Alexandra Vieira de Almeida

 

 

Alexandra Vieira de Almeida é poeta, contista, cronista, resenhista e ensaísta. É Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Trabalha como professora na Secretaria de Estado de Educação (RJ) e tutora de ensino superior a distância na UFF. É membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Também foi aprovada por unanimidade pelos Dirigentes da Litteraria AcademiaeLima Barreto para o recebimento do Diploma de Distinção Literária, laurel máximo dessainstituição. Além disso, a partir dessadistinção máxima lhe foi conferido o título de Acadêmica Honorária da Litteraria AcademiaeLima Barreto. Publicou artigos e ensaios literários em revistas acadêmicas especializadas e livros. Também tem resenhas e matérias publicadas na mídia, em revistas, sites e jornais importantes comoO Globo, R7, A Crítica(Manaus), Divulga Escritor, entre outros. Participou do livro À roda de Machado de Assis, ficção, crônica e crítica, com um ensaio literário (Argos, 2006). O livro foi organizado pelo professor Doutor João Cezar de Castro Rocha. Tem um livro de crítica literária, publicado em 2008, fruto de sua dissertação de Mestrado em Literatura Brasileira, Literatura, Mito e Identidade Nacional(Ômega, 2008). Organizou juntamente com um amigo, Doutor em Letras, Ulysses Maciel, um livro de ensaios literários, intitulado Inventário de literariedades e outras vertigens(Imprinta, 2008). Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco:40 poemase Painel. Ofertaé seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci (2014). Em 2016, publicou pela Penalux o livro de poesia Dormindo no verbo, que ganhou o Prêmio de melhor livro de poesia em 2016 pelo “Congresso da Sociedade de Cultura Latina – Seção Brasil”. Ganhou outros prêmios literários, entre eles o 5º Prêmio Literário de Poesia Portal Amigos do Livro (2015). Publica suas poesias em antologias, revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil e também no exterior. Destacam-se os seguintes meios de comunicação, onde a autora publicou alguns de seus textos:o jornal Rascunhoe a Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras. Seus poemas também foram publicados nas prestigiadas revistas de literatura mallarmargens, Germina, Diversos Afins, 7faces, desenredos, Escritoras Suicidas, entre outras. Tem poemas traduzidos para o inglês, espanhol, alemão, italiano, holandês e chinês. Começou a produzir contos e crônicas, recentemente, e tem o intuito de produzir novelas e romances, após estudos e pesquisas. Como resultado, tem um conto traduzido para o francês, que participou de Antologia da editora Helvetia. Em 2017, começou a produzir uma série ilustrada por Giselle Vieira, “Xandrinha e seus amigos”, que teve grande repercussão na mídia. Como resultado, há três volumes da série, sendo dois gratuitos para as pessoas baixarem no site da autora e da ilustradora, e um volume impresso pela editora Penalux, o segundo número, intitulado Xandrinha em: o jardim aberto. Pretende se dedicar a escrever mais livros em vários gêneros da literatura.

Sob o sol de São Cristóvão

                              Para Gisela Reis  Sob o sol a sombra se domestica naqueles trilhos A passagem do trem é vasta como o oceano de meus desejos Nos trilhos de São Cristóvão…

Naufrágio das flores

Como naufragar o leve, Reverter a substância toda, Tirar o sumo, A essência? As flores caem naquele mar verde, Ascendendo o aroma ao céu estrelado, Morrem de tempestades que não…

Vida que se cala

Um choque paralisante Um elétrico transe de palavras açoitantes O silêncio naufragou as letras tortas Todas foram dançar num beco vazio O maestro da música suave toca a vida com…

Livro

Livro é como indivíduo em sua vastidão, não. O fantasma se encolhe no seu próprio medo o poeta ultrapassa seu espectro, onda. As tintas percorrem o papel só o poeta…

Nuvens sozinhas

Umas nuvens apartadas de suas vizinhas com a imensidão do céu como subterfúgio. Fujo dos pássaros em revoada aquelas nuvens eram meus escritos não brancos da brancura mais límpida mas…

Viagem

Uma embarcação no leito e a lenta morte fazia sua hora. O barco de papel trazia um alfabeto de esqueletos mágicos. O sol penetrava nos cabelos das palavras doces do…

Caderno vermelho

O diário do poeta era aquele caderno vermelho do fogo mesmo não do azul do céu ou do mar tempestuoso mas da queimação das preces da erótica fagulha do incêndio…

O pássaro solitário

Dentre os pássaros, um rei encolhido, solitário na sua plumagem dourada contradiz os sons e alaridos. O silêncio se acostuma com as horas Pássaro e ousado a leitura do mundo…
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