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Mara Cecília

Graduada em Jornalismo e mestre em Ciência da Informação. Continuísta para cinema e televisão, desde 1984. Participou em diversos filmes, séries, seriados  e novelas, trabalhando com diretores brasileiros e estrangeiros. “A menina do lado”, “Pure juice”, “Prisoner of Rio”, “Xica da Silva” (novela), “A grande Família”, “Quase Memória”, “DAAS-Divisão Anti Sequestro” e “Minha Vida em Marte” são alguns dos trabalhos que atuou. Vivenciou a passagem da tecnologia analógica para a digital enquanto trabalhava para a TV Globo, mudança que pode ter transformado  o cinema e a televisão em linguagem audiovisual para o mercado. Então, na graduação na década dos 2000, iniciou a pesquisa sobre cibercultura e juntou, no mestrado, seus conhecimentos técnicos com os acadêmicos dissertando sobre a implantação da TV digital no Brasil e o hibridismo de linguagens na produção audiovisual. Neste período, entrou em contato com a transversalidade da informação e as discussões sobre como as tecnologias poderiam interferir em como buscar, catalogar, armazenar e compartilhar toda forma de informação. É apoiadora da ciência cidadã, da cultura livre e das tecnologias e linguagens abertas. Acredita que a Internet criou uma nova forma do homem viver em sociedade. Atualmente é free lancer para produtos audiovisuais, ministra oficinas de continuidade na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, onde é colaboradora.

O FUTURO É AGORA

“Por dentro do Museu Nacional- Redescubra a coleção antes do incêndio de 2018”

 

Mara Cecília, Ciência da Informação

É o título da exposição virtual que o  Google Arts & Culture e o Museu Nacional disponibilizaram para matarmos a saudade do museu antes do incêndio que destruiu o acervo construído ao longo de 200 anos de pesquisa. O Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil. Vinculado Universidade Federal do Rio de Janeiro, sofreu o incêndio em 2 de setembro de 2018, quando era considerado um dos maiores museus de história natural e antropologia das Américas. Junto com o acervo,  o Paço de São Cristóvão, inaugurado em 1803, que foi residência da família real e sediou a primeira Assembléia Constituinte Republicana,foi destruído pelo fogo.

Reprodução do Google Arts e Culture

É dolorido o impacto, desde o primeiro momento, a notícia da destruição de tão rico acervo para a memória da humanidade. O acervo por nós negligenciado, continha memórias de diversas culturas, épocas, pesquisas realizadas no Brasil e fora dele.  Além do tour em formato 3D por uma pequena parte da coleção e salões do antigo palácio, que é possível acessar no endereço  “Por Dentro do Museu Nacional”, a iniciativa do da parceria da UFRJ com o Google, oferece visitas por mais 9 coleções em formato simples, com textos baseados no acervo do museu.Na ocasião do incêndio, o museu abrigava um acervo com cerca de 20 milhões de ítens, “subdividido em coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica (incluindo-se neste núcleo os remanescentes do esqueleto de Luzia, o mais antigo fóssil humano das Américas[2]), arqueologia e etnologia”.(WIKIPÉDIA,2018 ).

A plataforma do Google, agrega várias instituições  voltadas para o desenvolvimento e conhecimento da arte e da cultura pelo mundo. No Brasil, instituições de arte e cultura brasileira compõem seu catálogo de fácil acesso pelo endereço “Google Arts & Culture”.  A parceria entre o Google e o Museu Nacional começou em 2016. Para Chance Coughenour, gerente global de preservação e história do Google Arts & Culture a tragédia é um impacto para o projeto e “importante para nós olharmos como a tecnologia pode fornecer formas de preservar a memória de objetos. Assim, nós poderemos lembrar como o museu era por dentro, ainda que virtualmente, e pessoas que ainda não nasceram poderão visitá-lo no futuro”. .A  exposição on line do Museu Nacional foi lançada em 18 de dezembro de 2018.  Passeando por ela é impossível não se emocionar.

REFERÊNCIAS

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

Aplicativo que beneficia o meio ambiente e gera trabalho vence prêmio em Paris

Você conhece o aplicativo Cataki? Ele ganhou o prêmio de inovação do fórum Netexplo, em Paris, segundo G1.  Eu também não conhecia. O aplicativo cadastra catadores independentes e cooperativas para “incentivar e ampliar o descarte correto do lixo e gerar renda para os catadores”, diz uma mensagem que recebi pelo WhatsApp; conecta cidadãos e empresas que entendem a importância do descarte consciente.

Um  grafiteiro e ativista, fundador do movimento Pinp my Carroça, Mundano idealizou o  app e, na cerimônia de premiação na sede da Unesco, em Paris, teria dito: “Lutamos pelo reconhecimento dos catadores de lixo, que são verdadeiros agentes ambientais. O app é uma forma alternativa de aumentar  a renda dos catadores com um benefício ambiental sem preço”.

Com o aplicativo, você encontra o catador mais próximo da sua região e tem todo o cadastro dele, entra em contato por telefone, diz o que precisa descartar ( vidro, plástico, papel,metal, eletrônicos, móveis, baterias/pilhas, óleo e entulhos), combina preço ou doa, marca o encontro e pronto, a cadeia produtiva para reaproveitamento do lixo e aumento da circulação do trabalho, tirando da invisibilidade centenas de catadores, está formada.

“O aplicativo Cataki, que custou R$ 160 mil, foi uma das dez inovações tecnológicas globais selecionadas pelo Netexplo, observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios, em parceria com a Unesco. Ao todo, dois mil projetos foram avaliados. E o Cataki foi o grande vencedor”, diz a matéria no G1. O trabalho é aberto e colaborativo e merece divulgação.Se quiser saber mais, vá ao site do Cataki http://www.cataki.org/ e assista ao vídeo de apresentação. A referida matéria do G1 está  em   ‘Tinder da reciclagem’ brasileiro vence prêmio de inovação’.

Mara Cecília

17/12/2018

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

CULTURA LIVRE E TECNOx 4.0

Tem acontecido encontros no nosso continente latino para divulgação de Cultura Livre,Tecnologias Livre, Ciência Aberta e Cidadã e o ambiente digital.

O site Em Rede tem nos ajudado a acompanhar. Entre 21 e 23 de novembro último, aconteceu o 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul, com bate-papo onlile e apresentações de diversos projetos e proposições sobre o que se necessita para aprofundar, defender e expandir a cultura livre refletindo sobre tecnologia, política e sociedade. O Em Rede disponibilizou o link Videoconferências do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul por onde é possível observar as discussões e proposições do encontro.

No Em Rede está agendado mais um evento nessa direção. Propondo-se a refletir sobre o uso das formas permissivas de disseminação do conhecimento científico e tecnológico e suas aplicações, a TECNOx 4.0 tem inscrições abertas até 07 de dezembro. A comunidade latino americana de desenvolvedores e usuários de tecnologias livres realizará mais uma edição do evento que já passou por Argentina, México e Chile. O encontro foi organizado pelo Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CTA IF/UFRGS) e visa articular membros da coletividade que se formou em 2016, composta por cientistas, engenheiros, tecnólogos, estudantes, empresários e membros da sociedade civil, em torno das questões éticas no uso das tecnologias livres e os direitos humanos. Os interessados podem inscrever projetos em andamento ou prontos, que posteriormente farão parte de um livro onde estará editada a documentação oriunda do evento para apreciação dos trabalhos e pesquisas realizados na América Latina e Caribe.

A TECNOX 4.0: ÉTICA, DIREITOS HUMANOS E TECNOLOGIAS LIVRES acontecerá de 11 a 15 de março de 2019, no Centro Cultural da UFRGS, em Porto Alegre.

Mara Cecília, 02 de dezembro de 2018

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

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