Leandro ICE

Leandro ICE é grafiteiro autodidata, designer, produtor cultural e arte-educador, começou sua trajetória na arte, através da pichação. É co-fundador de ArteManha, um projeto artístico cujo fim é levar arte e conhecimento, através de oficinas para crianças e jovens de favela, em parceria com ONGs e espaços culturais.
 
Como Designer já fez trabalhos em parceria com a Oi e o Instituto Nisan, entre outras empresas.
Atua como Arte-educador desde 2006, dando aulas, oficinas em escolas públicas, instituições e ONGs e palestras em faculdades como Estácio, UFRJ.

“Origem do Graffiti no Brasil”

Entre os romanos foi acentuado o hábito ocasional de escrever nas paredes e colunas.
Slogans políticos, insultos, declarações de amor, etc; juntamente com uma vasta gama de desenhos animados e desenhos em áreas menos afetadas pela erosão, como na caverna – santuário em paredes enterradas nas catacumbas de Roma ou nas ruínas de Pompéia e Herculano, onde foram protegidos pela cinza vulcânica.
“Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.
Nos tempos modernos também temos exemplos, feita por marinheiros e piratas em suas viagens, quando eles pisaram em terra firme, deixando suas iniciais ou pseudônimos marcados nas rochas ou cavernas, queimando um pedaço de cortiça.
Entretanto ainda há quem não concorde, comparando o grafite com a pichação, pois em diversos países ambos configuram crime de vandalismo quando realizados sem a devida autorização, tanto em propriedade pública ou privada.
Normalmente distingue-se o grafite, pela elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes pelo
mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.
A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas
, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafifitis
podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.
Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. Atualmente no século XXI, muitas pessoas usam o grafite como arte em museus de arte.
No Brasil, o graffiti chegou ao final dos anos de 1970, em São Paulo. Hoje o estilo desenvolvido pelos brasileiros é reconhecido entre os melhores do mundo.
O movimento apareceu quando um grupo de jovens começou a fazer desenhos nas paredes da cidade, ao invés de apenas escrever. É considerado por muitos como um ato de vandalismo, por sujar as paredes. Nesse caso são chamados de pichação, vistas apenas como diversão para provocar as pessoas.
Apenas como curiosidade, vale destacar alguns alguns termos e gírias que são bastante utilizados dentro do mundo do graffiti ao redor do mundo. São eles:
• Grafiteiro/writter: o artista de rua que pinta
• Crew: conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro
• Spot: lugar onde é praticada a arte do graffiti
• Tag: a assinatura de grafiteiro
• Toy: o grafiteiro iniciante

(por www.rioinformal.com/leandro-ice/)

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