEO e Tecnologia

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Acontece

Salas

Empreendedorismo

Mara Cecília

O Futuro é Agora

Aplicativo que beneficia o meio ambiente e gera trabalho vence prêmio em Paris

Você conhece o aplicativo Cataki? Ele ganhou o prêmio de inovação do fórum Netexplo, em Paris, segundo G1.  Eu também não conhecia. O aplicativo cadastra catadores independentes e cooperativas para “incentivar e ampliar o descarte correto do lixo e gerar renda para os catadores”, diz uma mensagem que recebi pelo WhatsApp; conecta cidadãos e empresas que entendem a importância do descarte consciente.

Um  grafiteiro e ativista, fundador do movimento Pinp my Carroça, Mundano idealizou o  app e, na cerimônia de premiação na sede da Unesco, em Paris, teria dito: “Lutamos pelo reconhecimento dos catadores de lixo, que são verdadeiros agentes ambientais. O app é uma forma alternativa de aumentar  a renda dos catadores com um benefício ambiental sem preço”.

Com o aplicativo, você encontra o catador mais próximo da sua região e tem todo o cadastro dele, entra em contato por telefone, diz o que precisa descartar ( vidro, plástico, papel,metal, eletrônicos, móveis, baterias/pilhas, óleo e entulhos), combina preço ou doa, marca o encontro e pronto, a cadeia produtiva para reaproveitamento do lixo e aumento da circulação do trabalho, tirando da invisibilidade centenas de catadores, está formada.

“O aplicativo Cataki, que custou R$ 160 mil, foi uma das dez inovações tecnológicas globais selecionadas pelo Netexplo, observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios, em parceria com a Unesco. Ao todo, dois mil projetos foram avaliados. E o Cataki foi o grande vencedor”, diz a matéria no G1. O trabalho é aberto e colaborativo e merece divulgação.Se quiser saber mais, vá ao site do Cataki http://www.cataki.org/ e assista ao vídeo de apresentação. A referida matéria do G1 está  em   ‘Tinder da reciclagem’ brasileiro vence prêmio de inovação’.

Mara Cecília

17/12/2018

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

Empreendedorismo

Rodrigo Arantes

Ludocracia

Gamificação de Negócios – a cura para as suas finanças

Rodrigo Arantes (playmaster em startup)

Você é do tipo de pessoa que trabalha para ganhar dinheiro?
Ou do tipo que faz o dinheiro trabalhar para você?
Você acha chato falar de dinheiro?
Você está feliz com o dinheiro que tem hoje?

Me chamo Rodrigo Arantes e sou fundador do Instituto #AJOGADA de Administração Lúdica.

Te convido para uma experiência diferente de fazer negócios. Que vai poupar burocracia e te ajudar a fazer dinheiro com o que você tem de mais forte em sua personalidade através de um jogo de tabuleiro.

Ein??

Sim, é isso mesmo.

 

Estamos lançando a segunda edição do livro A Jogada – Sabedoria dos Jogos para os Gestores da Nova Geração – e o nosso primeiro curso EAD de gamificação de negócios, com 5 horas sobre Gamificação de Finanças Pessoais expondo o uso de um tabuleiro com princípios de RPG como matriz para a construção de um Plano Mestre de previdência privada, abrangendo aspectos da sua vida que você nunca pensou que teriam a ver, como sua saúde física e mental, suas redes sociais e familiares, seu capital intelectual, seu capital político, seus talentos e seus sonhos no seu projeto de previdência privada. Visando assim a construção de uma jogada para você chegar à terceira idade financeira, e garantir a sua aposentadoria, no mínimo tempo possível.

O livro que explica tudo isso e muito mais, já pode ser adquirido na Amazon, por apenas R$27,00 mas queremos premiar você que já faz parte da nossa rede com o PDF deste lançamento, se você se inscrever nossa newsletter, preenchendo um formulário com perguntinhas simples. Topa?

Vou deixar aqui o índice do livro para atiçar a sua curiosidade:

Para baixar é só clicar aqui, ou no link que aparece no final.

Não seja uma peça. Seja um jogador!

Rodrigo Arantes
Instituto #AJOGADA de Administração Lúdica

INTRODUÇÃO

0. Vida – o maior jogo de todos

# 0.1. Naturalmente Brincalhões
#0.2. Vida Adulta e O Jogo da Vida
#0.3. Velhice – O Pós-Jogo

PARTE_I – TEORIA

1. O que é um Jogo?

# 1.1. O Círculo Mágico
#1.1.1 Meta – Definindo um Alvo
#1.2.A Matriz Espelho – A ferramenta central dos jogos circunstanciais
#1.2.1. Fluxo Cronológico do Jogo e a Jornada do Herói
#1.3. Auto-superação, Mudança de Status, Corrupção e Trapaça

2. Tipos de Jogos Por Efeitos Gerados

#2.1. Teoria dos Jogos e John Nash
#2.2. O Dilema do Prisioneiro
#2.3. Jogos Criativos/Colaborativos
#2.3.1.Jogos Competitivos
#2.3.2. Jogos Destrutivos
#2.3.3. Jogos Criativos
# 2.3.4. O Jogo das Pessoas

3. Um Sistema Multi-Espelhado

#3.1. Perfeição Fractal
#3.1.1. Stratum e Estratégia
#3.2. O Motor Abstrado
#3.2.1. Mecanismo Sintático-Semântico

PARTE_II – TÉCNICA

4. Por que espelhar sua vida em uma Mandala?

# 4.1. Tornando-se super usuário de sua mente
#4.1.1. Anéis – Níveis de idéias em padrões de oitavas
#4.1.1.1. Projeto de Vida – A Mandala de 65 Células
#4.1.1.1.1. Camada Zero – Propósito – A Identidade do Sistema
#4.1.1.1.2. Primeiro Anel – Mente – A Inteligência do Sistema
#4.1.1.1.3. Segundo Anel – Corpo
#4.1.1.1.4. Terceiro Anel – Social /Familiar
#4.1.1.1.5. Quarto Anel – Obra Autoral – Científica ou Artística
#4.1.1.1.6. Quinto Anel – Perfil Profissional / Negócios
#4.1.1.1.7. Sexto Anel – Associação / Coletivo / Sindicato / Esfera Política
#4.1.1.1.8. Sétimo Anel – Startup: produto digital escalável em massa
#4.1.1.1.9. Oitavo Anel – Clientes / Projetos
#4.1.2. Agenda – Ritualgorítmos
#4.1.2.1. Analytics – Planilha de Gamificação Financeira Pessoal
#4.2.1. Plano de Negócios – A Mandala de 33 Células
#4.2.1.1. Anel Zero – A identidade do negócio
#4.2.1.2. Primeiro Anel – A inteligência do negócio
#4.2.1.3. Segundo Anel – A arquitetura de negócios
#4.2.1.4. Terceiro Anel – O negócio em operação
#4.2.1.5. Quarto Anel – outras partes interessadas e utilitários
#4.2.7. Analytics – Valuation 4D de Plano de Negócios
#4.3. Exemplos
#4.3.1. Jogo de futebol da Copa do Mundo através de lentes metagame
#4.3.2. Como aprender idiomas
#4.3.3. Como aprender música
#4.3.4. Lean Startup Gamification
#5. Girando o Motor

PARTE III_ARTIMANHAS

6. Auto-treinamento – o jogo e seus segredos

#6.1. Arquitetando um Jogo – Liberando sua Visão
#6.1.1. Espelho Infinito
#6.1.2. Dicas práticas – Montando seu Espelho
#6.2. A Arte de Fluir
#6.2.1 FLUXO
#6.2.2. Jogada is the New Yoga
#6.2.3. Seu Mínimo é Seu Máximo

7. Como Conduzir Uma Sessão de #AJOGADA

#7.1. Configurando o Espaço
#7.1.1. O Board
#7.1.2. Defina os Alarmes
#7.1.3. Ferramentas e Livros
#7.1.4. Música e Cronômetro
#7.2. Rodando uma Playsessions
#7.3. Tamanho e Momentum

8. Modelos Mentais

#8.1. O Realizador
#8.2. O Socializador
#8.3. O Matador
#8.4. O Desbravador

9. Sobre Ferramentas e Armas – Os Dois Lados da Força

#9.1. Corrupção versus Disrupção – duas maneiras de ganhar
#9.1.1. O Papel do Mal
#9.1.2. Ludoexistencialismo – A Sobrevivência do Melhor Jogador

PARTE_IV – PROPÓSITO

10. Dos birôs aos tabuleiros – o nosso futuro é brincar

#10.1. O Século da Gamificação
#10.2. A Gamificação da Administração
#10.3. A Era das Business Kids
#10.4. O Império dos Símbolos – Seriam os deuses jogadores?
#10.4.1. A Gamificação da Guerra – Jogar pela Sobrevivência
#10.4.2. A Gamificação da Política e a Ludocracia – uma nova história sobre o Poder
#10.4.2.1 O Teatro Grego e sua Influencia Histórica
#10.4.2.2 O Estado e os Estadios na Roma Antiga:
#10.4.3. Redes de HUBs – A Web e a Nova Ágora
#10.5. Geometrias do Poder – Das Mandalas às Pirâmides às grandes Mandalas
#10.5.1. Jogos e Sistemas Econômicos Multi-Moedas

11. VERDE – A Única Bandeira do Futuro

#11.1 A Antiga Guerra Entre o Vermelho e o Azul
#11.1.1. Capitalismo Criativo e Economia Quântica
#11.1.1.1. Massa Crítica
#11.1.1.1.1. Teoria do Centésimo Macaco
#11.1.1.1.1.1. Singularidade – O fim do dualismo
#11.1.1.1.1.1.1. Deus Ex Machina
#11.1.2. A Empresa Jogadora – O Futuro da Governança Corporativa
#11.1.3. Propósito e o Sistema B
#11.1.3.1. Engenharia Reversa de Futuros Desejáveis
#11.2. Gamificação de Negócios e Redenção do Capitalismo
#11.2.1. O Poder Disruptivo da Economia da Abundância
#11.2.1.1. Inteligência Coletiva e Redes P2P
#11.2.2. A Redenção do Capitalismo
#11.2.3. COLABONAÇÃO: Um conceito sobre a Ludocracia
#11.3. Estados Unidos B – por que o Brasil é a mais avançada democracia do ocidente
#11.3.1. O Estado-Nação Moderno Começa em Portugal
#11.3.2. O Estado Brasileiro e o Primeiro Sistema Pós-feudal
#11.3.2.1. Geopsicologia e a Roda da Escravidão
#11.3.2.2. A brasilização e o Fim da História – O Papel do Brasil no Século XXI
#11.3.3. A Revolução Gamer

12. Aprendendo a Aprender – ou como consertar o mundo

#12.1. Desescolarização – Como Desenvolver a Inteligência do Seu Filho com Jogos e Histórias
#12.2 Seu Cérebro, em Jogo
#12.2.1 Espaço Criativo – Como Tornar Sua Casa a Melhor Escola e o Melhor Escritório
#12.3 Arquétipos e Teorias de Múltiplas Inteligências
#12.3.1 JET READING – Leitura a Jato:
#12.3.2 Geo Inteligências Naturais:

13. MANIFESTO POR UMA ADMINISTRAÇÃO BASEADA EM JOGOS (LUDOCRACIA)

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Vamos Viajar?

Leco Possollo

Olé Madrid!

Mais uma vez chegamos já no 2º tempo, Brasil x México, a tempo de ver o 2º gol. Já era tarde e estávamos todos com fome. Tinha na lembrança um prato chamado “solomio”, um bife alto de ternera. Fui até um restaurante bem simpático todo decorado com coisas e fotos do Atlético de Madrid, estamos perto do estádio Vicente Calderón, matei a vontade, acompanhado de uma tacinha de vinho espanhol, um Ribeira del Duero, simples mas ótimo. Como a viagem foi bem cansativa, aproveitei pra descansar e pela manhã saborear o desayuno com presuntos tipo “Pata Negra”, frutas, em especial a laranja maravilhosa, e tudo mais. Engraçado que depois de tantos anos e tantas vindas, Madrid não é uma cidade que eu conheça bem. De qualquer forma, saímos pra uma volta a pé e logo estávamos no centro histórico, com vielas, escadas e becos bem legais. Por todo lado grupos de visitas guiadas e gente desfrutando do sol que estava bem quente. Volta e meia passava por senhores locais com seus aromas de charutos e cigarrilhas, bem típico. Dobrando uma esquina nos deparamos com um pátio espanhol tradicional da arquitetura merengue. Estátuas por todas as praças e jardins. Muita gente nas ruas olhando o comércio e tirando fotos, alguns ambulantes prontos pra recolher suas mercadorias e fugir da polícia, caso apareçam. Mais adiante, quase em frente à saída do metro Ópera, uma grande sala de concertos. Em seguida, os jardins do Palácio Real, o maior da Europa, com cerca de 225 quartos, tudo muito bem conservado. Ao lado, fazendo parte do mesmo complexo, a Catedral de Santa Maria la Real de la Amudena, filas pra visitar. O bairro do hotel sofreu uma grande reforma a alguns anos que transferiu as grandes pistas de carros para um túnel subterrâneo de mais de 12 KM e criou grandes jardins em cima. Bem bacana!!! O show foi numa casa noturna (La Riviera) nesse parque e a animação espanhola junto com muitos brasileiros foi grande. Jantamos por lá mesmo, sempre com vinhos espanhóis ótimos. Na ida pro aeroporto, o motorista do ônibus foi dando dicas da cidade e da cultura local cheio de orgulho. Gracias

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Astros e Estrelas

Angela Nunes

Lua Nova em Sagitário e Mercúrio Direto

Enquanto a Lua vai decrescendo em seu caminho para mais um encontro com o Sol, já estamos em dezembro e nos preparando para as festas de final de ano. Esta última fase do ciclo lunar, ou Quarto Minguante, é favorável a esse momento por induzir menos às atividades externas. No último quarto, a energia vital se recolhe interiorizando-se, propiciando atitudes mais calmas e reflexivas. Isto pode ser benéfico neste primeiro momento de preparações para o fim do ano. Mas só até 5ª feira, pois na 6ª, dia 07/12, já teremos o momento de encontro da Lua com o Sol (05:21 hs AM) – ou Lua Nova, em 15º07’ de Sagitário. Um novo impulso surge, trazendo oportunidades de novos começos. Este é o momento mais propício para se iniciar novos projetos e colocar idéias em ação. Na Lua Nova há mais chances de progredir porque ela traz o impulso de uma nova proposta e, em Sagitário, signo de Fogo, planta uma semente de otimismo e fé na vida, vontade de empreender. O signo de Sagitário já está bastante mobilizado com a presença de Júpiter, o seu regente, que está de volta ao seu signo. Sendo Júpiter um planeta de expansão, que busca ampliar seus horizontes, a força de iniciativa da Lua Nova vem se beneficiar e se somar à força dele.

No entanto, a configuração celeste que se forma nestes próximos dias, e que abarca a Lua Nova do dia 07/12, delineia uma situação que pode confundir as iniciativas: Sol/Lua em Sagitário e Marte/Netuno em Peixes – e portanto em quadratura, que é um aspecto tenso. Se, por um lado, a vontade de agir e empreender surge forte, por outro há um clima de dispersão que prejudica a definição de objetivos, necessária para que se trace um caminho. Não que isso iniba as iniciativas da Lua Nova, mas dificulta sua execução pois enganos e confusões são possíveis de acontecer. As ações podem também ser afetadas pelo desânimo e pelo desalento, havendo muita demanda e excesso de atividades por um lado, e falta de disposição para cumpri-las por outro. Este clima de indefinição e dificuldade de foco gera tensão e cansaço. Neste contexto de sensibilidade, em lugar de insistir e não ver resultado, melhor será tentar perceber no clima geral quando atuar e quando não atuar, pois a percepção sensível é que estará predominando. A ação deve ser indireta e as coisas podem funcionar mais por inspiração e ideal do que por questões pessoais, através de um anseio mais coletivo do que individual. Surtirá efeito quando o objetivo levar em conta ou for a favor de um ideal coletivo, atuando por uma causa que ultrapasse os próprios interesses. Mas com a quadratura Sol/Marte há necessidade de questões pessoais também envolvidas, daí a dificuldade de se juntar e atender a todas elas. Porém, o contexto frio e úmido de Marte/Netuno em Peixes deve predominar, em favor das questões coletivas. No entanto, as duas tendências – de iniciativa pessoal ou visando o coletivo – podem coexistir, alternando-se. E podem gerar conflitos também. O céu é um todo mas cada um de nós o vivencia mais em um ou em outro aspecto. Isso vai depender da interação com o nosso mapa natal.

Ainda sobre a configuração da Lua Nova, a criatividade estará presente e os assuntos ligados à arte também. As ações vão depender mais da sensibilidade e da criatividade.

Uma notícia benfazeja é que Mercúrio, que estava retrógrado, retoma o movimento direto no dia 06/12, trazendo fluência e desenvolvimento, mais clareza nos contatos e nas comunicações, com um foco objetivo e externo. A este clima de dispersividade, Mercúrio direto vai se contrapor agilizando as comunicações, a burocracia e as idéias, tornando estas últimas mais claras, congruentes e espontâneas. Com certeza isto irá contribuir favoravelmente para uma melhor compreensão e condução deste momento.

Em 03/12/2018

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Que Belas, as Artes!

Leandro Ice

A Arte do Graffiti

“Origem do Graffiti no Brasil”

Entre os romanos foi acentuado o hábito ocasional de escrever nas paredes e colunas.
Slogans políticos, insultos, declarações de amor, etc; juntamente com uma vasta gama de desenhos animados e desenhos em áreas menos afetadas pela erosão, como na caverna – santuário em paredes enterradas nas catacumbas de Roma ou nas ruínas de Pompéia e Herculano, onde foram protegidos pela cinza vulcânica.
“Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.
Nos tempos modernos também temos exemplos, feita por marinheiros e piratas em suas viagens, quando eles pisaram em terra firme, deixando suas iniciais ou pseudônimos marcados nas rochas ou cavernas, queimando um pedaço de cortiça.
Entretanto ainda há quem não concorde, comparando o grafite com a pichação, pois em diversos países ambos configuram crime de vandalismo quando realizados sem a devida autorização, tanto em propriedade pública ou privada.
Normalmente distingue-se o grafite, pela elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes pelo
mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.
A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas
, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafifitis
podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.
Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. Atualmente no século XXI, muitas pessoas usam o grafite como arte em museus de arte.
No Brasil, o graffiti chegou ao final dos anos de 1970, em São Paulo. Hoje o estilo desenvolvido pelos brasileiros é reconhecido entre os melhores do mundo.
O movimento apareceu quando um grupo de jovens começou a fazer desenhos nas paredes da cidade, ao invés de apenas escrever. É considerado por muitos como um ato de vandalismo, por sujar as paredes. Nesse caso são chamados de pichação, vistas apenas como diversão para provocar as pessoas.
Apenas como curiosidade, vale destacar alguns alguns termos e gírias que são bastante utilizados dentro do mundo do graffiti ao redor do mundo. São eles:
• Grafiteiro/writter: o artista de rua que pinta
• Crew: conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro
• Spot: lugar onde é praticada a arte do graffiti
• Tag: a assinatura de grafiteiro
• Toy: o grafiteiro iniciante

(por www.rioinformal.com/leandro-ice/)

Que Belas, as Artes!

Lorena Lourenço

A Arte do Cinema

JOY, o curta da jovem cineasta brasileira Lorena Lourenço, faz sucesso nos EUA

A cineasta Lorena Lourenco ganhou o prestigioso Prêmio de Mérito na categoria de Mulheres Cineastas do Prêmio de Cinema IndieFEST, em San Diego com seu novo curta, “Joy”. Ela também foi selecionada para o Festival Internacional de Cinema de Pasadena, PIFF, e para para o Festival Internacional de Cinema Julien Dubuque, JDIFF, onde ela foi convidada a participar do painel Dubuque Inclusivo, para falar sobre o seu curta e sua carreira. 
Seu curta-metragem experimental, “Joy”, explora de maneira única a dicotomia entre as aflições de uma mulher imigrante nos EUA, contra a polidez, com a qual ela se sente compelida a se apresentar. Joy apresenta o desempenho excepcional da atriz Joy Sunday, imagens do diretor de fotografia Alex King, trilha sonora do compositor brasileiro Thiago Muller e A.P. Kyburz e foi produzido por Brewster McCann.
Na apresentação de Joy, Lorena Lourenco deixou sua mensagem: “É uma honra extrema receber este prêmio como o resultado das minhas experiências pessoais. Eu fui impelida ao ostracismo por ser mulher, latina e imigrante. Cansada dessa dinâmica, resolvi usar o cinema de modo a delinear claramente minha identidade, então ‘Joy’ se tornou a manifestação cinematográfica desse empoderamento.
Os festivais IndieFEST, o JDIFF e o PIFF
O IndieFEST Film Awards reconhece profissionais de cinema, televisão e novas mídias que demonstram realizações diferenciadas em criatividade, e aqueles que produzem entretenimento de destaque ou contribuem para mudanças sociais profundas. 
O Festival Internacional de Cinema Julien Dubuque é dedicado a enriquecer a comunidade e unir culturas através da educação e promoção das artes com filmes independentes relacionados a causas sociais.
O Festival Internacional de Cinema de Pasadena é o único festival de cinema competitivo em Pasadena, Califórnia, e tem como objetivo levar o cinema independente inovador a uma cidade conhecida por seu amor pela cultura e pelas artes. Os filmes que venceram na PIFF passaram a ganhar o American Pavilion do Festival de Cinema de Cannes, no qual Lorena estreou o seu primeiro curta, Pedagogia.

 

 

 

 

(por www.rioinformal.com/lorena-lourenco/)

Que Belas, as Artes!

Silvio Tendler

A Arte do Documentário

Que Belas, as Artes!

Maria Julia Ferreira, Ju

A Arte do Sabor

ANGU COM RABADA

Outro dia, no programa É DE CASA, O super simpático e querido Zeca Camargo me fez a inesperada pergunta: “O que você sente quando faz angu?” De cara, eu respondi a primeira palavra que me veio, alegria! Depois, passada aquela correria de câmeras, microfone e “luzes câmera e ação”, eu fiquei pensando naquela pergunta…e na resposta. Sim, fazer angu me traz alegria, e essa alegria vem da sensação de pertencimento, de ancestralidade, de uma ancestralidade não sabida, perdida entre continentes…Às vezes ouço as pessoas perguntando assim, mas como se samba, canta, dança no meio de tantos problemas…aí vem a mesma resposta: porquê, é ali, em volta das comidas, da música, da cantoria que nos sentimos “pertencentes” a uma mesma história , a um mesmo lugar que nos conecta e alimenta de afeto.
Esse lugar é uma África enraizada em um Brasil de vários tons, sons …e sabores.

Ingredientes para RABADA

  • 1kg de rabo cortado nas juntas e limpo
  • 1 xícara (chá) de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher (sopa) de sal grosso com ervas
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • Pimenta-do-reino moída a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 4 dentes de alho picados
  • 1 cebola picada (160g)
  • 350g de linguiça calabresa cortada em rodelas grossas
  • 3 folhas de louro
  • 1,5 litro de água quente
  • 1 fio de azeite
  • 3 cebolas cortadas em cubos médios (500g)
  • 2 pimentões verdes cortados em tiras pequenas (200g)
  • 4 tomates cortados em 4 partes
  • 2 xícaras (chá) de água quente
  • 3 folhas de louro
  • 2 maços de agrião sem o talo

Modo de Preparo – Molho

  1. Tempere o rabo com vinagre, sal grosso com ervas, cominho e pimenta-do-reino. Reserve.
  2. Em uma panela de pressão em fogo médio, coloque o azeite, o alho, a cebola e refogue. Coloque o rabo temperado, a linguiça, as folhas de louro e refogue por 5 minutos.
  3. Acrescente a água quente, tampe a panela e cozinhe por 1 hora após pegar pressão. Apague o fogo e retire a pressão da panela. Com uma escumadeira, retire o rabo cozido e a linguiça e reserve. Despreze o caldo que se formou.
  4. Em outra panela, coloque o azeite, a cebola, o pimentão verde e refogue por +/- 2 minutos. Adicione o tomate, o rabo cozido, a linguiça cozida e mexa. Junte a água quente, as folhas de louro e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Adicione o agrião, misture, apague o fogo e sirva com o angu.
  5. Ingredientes – Angu
  • 500g de fubá
  • 800ml de água fria
  • 3 litros de água fervente
  • 1 colher (sopa) de sal grosso com ervas

Modo de Preparo – Angu

  1. Em uma tigela, coloque a água fria, o fubá e mexa até dissolver.
  2. Numa panela em fogo baixo com a água fervente, adicione o sal grosso com ervas e o fubá dissolvido. Cozinhe por 40 minutos, mexendo de vez em quando. Apague o fogo e sirva.

(por www.rioinformal.com/maria-julia-ferreira/)

Que Belas, as Artes!

Juca Paes Leme

A Arte do Sabor

Moqueca de frutos do mar com banana d’água.

Esse post é muito legal, pois saiu de uma adaptação, estava na casa de amigos e decidimos fazer uma moqueca com banana da terra, mas não achamos para comprar, então resolvi fazer com banana d’água e foi o maior sucesso, pois a banana d’água se desfaz e deixa a moqueca ainda mais cremosa, ficou muito boa! Segue a receita para vocês se aventurarem e provarem essa delicia. 
Ingredientes:
5 dentes de alho triturado
2 colheres de sopa de dendê 
3 cebolas roxas em meia lua
2 pimentões amarelos em rodelas
2 pimentões vermelhos em rodelas
4 bananas d’água 
600g de tomate pelati
600ml de leite coco
300g de filé de cherne 
300g de lula
300g de camarão
300g de polvo cozido
200g de mexilhão na concha pré cozido
2 cavaquinhas abertas ao meio
Coentro a gosto
sal e pimenta a gosto
Em uma panela refogue todas verduras e adicione a banana em cubos, em seguida coloque os frutos do mar menos o peixe e a cavaquinha adicione o leite de coco e o tomate pelati, sal, pimenta e o coentro misture devagar e deixe cozinhar por 5 minutos, adicione os filés de peixe, cavaquinha com a casca para cima e os mexilhões. deixe cozinhar até a carapaça da cavaquinha ficar na cor laranja. 
Agora é servir com um arroz de coco queimado e uma farofa de cebola com dendê. 
Vai fazer sucesso.
Até a próxima 

(por www.rioinformal.com/Juca Paes Leme/).

Que Belas, as Artes!

Marcelo Igrejas

A Arte do Sabor

Atum Selado

 A ideia hoje é uma receita com execução simples mas que impressiona…
O atum selado é um prato muito apreciado pelo seu visual e sabor maravilhosos!
O segredo para o sucesso nessa receita é a materia prima de alta qualidade resguardando algumas premissas: o peixe deve ser de boa procedência, tendo sua cor em tons avermelhados, medalhões com altura de 3 a 4cm e a crosta deve ter espessura de 1 a 2mm. O peixe ficará cru internamente e a crosta selada, mantendo a carne tenra e hidratada. Para isso, precisaremos de uma chapa (flat) ou uma boa frigideira bem quente. Após atingir a temperatura, colocamos um fio de “óleo”. Eu neste caso, prefiro o óleo de gergelim. Selar os dois lados.
O seu medalhão estará pronto quase que imediatamente, tendo o cuidado para não ultrapassar a espessura indicada da “crosta”. Procure colocar o peixe em temperatura ambiente na chapa.
Para acompanhamento, além de um bom Shoyu, sugiro que fuja um pouco do wasabi tradicional e surpreenda com um mousse!
Ingredientes do mousse:
150g de cream cheese
80g de iogurte natural
Wasabi à gosto, de modo que se sinta o sabor e a essência do wasabi.
Misturar tudo,! batendo em mixer ou liquidificador.
Peixe:
Lombo de atum fresco cortado em medalhões de tamanho médio – entre 130 a 200g (porção por pessoa).
Obs: Sugiro para acompanhamento, uma boa salada de folhas verdes e pupunha.

(por www.rioinformal.com/Marcelo Igrejas/)

Que Belas, as Artes

Felipe Ventura

Cervejas, Vinhos e Drinks

Que Belas, as Artes!

Rodrigo Saramago

A Arte da Escultura

BEIJO

Beijo , um segredo que se diz na boca.

 

 

 

 

Bronze
80 cm

(por www.rioinformal.com/rodrigo-saramago/)

Sereias em terracota

Esculturas em bronze

Veja o vídeo. Chegue por lá.

Que Belas, as Artes!

Cavi Borges

A Arte do Cinema

Sobre os 2 filmes que vamos lançar nos cinemas esse mês de setembro

Cavi Borges: Que Belas, as Artes!

No dia 6 de setembro vamos lançar nas salas de cinema do Rio o filme: 

1- “VENDE SE ESTA MOTO – 2017 – ficção – dir: Marcus Vinicius Faustini.

O filme ganhou o Premio Especial do Juri no ultimo Fesival do Rio.

Um filme feito de forma independente, em parceria com a Cavideo e muitas pessoas colaborando. Um baita desejo de imaginar e colocar nas telas um Rio profundo e seus personagens. 

Sinopse: Xéu (João Pedro Zappa) e Lidiane (Mariana Cortines) terão um filho e ela exige que ele, que está desempregado, venda sua moto. O primo Cadu (Vinicius de Oliveira) o ajuda a buscar um comprador, mas ainda nutre sentimentos profundos por Lidiane, sua ex-namorada. 

No dia 20 de setembro vamos lançar nas salas de cinema do Rio o outro filme:

2- “SALTO NO VAZIO” – 2018 – ficção – dir: Cavi Borges e Patricia Niedermeier

Este longa de ficção foi filmado em cinco cidades: Rio, NY, Berlim, Cannes e Praga e levou cinco ano para ficar pronto. Misturando ficção com realidade, o filme conta a história de um casal de artistas carioca: ele um fotógrafo de guerra e ela uma diretora de cinema e bailarina. Inspirado nas vídeo cartas do cineasta Jonas Mekas e no manifesto do artista plástico francês: Ives Klein, o próprio nome do filme vem de uma performance que Ives Klein realizou em Paris, em 1950: Salto no Vazio. Klein fotografou seu salto sem rede de proteção, fazendo uma metáfora do risco frequente que.o artista tem que.viver repassar para poder criar algo novo e original.

Este filme é a primeira parte da trilogia filmes de viagem da produtora Cavídeo. Os outros 2 filmes ainda em finalização são: “Reviver”, filmado no Maranhão, e “Fado Tropical”, filmado este ano em Lisboa, com previsão de lançamento em 2019.

“Salto no Vazio” é.um filme que.mistura dança, artes plásticas, performance e cinema. A estreia de será dia 20 de setembro no circuito carioca.

Sinopse: “Quando se deseja ir mais longa e alem, saltamos no vazio”. Filmado em 6 países (Brasil- Eua- Alemanhã- Síria – França – Hungria) mistura dança, performance e videoarte mostrando a história de um casal de artistas viajando e criando pelo mundo.

Ficha Técnica de  “Salto no Vazio”

Direção e roteiro: Cavi Borges e Patricia Niedermeier

Fotografia: Vinicius Brum

Edição: Christian Caselli

Trilha sonora: Rodrigo Marçal

Produção: Carol Dib e Cavi Borges

 

(por www.rioinformal.com/Cavi Borges/)

Que Belas, as Artes!

Sergio Pagano

A Arte da Fotografia

Photography

Gastronomia

Capas de Livro

Que Belas, as Artes!

Mario Casal

A Arte da Fotografia

Que Belas, as Artes!

Paulo Eugenio

A Arte da Fotografia

Dia da Fotografia

Paulo Eugenio homenageia…

Dia Internacional da Fotografia

Selecionar imagens para o Dia Internacional da Fotografia não é tarefa fácil. São muitos quesitos a serem levados criteriosamente em conta. É tão difícil quanto escolher suas músicas preferidas de todos os tempos, ainda mais para quem já passou dos 30. Para facilitar, o critério aqui escolhido foi memorial, esses trabalhos foram os primeiros que lembrei para a postagem. Ficou mais fácil num domingo ensolarado. Temos o brilhante retrato de Patti Smith feito por Robert Mappletorne para o fantástico disco Horses, o beijo encenado em “Le baiser de l’Hôtel de Ville” de Robert Doisneu e a belíssima série de fotos “The Algiers”, de David Claerbout onde 50.000 fotografias foram registradas e 600 escolhidas para retratar a felicidade em movimento que vemos nas imagens.

Retrato de Patti Smith feito por Robert Mappletorne para o fantástico disco Horses

O beijo encenado em “Le baiser de l’Hôtel de Ville” de Robert Doisneu


“The Algiers”, de David Claerbout onde 50.000 fotografias foram registradas e 600 escolhidas para retratar a felicidade em movimento

Sala de Cinema

Paulo Libonati

A Arte do Cinema

O Grande Circo Místico

Paulo Libonati: Crítico de Cinema

Chega às telas como possível candidato ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro e não decepciona, pois tem todos os elementos que são necessários a uma boa apreciação pela Academia, que justifiquem uma indicação.

Conta uma história de amor que atravessa um século, de pai para filho, tendo como fio condutor um circo que passa por todas as fases possíveis, do sucesso ao fracasso e decadência que são impostos pelo progresso e toda a parafernália tecnológica que vem acoplada a ele.

Um elenco de primeira linha, com destaque para Jesuita Barbosa que faz o elemento de ligação entre todas as épocas do circo como mestre de cerimônias.

Os figurinos, os cenários , a fotografia são de altíssima qualidade e um fiel retrato do tempo.

As músicas de Chico Buarque e Edu Lobo são um capítulo a parte: um encantamento aos ouvidos. Cada uma mais bonita que a outra, embora seja BEATRIZ a melhor delas, pois consegue unir letra e música numa suavidade que faz bem a alma e ao corpo.

Voltando ao Oscar, depois de Central do Brasil, não conseguimos mais concorrer ao prêmio e acho, particularmente, que o Circo Místico tem características regionais que são valorizadas pelos membros da Academia, além de outros elementos que traçam um painel sócio-econômico-geográfico que sempre se percebe nas indicações de melhor filme estrangeiro, independentemente do país que ele representa.

Bruna Linzmayer, Juliano Cazarré, Mariana Ximenes, o franco-brasileiro Jean Castell e muitos outros bons atores, dão a intensidade que a história merece, através de suas magistrais interpretações.

No mais, e principalmente por isto, é um filme de Cacá Diegues!

(por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

Sala de Cinema

Teresa Souza

A Arte do Cinema

Infiltrado na Klan

Sempre que tem filme de Spike Lee em cartaz é bom correr para os cinemas pois sabemos que tem coisa boa nas telas. Infiltrado na Klan é baseado na história real do policial Ron Stalworth, interpretado magistralmente por John David Washington.

A história se passa nos anos 70, no Colorado, onde o policial negro Ron, se infiltra na Ku Klux Klan – uma das maiores organizações racistas dos EUA. Flip, o personagem de Adam Driver – o policial amigo e dublê de Ron, é quem participa das reuniões da “organização” pois é branco e passa a ter questionamentos sobre gênero, raça e religião que até então jamais havia pensado. Com uma trilha sonora que nos embala no meio das ações em estilo comédia leve, mas que encontra todo o espaço para fazer as mais duras críticas ao racismo, Infiltrados na Klan é um filme político, necessário e o que mais impressiona é a atualidade do texto e as atitudes dos personagens. Poderia ser hoje.

Participação e Mudança

E a nossa sociedade, como vai?

Cristina Vilche

Mãe, primeiro as “crias” !

Dia 13/11 foi lançado no portal de divulgação científica www.deviante.com.br o primeiro texto do Matheus.

Matheus Berlandi “Honda”, Engenheiro de Materiais que não aguenta mais a pergunta sobre o que faz um engenheiro de materiais. Eternamente em dívida com a lista de livros para ler. Fascinado por tecnologia e sociedades. Atualmente tentando gerar conteúdo relevante sobre literatura na internet como desculpa para falar muito sobre os livros que lê!

Capa-Harry-Potter
Está produzindo podcast #1 Filmes para não assistir – Episódio de Qual é a boa?

Participação e Mudança

Priscilla Rosa

“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”

Precisamos aprender a parar de tutelar o modo com que as pessoas se posicionam diante de determinadas situações, no atual cenário político, e passar a refletir quais os significados e motivos que, muitas vezes, estão implicados na não-solidariedade e no não- lamento como, por exemplo, o acontecimento em que esteve envolvido um dos candidatos à Presidência para próximas eleições.

Segundo a exaustiva publicização da mídia televisionada, um dos presidenciáveis  sofreu um ataque, com arma branca, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Entre as especulações de que seria verdade ou mentira, o ocorrido, algumas pessoas, considerando o tipo de discurso genocida, racista, machista, misógino e LGBTTQIfóbico do candidato em questão, simplesmente, não se sentiram na obrigação de lamentar o episódio. Isso gerou, contraditoriamente(que ironia!), uma espécie de comoção quase-agressiva ou somente agressiva por parte de quem se solidarizou com a situação.

  Dentre outras possibilidades de debate e para além da máxima: “provar do próprio veneno”, a raiva e a indignação sobre a não-lamentação de alguns é um ponto  interessante para refletir algumas questões, já que os vários veredictos dados nos tribunais das redes sociais, casa que julga mais veloz-atroz que a própria celeridade da luz, necessitam, antes, de uma análise mais aprofundada que esteja atenta para recordar com honestidade, e em tempo, o discurso de ódio que fundamenta as falas do tal candidato.          

Nesse sentido, talvez seja relevante antes de concluir a ideia pelo viés de um raciocínio raso, obscurantista e revanchista a respeito daqueles que não choraram junto com o candidato, pensar o porquê de determinados grupos e/ou indivíduos não se sentirem dispostos a demostrar solidariedade frente à situação.

 Não confundamos[propositalmente] apatia com apologia à violência.

 

. (por www.rioinformal.com/priscilla-rosa/)

Participação e Mudança

Carllos Nobre

Lançado romance “A Guerra do Sêmen”

Olhei pela janela de casa…tempo nublado, céu escuro, querendo chover…Não vai vir gente, ninguém pensei. Mas foi engano. Esse tempo não impediu o lançamento do meu novo livro, o romance “A guerra do sêmen”, acontecida terça passada, no bar Beco do Rato, na Lapa. Presenças importantes como do crítico literário Tom Farias; Carlos Eugênio Líbano Soares, historiador da UFRJ e UFBA; Ubirajara Araujo, empresário; Edna Queiroz, diretora da Câmara de Comércio Afro-Brasileira; Adriano Araújo, também diretor da Câmara de Comércio Afro-Brasileira; Lúcio Pacheco, empresário, proprietário do Beco do Rato, entre outras presenças marcantes de amigos.

Com 170 páginas, em formato 214x 21cm, o romance conta a seguinte história: em outra Via Láctea, diferente da nossa, no planeta-central Kaycon, dominado por um povo muito avançado chamado Centauro, a Imperatriz Edleusa, a Verdade Suprema do Oculto, e suas filhas adolescentes Krina e Krila, subitamente entram em coma devido a eclosão de uma guerra entre sete povos primitivos de Kaycon pelo domínio da Colônia Elemental, planeta decadente e poluído.

Desesperado com a situação- e indagando porque os povos primitivos disputam um planeta exaurido para a exploração mineral- , o marido de Edleusa, o imperador Fante Gregor, a Fonte Luminosa do Poder, convoca uma reunião emergencial com o Conselho Mentor, integrado pelos homens sábios e experientes de Kaycon.

Após analisar a situação, os sábios do Conselho Mentor alertam o Imperador que somente uma militar mestiça daquele planeta, de grande habilidade guerreira, especialista em decodificação de linguagens arcaicas, poderia localizar um antídoto especial para despertar a Imperatriz e as filhas desse coma imprevisto.

Por essa perspectiva, o Comando Unificado das Forças Armadas de Kaycon escolhe para salvar o Império Centauro a capitã Paula Gy, integrante de uma unidade de elite da Aeronáutica. Aos 29 anos, exuberante, alta e de cabelos pretos em cachos batendo nos ombros, Paula Gy, recebe uma poderosa nave e três tripulantes para encontrar esse remédio em qualquer lugar, até em outra Via Láctea.

No meio do caminho de sua missão, sua nave é desviada misteriosamente para o planeta Sacramento do Outro, habitado por mulheres-felina, e componente do sistema intergaláctico de Kaycon.

Lá, Paula Gy, que usa uma espada curta, feita com metal especial da Ilha de Propinicius ( de formação militar da Quinta Via Láctea), descobre que encontrará o antídoto para salvar a imperatriz e suas filhas com um homem do planeta Terra, em outra Via Láctea.

O antidoto é um sêmen diferente somente produzido por um rapaz negro, de 22 anos, que mora no bairro da Saúde, no Rio de Janeiro, na região chamada Pequena África, e que ainda é virgem.

Durante seu trajeto para a Terra/Rio de Janeiro, Brasil, Paula Gy faz conjecturas sobre sua missão, e meio desesperada, pergunta para si: como localizar esse homem?

Ela não sabe que existe um negro, chamado Jero, de terceira idade, que há uma década aguarda a chegada dela no Rio de Janeiro para ajudá-la a localizar o produtor desse sêmen.

No entanto, quando retorna ao seu sistema intergaláctico, uma conspiração dos piores elementos daquela constelação interestrelar, monta dezenas de armadilhas no cosmo para destruí-la…

Quem quiser adquirir o livro, por aqui: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1068150338-livro-a-guerra-do-smen-JM

Axé.

(por www.rioinformal.com/carllos-nobre/)

Falando de Moda e Estilo

Claudia Cordoville

TÚNICAS E KAFTANS

TÚNICAS E KAFTANS….Use e abuse!!! O verão chegou….e pede roupas leves, coloridas e simples de usar. As Túnicas e Kaftans vão da praia para as ruas….Sinta-se leve e linda.

Fonte: Pinterest

(por http://www.rioinformal.com/Claudia Cordoville/)

Falando de Moda e Estilo

Alberto Sabino

As criações de Alberto Sabino são atemporais e diferentes

As criações de Alberto Sabino são atemporais e diferentes. O resultado de suas coleções reflete a personalidade eclética do autor, que tem a liberdade de usar diversos tipos de materiais, de uma maneira muitas vezes inesperada. Assim, pedras podem estar juntas a acrílicos, madeiras, resinas e outros materiais, privilegiando o design e a criação acima de tudo. Suas peças únicas são então chamadas de joias pela imprensa especializada e clientes mais pela exclusividade e acabamento do que, muitas vezes, pela nobreza intrínseca de cada material utilizado. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, e Sabino é um dos designers listados pelo Fashion Model Directory, entre os mais criativos e destacados no mercado

Link para o meu site 

(por www.rioinformal.com/alberto-sabino/)

História da Fotografia nos Casamentos

Nosso colaborador Alberto Sabino fez palestra sobre a “História da Fotografia nos Casamentos” no curso realizado nesta quarta-feira, 31 de outubro, na Casa Julieta de Serpa.  Sabino foi convidado por Manoela César, do Blog Colher de Chá Noivas e por Fernanda Britto, ambas também palestrantes nesta imersão pelos códigos de celebração.
Foram oito horas com muitas atrações além das palestras, como exposições, degustações de receitas antigas e modernas, desfile de roupas de época e um grand finale com Morana Silveira cantando Habanera, da ópera Carmen de Bizet.
A ambientação histórica e decoração primorosa foi feita por Tereza Reis Eventos.
Um curso muito exclusivo para trinta pessoas, com a presença de importantes profissionais da área de casamentos e mulheres da sociedade interessadas neste tema tão importante e que nos apresenta as melhores e, muitas vezes mais luxuosas, festas da atualidade.

O curso confirma a presença de Alberto Sabino também na área de Comportamento e consultoria, além do design de Moda.  Seu grupo “Etiqueta Moderna” conta com dezenas de milhares de seguidores e seu vídeo como especialista na entrevista com Tatá Werneck está chegando a dois milhões de visualizações.

(por www.rioinformal.com/alberto-sabino/)

Falando de Moda e Estilo

Denise Faertes

Falando de Moda e Estilo

Solange Mezabarba

Homens cariocas: O que há em seus armários

 No semestre passado pedi aos meus alunos que saíssem às ruas e observassem como as pessoas se vestem em sua vida cotidiana, nas ruas dos seus bairros. Os resultados foram sensacionais. Entre eles, a forma… digamos… “padronizada” com que os homens cariocas se vestem. O repertório de roupas masculinas se mostrou bastante restrito, com poucas cores (em geral neutras) e combinações que se repetem. Poucos tons de azul predominam nas camisas e camisetas. Nao há quase estampas. Bermudas até os joelhos e, sobretudo aquelas com bolsos laterais, são a preferência nacional.

Crédito Gustavo Costa

O modo como esses homens escolhem se vestir no seu dia a dia pode ser uma pista para pensar sobre o comportamento e o perfil do homem carioca. Mas isso é papo para metro. E você, leitor do Rio Informal, como se veste no seu dia a dia? Já observou quantas blusas de cor azul você tem no seu armário?


(por www.rioinformal.com/solange-mezabarba/)

A moda nos armários e na rua

Que Belas, as Artes!

Teatro

Susanna Kruger

Sentir ou não sentir

 Imagine ser chamado de hipócrita – aquele que finge o que não sente.
– Você é um hipócrita!
No mínimo, é uma ofensa. Certamente, não é um adjetivo com o qual nós queremos de ser nomeados.
Mas nesse “nós” certamente não estão incluídos os atores. Sim, nós atores – se chamados de hipócritas – estaremos sendo nomeados por aquilo que fazemos.
Vamos lavar essa palavra, esfregá-la até chegar à sua origem. Hipocrisia – em latim, hypocrisisem grego hupokrisis– significa a representação de um ator, atuação, fingimento.
Os atores fingem? Tomarei como referência um texto de João Caetano, um dos maiores atores brasileiros:
“(…) Mostrando conhecer Aristóteles, nosso ator assevera que “a arte dramática é a imitação da natureza, e não a realidade dela” e que o jogo do intérprete “é todo de convenção, criando, por assim dizer, uma segunda natureza para si”. (MAGALDI, Sábato – Panorama do Teatro Brasileiro. Ministério da Educação e Cultura / DAC / Funarte / Serviço Nacional do Teatro, 1962  p. 60)
Ué, mas os atores não sentem, não é tudo verdade em cena?
Atualmente parece que quanto mais um ator sente tudo aquilo que seu personagem sente, melhor ele é. Muitas vezes durante um trabalho, nos é solicitado que “fiquemos no personagem” pois só assim entraremos em cena e faremos bem o aquilo nos cabe. (leia-se como cena ou o palco, ou um set ou um estúdio, ou qualquer outro lugar no qual aconteça a ação). Muitos, quando envoltos em suas criações, se transformam em seus personagens.
Muitas vezes observo que um ator está tão imerso em seus próprios sentimentos, em viver aquele papel como se fosse sua vida, que ele esquece de um detalhe: existe um espectador – seja o público presente no teatro, seja aquele que se encontra além da câmera. E que é esse espectador que deve se emocionar – é para ele que fazemos nosso trabalho.
Numa cena da peça Tio Vania, de Tchekov, dois personagens se encontram por acaso no meio de uma madrugada. Sonia, filha única de um viúvo que casou com Helena, que tem a mesma idade da filha. As duas tem um primeiro encontro verdadeiro no qual conversam sobre suas intimidades e num dado momento, Sonia pergunta para Helena: “Você é feliz?” ao que ela responde: “Eu sou muito infeliz.” Assisti a essa peça algumas vezes e em todas essas montagens a atriz que fazia Helena, chorava ao dizer que era infeliz. No filme do diretor francês Louis Malle – Tio Vania em Nova York – quando a atriz que faz Helena responde que é infeliz, o faz com um sorriso, como se distante dela mesma, e essa ação me pareceu muito mais potente que assistir uma atriz se emocionar chegando até a chorar para dizer que é infeliz.
Sentir ou não sentir, é uma questão! E das boas!
Como a riqueza de um debate são os diferentes pontos de vista – ou, como diz a Professora e Pesquisadora da UFRJMarlene Soares dos Santos que tantos processos de criação de atores acompanhou, as diferentes vistas de um ponto – também teremos aqui Sala de Teatro os olhares de André Pellegrino e Daniel Belmonte, dupla talentosa de vistas amplas. Juntos, abriremos perspectivas para pensarmos e mantermos vivas as questões. Afinal são elas que nos movimentam!
Faço uma pausa temporária com uma passagem do Paradoxo do Comediante, de Diderot: “Os comediantes impressionam o público, não quando estão furiosos, mas quando interpretam bem o furor.” (por www.rioinformal.com/susanna-kruger/

Que Belas! as Artes!

Teatro

Daniel Belmonte

Sentir ou não sentir

Quando Susanna Kruguer me fez o convite para estar ao lado dela e escrever sobre teatro, não imaginei que a tarefa seria tão árdua. De cara ela me coloca um grande desafio: escrever sobre o ator em cena.

Sentir ou não sentir?

Susanna abre um questionamento que me fiz nos últimos espetáculos que dirigi. Deve o ator, em cena, sentir ou não sentir? Como tudo que se refere ao teatro, acredito que é uma pergunta sem resposta. Mas penso que a reflexão sobre o questionamento é essencial e abre caminhos e possibilidades de escolha.
Cada vez mais me identifico com um teatro que flerta com a performance. Não sou um teórico, muito menos um erudito, mas enxergo performance como a ideia do espetáculo que cruza com a experiência pessoal do artista envolvido na obra. Acho que o espetáculo deve flertar com a experiência de todos os envolvidos nele. Uma cena, por conseguinte, carrega em si o universo do ator ou atriz, da pessoa responsável pela direção, dramaturgia, iluminação e tudo mais que for necessário para que a cena exista. Dessa forma, acredito que quanto mais pessoal for, mais é possível criar um estado de comunhão entre quem faz e quem vê.
            Dessa maneira, acredito que um pouco de sentimento e fisicalidade concreta traz uma carga dramática interessante. No espetáculo que fiz junto de Susanna, uma atriz (que não ela), sentava-se numa cadeira e levava um tapa. Esse tapa era um tapa de verdade, muito ensaiado para não machucar mais do que o necessário, mas muito ensaiado para que fosse um tapa e que tivesse algum machucar na ação. Essa dose de agressividade do contato forte da mão com o rosto criava um sentimento genuíno na atriz e fazia com que todo o teatro sentisse algo que ia além de qualquer fingimento.
            Entretanto, em outro momento do mesmo espetáculo, um ator falava de maneira cínica sobre sua relação com a sua família. Fingia ele diversas coisas e nessa cena passava longe de qualquer sensação verdadeira. E a cena só funcionava porque era dessa forma. O fingimento, ali, era essencial.

(por www.rioinformal.com/Daniel Belmonte) em 21.06.2018

Participação e Mudança

Meditação

Claudiah Rato

O QUE JOÃO HÉLIO, MARIELLE e S. HAWKING TEM EM COMUM?

Não. Ainda não enlouqueci apesar da realidade dos fatos estar colocando minha sanidade física e mental à toda prova com os últimos acontecimentos. Mas, compartilho com você agora, uma análise destes fatos a partir do pensamento complexo e realizo uma reflexão, uma confissão e um convite.Poderia voltar dois mil anos atrás para falar da cegueira humana que nos leva a atos bárbaros mas serei mais contemporânea. Diferente do pensamento científico que problematiza o fato, utilizo o método do pensamento complexo, de Edgar Morin para refletir sobre a realidade. De modo que ao invés de problematizar eu vou complexificar os fatos. Voltarei apenas a 2015, quando da morte do menino João Hélio, de seis anos, que foi arrastado preso por um cinto de segurança do lado de fora do carro, enquanto o carro era dirigido por bandidos.

Naquela época, eu fiquei extremamente abalada com essa morte. Desolada. Ao lado da dor daquela mãe que meu coração podia sentir de longe, minha mente pousava naqueles delinquentes. Pensei: “isso só pode ser possível por jovens perturbados. E de repente pensei: Jovens que tem idade para serem meus alunos. Deve haver algo que eu possa fazer.”

A vida seguiu com essa inquietação em minha mente. Vários projetos sobre educação emocional foram elaborados.

Dentro da minha atuação, professora de Educação Física, conduzi um estudo ligado a criação de uma Comissão do Jogos Internos do CPII, fundamentado no conceito de Fair Play. Sempre achei os jogos e as competições um palco perfeito para educação emocional x comportamento.

No entanto, a ausência de um medidor para emoção impedia que se investigasse, cientificamente, essa relação entre comportamento e emoção mesmo dentro da formação como psicóloga. Por conta disso, as pesquisas relacionadas ao comportamento evoluíram muito pouco para além do condicionamento operante de Skinner.

Até que, de uma forma empírica, eu começo a observar uma mudança de comportamento dos meus alunos por conta da Meditação Laica Educacional (MLE®) – protocolo para professores da educação básica usarem em sala de aula para conduzirem sua turma ao estado meditativo  – sem a necessidade do velho reforço positivo X punição e de forma praticamente imediata!

E, repito, sem a necessidade de punição comecei a perceber e pesquisar a mudança de comportamento que se operava nas turmas meditadoras laicas. 

Punição também que vem a fundamentar, quer aceitemos ou não, a razão lúcida das pessoas que planejaram o crime tão violento e covarde quanto o de João Hélio, dessa vez contra a vereadora Marielle Franco, ou seja, punir. 

No caso de João Hélio o crime praticado foi provocado provavelmente por garotos deseducados com mentes perturbadas por drogas pesadas. Se as razões para o crime contra João Hélio e Marielle são tão diferentes o que há em comum com Stephen Hawking?

“O fracasso humano que eu mais gostaria de corrigir é a agressão” S.Hawking, Londres, 2015

Hawking, coloca o comportamento agressivo lado a lado com o desenvolvimento da tecnologia, como potenciais destruidores da humanidade. E ele não está sozinho. Na outra ponta, o filósofo Jacques Dellors, em seu prefácio ao livro escrito pela Comissão Internacional para uma Educação para o século XXI, escreve,

Compete à educação a nobre tarefa de suscitar em todos, segundo as tradições e as convicções de cada um, no pleno respeito do pluralismo, essa elevação do pensamento e do espírito até o universal e, inclusive, uma espécie de superação de si mesmo. O que está em jogo, e a Comissão tem plena consciência das palavras utilizadas é, a sobrevivência da humanidade.”

Ainda nesta obra lemos:

  • É certo que há muitos outros problemas a resolver, chegaremos lá. Mas este relatório surge numa altura em que a humanidade, perante tantas desgraças causadas pela guerra, pela criminalidade e pelo subdesenvolvimento, hesita entre a fuga para a frente e a resignação. Vamos propor-lhe uma outra saída”                                  ” …é preciso começar por se conhecer a si próprio, numa espécie de viagem interior guiada pelo conhecimento, pela meditação e pelo exercício da autocrítica.”

A necessidade de uma mudança de comportamento agressivo diante do diferente, em raça, em credo, em cor e em pensamento é uma tarefa da qual a Educação não deve se furtar, ao contrário, priorizar.

E isso não se dará pela via do aprendizado mental que, como vimos diante da lucidez demonstrada para realizar um bom planejamento, a mente é capaz de encontrar justificativas e criar lógicas para comportamento agressivos que acabam por justificar até mesmo guerras, em pleno 2018.

Minha experiência em sala de aula, respaldada pelo conhecimento neurocientífico, por filósofos, psicólogos e por uma prática milenar dedicada a evolução humana, indica como podemos mudar nosso comportamento sem a necessidade do binômio reforço positivo X punição mas pela via da experiência emocional.

É isso que tem sido comprovado através da Meditação Laica Educacional®.Vejo surgir diante dos meus olhos na sala de aula comum, com alunos comuns, um comportamento respeitoso, afetuoso, um brilho nos olhos. A MLE® é amorosa. É uma prática de amor, protocolada. Estamos tão reativos que precisamos partir de um protocolo para ativar a vibração amorosa. Um dia poderemos abandonar o protocolo mas por ora ele é útil e pertinente. 

Se conhecesse um professor, indique. Meditar, na forma laica com didática e amorosa pedagogia, educa emocional e comportamentalmente como nenhum discurso até deu conta. Já há uma forma de começarmos a corrigir o que Stephen Hawking, chamou de fracasso humano. Medite.

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Que Belas, as Artes!

Teatro

André Pellegrino

Sentir é estar distraído

A atuação no teatro é chamada por muitos de jogo. Certamente, grande parte ou a maioria dos que propagam esse termo tem o conhecimento para difundi-lo, porém, muitos outros o repetem como uma vaga e leviana expressão lida na orelha de um livro. Afinal, onde o jogo e o teatro efetivamente se relacionam?  A análise deve ser mais atenta do que uma simples comparação a um “ping-pong”onde o foco ou a palavra são a bola. O material de trabalho no jogo cênico não passa exclusivamente por vias corporais ou verbais.  O presente artigo tem como objetivo propor uma reflexão sobre a relação entre o jogo e a atuação e entender como ele pode ser usado para a criação de uma dramaturgia do ator.

            O que é um jogo? Parto da premissa que o jogo é um recorte com regras claras que limitam relações voluntárias específicas onde os participantes estão ativos, física e intelectualmente, no intuito de alcançar um objetivo. Conceitos como vencer e perder podem ser deixados de lado quando não se fala em disputa. Vinculado ao teatro, o jogo, se propõe de maneira lúdica, ligar todos os participantes, estes ficam imbuídos de se conectar de tal maneira com o ato de jogar que fiquem imersos no presente, no próprio jogar, sem um vencedor ou perdedor. A partir dessa breve análise, faz-se necessário esmiuçar o jogar teatral e tentar entender como ele se aplica na prática do ator. A prática de jogos cênicos leva os participantes a uma relação com o momento presente, onde esse se dilata e o jogador se imbui apenas da ação, e todo e qualquer pensamento alheio a essa experiência abrandam. Assim, o ator/jogador entra nesse fluxo continuo de ações onde ele e sua experiência cênica se tangenciam guiando-se simultaneamente. 

O contato com o jogo ilumina a capacidade que o “jogar” traz ao ator de entender que esses caminhos propostos em cena são móveis, voláteis. Balizas ou marcos que dilatam as relações abrindo os participantes ao jogo, mesmo em zonas conhecidas, disponibilizando-os ao risco iminente de acontecimentos. No jogo teatral, o lugar apontado não é um objetivo a ser alcançado a qualquer custo, e sim uma relação a ser construída com o outro em busca desse objetivo . As balizas e as marcas são etapas do jogo, elas possibilitam que a atenção do jogador se dirija ao caminho a ser percorrido e não um lugar a ser alcançado. O entendimento dessa relação com as marcas possibilitam uma escuta sensível na cena. 

Se analisar friamente um jogo simplesmente por suas regras, ele sempre parecerá raso e superficial. O futebol por exemplo. São dois times de onze que tem dois tempos de quarenta e cinco minutos para fazer o gol. Esse jogo será sempre sobre isso, mas as dinâmicas vivas que surgem das limitações das regras simples possibilitam infinitas relações que afetam os jogadores e proporcionam emocionantes contatos entre todos os participantes. O ator não é um reprodutor de algo que se dá somente nele. Ele, como o jogador de futebol, ensaia ou treina para estar aberto ao jogo, não para reproduzir situações conhecidas. Através do jogo ele é autorizado ou permitido a ser um agente  flexível e multiplicador de novas situações em relação ao outro.

Aos poucos, enquanto o jogo é explorado, suas regras e fronteiras são reconfiguradas. Embora existam marcas, a relação passa por uma observação e escuta ao outro. E assim entender onde sensorialmente esse estímulo o afeta, em um campo muito concreto e que de modo geral se abre mão por uma falsa sensação de domínio.  O equívoco ao se trabalhar em uma cena marcada é entendê-la como um lugar cristalizado. Quando a marca surge, se esquece o caráter de jogo, e que esses balizas são móveis.  Que elas devem potencializar a relação com o outro. A marca não deve ser um caminho fechado, uma escuta seletiva que grava o primeiro estimulo emitido por outro jogador e não se percebe novas alterações. Como se houvesse uma primeira música marcada a que se fica preso, uma musicalidade inicial vinda do parceiro a qual é sempre respondida da mesma forma, sem se ouvir a nova que é produzida no momento presente. Assim, ficou mais claro que o jogo traz um grau de concentração em contato com o outro. Uma ideia de uma percepção mais aberta, uma concentração conjugada, permeável ao outro e ao acaso. Como diria Fernando Pessoa: “Sentir é estar distraído[1]”.

Manter o caráter de jogo em uma cena marcada faz-se absolutamente necessário. Entender as marcações das cenas, como elementos balizadores que tragam o participante ao presente absoluto, mas não respeitá-las de forma que o ator se torne um simples reprodutor. Encontrar, junto com o outro, formas potentes de reconfigurar através da relação, os limites dessas fronteiras, dando a elas o papel de catalizadores do acontecimento teatral. O jogo funciona como um dispositivo para a abertura. Um possível caminho de sensibilização ao momento presente. O jogo é a circunstância que engaja o ator/jogador ao próprio jogo.

A representação absolutamente autocentrada e a obrigação de simplesmente cumprir objetivos, excluem as possibilidades e fazem a cena se tornar um lugar de resolver de maneira fácil e leviana, de relações fragilizadas. Os estados emocionais são instáveis e se prender a eles de uma forma concreta na cena soa como uma armadilha atrativa. No entanto, imbuir-se unicamente de sentimentos é se fechar em si. Somente através de jogos bem estabelecidos, as ações e relações ganham o estofo necessário para deixar o ator pronto para ser afetado pelo outro e agir no desconhecido.

[1] Trecho do poema “Se eu morrer novo” escrito por Fernando Pessoa sob o pseudônimo de Alberto Caeiro.

-Strauss).

(por www.rioinformal.com/Andre Pellegrino) em 21.06.2018

Que Belas, as Artes!

Música

Gilda Mattoso

Depois…

DEPOIS…. de nosso segundo encontro, em Londres, voltamos a nos ver na itália. Eu fazia um curso na universidade de Perúgia e trabalhava para Franco Fontana, que fazia produções com artistas brasileiros na Europa. Franco pagava minhas despesas de viagens, hotéis e um pequeno salário. Eu nem reclamaria por salário: estar perto dos meus ídolos, orientá-los, acompanhá-los, ser interprete deles já era recompensa mais que suficiente. Vinicius e eu voltamos a nos encontrar e, já nessa ocasião, pintou um clima.

Depois fui morar em Paris para “afinar” o meu francês. Ainda prestava serviços a Franco Fontana, acompanhando artistas na França. Vinicius, já separado de sua oitava esposa, a argentina Marta, fazia shows na França e havia levado com ele sua filha Georgiana. Íamos em bloco para todo lado. Desde a chegada dele ficamos juntos de um modo diferente. A filha dele e Miúcha logo perceberam que o grande amoroso partia para outra viagem sentimental.
Decidimos viver juntos. Era 1978.

Arquitetura, Decoração e Paisagismo

Claudia Cordoville

Natal chegando

Claudia Cordoville:
NATAL chegando…..tempo de amor…paz…família e amigos….Vamos enfeitar nossacasa para receber com classe e estilo. Então. ..Inspire-se.
Fonte: Laura Ashley

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(por www.rioinformal.com/Claudia Cordoville/)

 

 

Interior da França

Claudia Cordoville:
O que mais gosto de conhecer quando estou no interior da França são lojinhás cheias de estilo…cor…e com aquele toque de glamour. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(por www.rioinformal.com/Claudia Cordoville/)

 

 

Arquitetura, Decoração e Paisagismo

Erica Loyola

Marcia Pinto

Seja bem-vindo!

Para moradores de um apartamento, a fachada, hall de entrada e portaria, são como um cartão de visitas do morador. É o primeiro contato com qualquer pessoa que irá visita-lo, fazer breves reuniões, receber encomendas, etc.
A importância de um bom projeto para essas áreas, vai além do aspecto estético. Ele valoriza o edifício como um todo!!
Dependendo do grau de interferências que os moradores pretendam fazer, existem vários recursos para tornar esse ambiente mais bonito, moderno e elegante.
Como se trata de uma área onde residem pessoas com gostos variados, é fundamental utilizar nas paredes cores neutras, objetos clássicos e atemporais. Os revestimentos com textura e papéis de parede também são bem-vindos.
A iluminação deverá ser distribuída de forma a valorizar o layout como um todo, dando destaque aos materiais, quadros, vasos de plantas, objetos decorativos, etc.
O piso poderá ser renovado com materiais que proporcionem uma obra mais rápida e limpa, causando menos transtorno aos moradores, como os laminados de madeira, vinílicos ou porcelanatos do tipo “piso sobre piso”.
O paisagismo é um item importantíssimo, com um custo reduzido, poderá transformar qualquer ambiente. Inicialmente é necessário identificar as áreas de sol e sombra para fazer a escolha correta das espécies.
Nas áreas de sombra poderemos utilizar as marantas, os filodendros e suculentas. Para as áreas de sol pleno, o leque de opções é infinito!!
Se não houver a opção de uma pessoa para cuidar do jardim, pode-se lançar mão das plantas permanentes. Existe no mercado, uma enorme variedade de espécies com muita qualidade (às vezes é preciso tocar pra descobrir se é ou não de verdade!). Pedras, pedriscos e cascas de árvores valorizam e complementam os arranjos!

(por www.rioinformal.com/sonho-concreto/)

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Eliana Mora

Faquir cego

Foto:
Ana Maria Mendes Másala

Sozinha
semeando meu jejum
permaneci durante anos
sem reparar
que cada dia
representava um prego a mais
na mesa do faquir

Eliana Mora, 28 de janeiro de 2000
In: Mar e Jardim, 2003

(por www.rioinformal.com/eliana-mora/)

Eliana Mora. Foto de Ana Maria Mendes Másala

OBRAS DE ARTE E TEXTOS

Apenas um sonho. Por isso mesmo coberto de mistério. Lírico, quase espiritual. Lendário. Profundo e sensível. Obra que tonteia. Não passa sem chamar atenção. Escorre, e mostra. Algo? O quê? Não sei ao certo. Nossa própria identidade. Ou sua criação. [El, 07/11/17].

Art_Yves Tanguy

(por www.rioinformal.com/eliana-mora/)

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Lucilia Dowslley

Um Sonho no Olhar

PESSOAS ATRAEM PESSOAS ALEATORIAMENTE
MOLÉCULAS EM MOVIMENTO FLUENTE
UM ALÉM MAR QUE NÃO PERCEBEMOS
SEGUE O TAO SUAVEMENTE
CARACOL ESCONDIDO DO SOL
NASCE, CRESCE E VIVE
RETORNANDO GIRASSOL
NOS RAIOS GIRA E DANÇA
NA DIREÇÃO DA LUZ
O CAMINHO PODE SER EXPANSÃO
PODE SER INSTROSPECÇÃO
SIGA A CHAVE MESTRA
ORQUESTRANDO NO SER
INTUITIVO CORAÇÃO
LÁ NOS SONHOS
PESSOAL MELODIA
TRANSCRITA NAS ESTRELAS
JÁ SABE O MAPA
SE NÃO DECIFROU
MAIS MOTIVOS PRA ESTAR AQUI
EMOÇÃO, AVENTURAS, PERCEPÇÃO
LIMITES HÁ TEMPOS PRA TRÁS FICOU
ESPUMA, SOL, PESSOAS, ANZOL
NORMAL ANORMAL, REAL, ILUSÃO
EM SUAS MÃOS O DOM DA DECISÃO
ERROS ACERTOS NA TÁBUA DA RELATIVIDADE
DESLIZE ENTRE OS EXTREMOS
EQUILIBRE-SE NO MEIO
BRISA ASSOPROU
O VÔO NAS ASAS
DESCONHECE O MEDO
NAVEGANTE DO MAR
CHEGANDO A AREIA SABE
SEU AMOR VAI REVELAR
ONDA ONDAS A CIRCULAR
TODO AZUL JÁ CONTÉM AS GOTAS
TODA GOTA UM SONHO NO OLHAR.

(por Lucilia Dowslley)

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Márcio Catunda

Agora, 14 de novembro, Márcio Catunda se apresenta em Madrid

Márcio Catunda
Márcio Catunda: Ah! Os Poetas!

El próximo 14 de noviembre, a las 19:30 hrs., en el Café Comercial de Madrid (Glorieta de Bilbao, nº 7), se presentará el nuevo poemario del escritor y diplomático brasileño Márcio Catunda (Fortaleza, 1957): Contemplaciones, publicado bajo el sello de Ediciones Vitruvio como el número 397 de su prestigiosa Colección “Baños del Carmen”. Además del autor, participarán en el evento, con sus palabras introductorias, los poetas Pablo Méndez -en calidad de editor- y Raúl Nieto de la Torre.

En esta nueva obra de su autoría -tercero de sus trabajos que ve la luz en el presente año 2013, tras Paisajes y leyendas de España y Días insólitos-, Márcio ha tenido la amabilidad y generosidad de incluir un retrato lírico a mí dedicado. El poema “Antonio Daganzo, el sobreviviente”, que a continuación reproduzco -y por el que le expreso mi profunda gratitud-, encontró su inspiración directa en la lectura del tercero de mis libros, Mientras viva el doliente, de 2010.

ANTONIO DAGANZO, EL SOBREVIVIENTE

“Al niño, cuyo temprano sufrir atragantaba,
se despeja un cielo de deslumbramiento.
Imaginaba el estandarte final de la refriega.
El miedo enajenado que vulnera
le provoca ansia de desvelar
el misterio de sí mismo.
La vida empecinada se abrió paso al futuro
y el vacío se llenó de astros y angostura.
La nada sempiterna en cada gozo
le hace aprender del aliento.
Encomendarse a las constelaciones
y llevar en su frente el desenfreno de vivir,
en vez de imaginar el estandarte final de la refriega.
Pide al alma la tentación enardecida.
Pone la esperanza en una paz sin temor vano
y la vida se le antoja una madrugada
en la cima indescifrable del tiempo.”

No próximo dia 14 de novembro, às 19:30 hrs., no café comercial de Madrid (Mirante de Bilbao, N º 7), será apresentado o novo poemas do escritor e diplomata brasileiro Márcio Catunda (Fortaleza, 1957 ): Contemplações, postado sob o selo de edições vitrúvio como o número 397 da sua prestigiada coleção “banhos do Carmen”. além do autor, participarão no evento, com suas palavras introdutórias, os poetas Paulo Méndez-na qualidade de editor – e o Raul Neto da torre.

Nesta nova obra de sua autoria-terceiro de seus trabalhos que vê a luz no presente ano 2013, atrás de paisagens e lendas de Espanha e dias insólitos -, Márcio teve a gentileza e generosidade de incluir um retrato lírico a mim. Dedicado. O poema “Antonio Sines, o sobrevivente”, que em seguida reproduzo-e pelo qual lhe expresso a minha profunda gratidão -, encontrou a sua inspiração direta na leitura do terceiro dos meus livros, enquanto viva o enlutada, de 2010.

Antonio Sines, o sobrevivente

” ao menino, cujo cedo sofrer detestava,
Se limpa um céu de brilho.
Eu imaginava o estandarte final da luta.
O medo alienado que desrespeita
Lhe provoca ânsia de desvendar
O mistério de si mesmo.
A vida adormecida se abriu passo para o futuro
E o vazio se encheu de astros e angostura.
O nada eterna em cada gozo
Faz-lhe aprender com o fôlego
Confiada às constelações.
E levar na sua frente o deboche de viver,
Em vez de imaginar o estandarte final da luta.
Pede à alma a tentação enfurecida.
Coloca a esperança em uma paz sem temor vão
E a vida se lhe apetece uma madrugada
No topo indecifrável do tempo.”

Márcio Catunda com seus Haicais…

1

Os sinos da catedral
Cantam o meio-dia.
Depois, silenciam.

2

O ashram está em mim mesmo.
O satori é agora
Em pensamentos sucessivos.

3

Começa a chuviscar.
O guarda-chuva me anima
A seguir em frente.

4

O rio instila em mim
O frescor das águas
Que vêm nas ondas da tarde.

5

Os barcos vão e vêm
Na viagem circular
Da existência de tudo.

6

Para preencher as horas,
Que música existirá
Quando não houver mais dia?

7

Véu de chuva no céu.
Como desvestir-se
Do hábito de viver?

8

Em diversas direções
Riscam o céu
Os aviões.

9

Alta maré
No sonho da onda.
Desperto, sobressaltado.

10

As janelas dos prédios.
A tarde azulada.
O encanto de estar só.

11

Tarde de nuvens sombrias.
Silêncio nos ramos verdes.
Brisa do anoitecer.

12

Acima dos telhados,
Sem teto nem chão,
A casa do imponderável.

(por www.rioinformal.com/marcio-catunda/)

Poesia e Literatua

Ah! Os Poetas!

Alexandra Vieira de Almeida

Lina Tâmega Peixoto: uma grande escritora da literatura brasileira

Historicamente, as mulheres presentes na literatura brasileira sempre contribuíram enormemente para a cultura do país. Uma delas é Lina Tâmega Peixoto. Ela consegue se apresentar ao leitor sempre como uma escritora múltipla e vivaz. Exemplo disso é o seu último livro Alinhavos do tempo (Tagore editora, 2018).

Neste livro, encontramos palavras inusitadas e originais para falar do mundo real e do mundo dos sonhos. Alinhavando os versos com perfeição e precisão, a escritora consegue a difícil proeza de unir o concreto e o abstrato em imagens insólitas. Lina Tâmega Peixoto nesta obra consegue fazer do simples algo extraordinário, carregando o teor simbólico da profundidade linguística. Vejamos os versos de um dos poemas do livro, “O leque de concha”: “A manhã agita/castanhas pétalas de rugas/e a tarde que desfolha/veste o vento por dentro do leque”. Aqui, com linguagem metafórica e surpreendente, a autora consegue reconstruir a passagem do tempo.

Lina Tâmega Peixoto

Essa capacidade única vem de toda experiência de uma excelente vida acadêmica. Nascida em Cataguases (MG) e considerada uma verdadeira dama da literatura nacional, Lina é consagrada e elogiada por importantes nomes da nossa literatura. Intensamente poeta e destacada crítica literária, fundou juntamente com Francisco Marcelo Cabral a revista Meia-Pataca (1948-49), importantíssima publicação no cenário nacional da época.

Chegou a assumir o magistério no Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Lá, ministrou disciplinas como Teoria Literária e Língua Portuguesa. Sua fortuna crítica é admirável. Como exemplo, temos a opinião de um dos mais respeitáveis poetas do país, Carlos Drummond de Andrade. Comentando sobre o livro Entretempo (1983), ele disse: “Ela contém a dose de mistério essencial à boa criação lírica e, ao mesmo tempo, é documento de rara sensibilidade humana”.

Realiza pesquisas em Lisboa sobre as raízes do lirismo peninsular, dando como resultado em várias vertentes de estudos literários. Destacam-se, neste momento, pesquisas sobre a poesia de Cecília Meireles. Professora, poeta e crítica de literatura, tem artigos, ensaios críticos e poemas publicados em jornais e revistas do país e de Portugal. Participa de inúmeras antologias poéticas. É membro fundador da Associação Nacional de Escritores (ANE) e pertence à Academia de Letras do Brasil e ao PEN Clube do Brasil (RJ). Como pesquisa recente dela em crítica literária, temos: “O simbolismo imaginário e o devaneio amoroso na poesia de Maria Braga Horta”, em Revista da Academia Mineira de Letras, volume LXXXIV, 2016.

Toda essa vivência – o magistério, a pesquisa, a crítica e a literatura – é transmitida em suas obras, traçando o caminho da beleza inaugural por meio das páginas de suas obras. É uma autora que domina a arte da palavra em várias vertentes. Dessa forma, Lina Tâmega Peixoto, nome literário de Lina Tâmega Peixoto Del Peloso, é uma mestra das letras que tece com encanto a rede das palavras.

De Alexandra Vieira de Almeida – Escritora e Doutora em Literatura Comparada (UERJ)

(Joyce Nogueira -Assessora de Imprensa, joyce@drumond.info)

(Por www.rioinformal.com/alexandra-vieira-de-almeida/)

Sob o sol de São Cristóvão

                              Para Gisela Reis

 Sob o sol
a sombra se domestica naqueles trilhos

A passagem do trem é vasta
como o oceano de meus desejos

Nos trilhos de São Cristóvão
a sombra se esfacela em migalhas
Multiplica-se
sob o sol dos caminhos – o descaminho

São visões de mil sombras
um pesadelo leve como as plumas do pavão

Um sol se cria ali, sobre seu chão, sua terra
que acolhe a pisada de seres em atropelo

Pressas se resgatam, memórias me invadem
A amizade se fundou ali
sob o sol da ferrovia
em que mato as utopias de um amanhã desnudo

O presente, na prece de uma sombra fugaz
sob o sol de São Cristóvão.

(Por www.rioinformal.com/alexandra-vieira-de-almeida/)

Poesia e Literatura

Literatura

Cristina Lebre

A Elegância do Artefato

Ela se demora observando as chiques vitrines de celulares na loja especializada em Informática.  Depois de muito indagar sobre o desempenho dos dispositivos e se encantar com o azul perolado de um deles, aponta-o como seu escolhido.  E pede um exemplar para sair na hora, pelos corredores do shopping, favoritando seus contatos e fotos.

A malha digital de que dispomos hoje se estica favoravelmente a todos os gostos.  Porém, não se enganem, não é o dispositivo que está sujeito ao indivíduo, mas o indivíduo é que, em verdade, traduz-se hoje em um escravo dos gadgets. 

O casamento homem-máquina vai bem, obrigada. Aliás melhor do que muitos casamentos entre humanos mundo afora.  Poderia ser feita uma pesquisa comparando o crescimento dos divórcios e separações com o desenvolvimento tecnológico dos smartphones.  O risco de que estejam crescendo nas mesmas proporções é grande. Enquanto o convívio pessoal exige esforço, dedicação e carinho, relacionar-se com e através da máquina é um passatempo que demanda, no máximo, certo zelo para que não caia no chão, na água ou nas mãos de um pickpocket.  De resto é uma opção quase que óbvia nesses dias de tanta informação e tão pouca profundidade.

A identidade contemporânea parece estar, cada dia mais, intrincada com uma cultura virtual.  Seja pelas medias sociais, pelos canais individuais e coletivos que proliferam como moscas ou pelas plataformas de informações frequentes e instantâneas, viver em consonância com a múltipla oferta tecnológica se constitui em uma nova forma de realização e felicidade.   São milhares de estudos de casos e sobre os quais as academias de todo o mundo se debruçam.   A teia não encolhe.  Antes tece novas e novas redes que se imbricam em torno de um sujeito tão poderoso quanto estereotipado.

Taí o século XXI que não nos deixa mentir.  Um amálgama de questionamentos e reflexões para muitas e muitas noites frias regadas a queijos, vinhos e discussões filosóficas.  Para fazer a história fluir e influenciá-la a, de repente, parar e olhar em volta. Como a madame do dispositivo perolado.

(por www.rioinformal.com/cristina-lebre/)

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