Márcio Catunda

Márcio Catunda

BIBLIOGRAFIA:

Poemas de Hoje, 1976 (com Natalício Barroso Filho). Fortaleza – CE; Incendiário de Mitos,poesia, 1980,  Fortaleza – CE.  Navio Espacial, poesia, 1981, Fortaleza – CE. Estórias do Destino e a Pérfida Perfeição,  contos e poesía, 1982,  Fortaleza – Ce. O Evangelho da Iluminação, poesia, 1983, Fortaleza – CE. A Quintessência do Enigma, poesia, 1986, Brasília – DF. Purificações, poesia, 1987, Rio de Janeiro – RJ. O Encantador de Estrelas, poesia, 1990, Brasília –DF. Sortilégio Marítimo, poesia, 1991, São Paulo – SP. Los Pilares del Esplendor, poesia, 1992, Lima – Peru.  Llave Maestra, poesia,1994, Lima – Perú (com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores y Eli Martín). A Essência da Espiritualidade, ensaios, 1994, Lima – Perú. Poèmes Ecologiques, poesia, 1996, Bellegarde – França.Ânima Lírica, CD de poemas musicados, 1997, Genebra – Suíça. Anthologie Sonore, CD de poemas recitados em três idiomas, 1997, Genebra. – Suíça. Mário Gomes, Poeta, Santo e Bandido, biografia, 1997, São Paulo – SP. Rosas de Fogo, poesia, 1998, RJ. Água Lustral, poesía, 1998, RJ. Estância Cearense, antologia poética, 1999, Fortaleza – CE. À Sombra das Horas, antologia, (poemas traduzidos para o idioma búlgaro), 1999, Sofia – Bulgária. Na Trilha dos Eleitos, ensaios, 1999, Rio de Janeiro – RJ. No Chão do Destino, poesia, 1999, Vitória – ES. Crescente, poemas musicados, 1999, Sofia – Bulgária. London Gardens and other journeys, poesia, 2000, Sofia-Bulgária. Verbo Imaginário, Antologia (CD con poemas lidos pelo autor), 2000,  Sofía – Bulgária. Noites Claras, poemas musicados em CD, 2001, Sofia – Bulgária. Mística Beleza, poemas musicados em CD, 2003, Brasília – DF.  Rios,antologia de poemas de cinco autores, (com os poetas cariocas Thereza Christina Motta, Elaine Pauvolid, Tanussi Cardoso e Ricardo Alfaya), 2003, Rio de Janeiro. Sintaxe do Tempo, 2004, Fortaleza.Plenitude Visionária, poesia, 2007, Lisboa. Palavras Singulares, ensaios, 2008, Lisboa. Água de Flores, Poemas musicados em CD, 2009, Madri. O Jardineiro da Vida, poemas musicados em CD, 2009, Madri. Vertentes, poemas de quatro autores (com Elaine Pauvolid, Tanussi Cardoso e Ricardo Alfaya), Emoção Atlântica, poesia, 2010, Rio de Janeiro. Luz sobre la historia, poesia, 2011, Madri. 50 Poemas Escolhidos pelo Autor, Antologia Poética, 2011, Rio de Janeiro. Autobiografía en Madrid, poesia, 2011, Sevilla. Emoção Atlântica, poemas musicados em CD, 2012, Madri. Escombros e Reconstruções, poesia, 2012, Brasília. Laudetur, poesia, 2012, Madri. Días Insólitos, poesia, 2013, Madri. Paisajes y Leyendas de España, poesia, 2013 Madri. Terra de Demônios, romance, 2014, Rio de Janeiro. Viagens Introspecticas, poesia, Fortaleza, 2015. Eternidade Humana, poesia, Brasília, 2018. Todos os dias são difíceis na Barbúria, 2018. Fortaleza.

Márcio Catunda, escritor e diplomata brasileiro, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 22 de maio de 1957. É membro da Associação Nacional de Escritores de Brasília, do Pen Clube do Brasil, no Rio Janeiro, da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Academia de Letrs do Brasil.

 Foi Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em 1975 e fundador do Grupo Siriará, em 1981, ambos em Fortaleza. A partir de 1982, participou das reuniões do denominado “Sabadoyle”, no Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, com quem manteve intercâmbio.

De 1991 a 1994, foi Secretário da Carreira Diplomática na Embaixada do Brasil em Lima (Peru), período durante o qual fundou, com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Elí Martin, o grupo literário REME, tendo realizado diversos recitais e publicado dois livros.

          De 1995 a 1997 foi Cônsul-Adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Genebra (Suíça), cidade onde frequentou a Associação de Escritores Genebrinos.

          De 1998 a 2000 foi Conselheiro na Embaixada do Brasil em Sófía (Bulgária), onde publicou antologia de seus poemas, traduzidos pelo poeta búlgaro Rumen Stoyanov.

De 2002 a 2005, exerceu o cargo de Conselheiro na Embaixada do Brasil em São Domingos (República Dominicana). Publicou, naquele país, o livro de poemas Madrid y Otros Idilios, que marca o início de sua carreira como escritor em idioma espanhol.

 De 2006 a 2008, foi designado Assessor Cultural na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Lisboa). Em Lisboa, publicou os livros Plenitude Visionária (poemas) e Palavras Singulares (ensaios).

De 2008 a 2010, exerceu o cargo de Ministro-Conselheiro em Acra (Gana).

De 2010 a 2013, desempenhou a função de Conselheiro, Chefe do Setor de Imprensa e Divulgação, junto à Embaixada do Brasil em Madri (Espanha). Publçicou, na capital da Espanha, diversos livros em língua castelhana e editou alguns discos de poesia musicada e cantada por diversos intérpretes.

De 2014 a 2016, trabalhou na Embaixada do Brasil em Argel, a serviço do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Na capital argelina, escreveu o livro Todos os dias são difíceis na Barbúria.

 Atualmente, escreve em diferentes periódicos brasileiros. Seu livro Escombros e Reconstruçõesrecebeu o Prêmio Vinicius de Moraes, concedido pela Academia Carioca de Letras, ao  melhor livro editado em 2012.  Seu livro Viagnes Intrpsocetivas recebeu o Prêmio Anual da União Brasileira de Escritores (UBE), em 2015.

Meus Livros

Agora, 14 de novembro, Márcio Catunda se apresenta em Madrid

Márcio Catunda
Márcio Catunda: Ah! Os Poetas!

El próximo 14 de noviembre, a las 19:30 hrs., en el Café Comercial de Madrid (Glorieta de Bilbao, nº 7), se presentará el nuevo poemario del escritor y diplomático brasileño Márcio Catunda (Fortaleza, 1957): Contemplaciones, publicado bajo el sello de Ediciones Vitruvio como el número 397 de su prestigiosa Colección “Baños del Carmen”. Además del autor, participarán en el evento, con sus palabras introductorias, los poetas Pablo Méndez -en calidad de editor- y Raúl Nieto de la Torre.

En esta nueva obra de su autoría -tercero de sus trabajos que ve la luz en el presente año 2013, tras Paisajes y leyendas de España y Días insólitos-, Márcio ha tenido la amabilidad y generosidad de incluir un retrato lírico a mí dedicado. El poema “Antonio Daganzo, el sobreviviente”, que a continuación reproduzco -y por el que le expreso mi profunda gratitud-, encontró su inspiración directa en la lectura del tercero de mis libros, Mientras viva el doliente, de 2010.

ANTONIO DAGANZO, EL SOBREVIVIENTE

“Al niño, cuyo temprano sufrir atragantaba,
se despeja un cielo de deslumbramiento.
Imaginaba el estandarte final de la refriega.
El miedo enajenado que vulnera
le provoca ansia de desvelar
el misterio de sí mismo.
La vida empecinada se abrió paso al futuro
y el vacío se llenó de astros y angostura.
La nada sempiterna en cada gozo
le hace aprender del aliento.
Encomendarse a las constelaciones
y llevar en su frente el desenfreno de vivir,
en vez de imaginar el estandarte final de la refriega.
Pide al alma la tentación enardecida.
Pone la esperanza en una paz sin temor vano
y la vida se le antoja una madrugada
en la cima indescifrable del tiempo.”

No próximo dia 14 de novembro, às 19:30 hrs., no café comercial de Madrid (Mirante de Bilbao, N º 7), será apresentado o novo poemas do escritor e diplomata brasileiro Márcio Catunda (Fortaleza, 1957 ): Contemplações, postado sob o selo de edições vitrúvio como o número 397 da sua prestigiada coleção “banhos do Carmen”. além do autor, participarão no evento, com suas palavras introdutórias, os poetas Paulo Méndez-na qualidade de editor – e o Raul Neto da torre.

Nesta nova obra de sua autoria-terceiro de seus trabalhos que vê a luz no presente ano 2013, atrás de paisagens e lendas de Espanha e dias insólitos -, Márcio teve a gentileza e generosidade de incluir um retrato lírico a mim. Dedicado. O poema “Antonio Sines, o sobrevivente”, que em seguida reproduzo-e pelo qual lhe expresso a minha profunda gratidão -, encontrou a sua inspiração direta na leitura do terceiro dos meus livros, enquanto viva o enlutada, de 2010.

Antonio Sines, o sobrevivente

” ao menino, cujo cedo sofrer detestava,
Se limpa um céu de brilho.
Eu imaginava o estandarte final da luta.
O medo alienado que desrespeita
Lhe provoca ânsia de desvendar
O mistério de si mesmo.
A vida adormecida se abriu passo para o futuro
E o vazio se encheu de astros e angostura.
O nada eterna em cada gozo
Faz-lhe aprender com o fôlego
Confiada às constelações.
E levar na sua frente o deboche de viver,
Em vez de imaginar o estandarte final da luta.
Pede à alma a tentação enfurecida.
Coloca a esperança em uma paz sem temor vão
E a vida se lhe apetece uma madrugada
No topo indecifrável do tempo.”

Márcio Catunda com seus Haicais…

1

Os sinos da catedral
Cantam o meio-dia.
Depois, silenciam.

2

O ashram está em mim mesmo.
O satori é agora
Em pensamentos sucessivos.

3

Começa a chuviscar.
O guarda-chuva me anima
A seguir em frente.

4

O rio instila em mim
O frescor das águas
Que vêm nas ondas da tarde.

5

Os barcos vão e vêm
Na viagem circular
Da existência de tudo.

6

Para preencher as horas,
Que música existirá
Quando não houver mais dia?

7

Véu de chuva no céu.
Como desvestir-se
Do hábito de viver?

8

Em diversas direções
Riscam o céu
Os aviões.

9

Alta maré
No sonho da onda.
Desperto, sobressaltado.

10

As janelas dos prédios.
A tarde azulada.
O encanto de estar só.

11

Tarde de nuvens sombrias.
Silêncio nos ramos verdes.
Brisa do anoitecer.

12

Acima dos telhados,
Sem teto nem chão,
A casa do imponderável.

(por www.rioinformal.com/marcio-catunda/)

Márcio Catunda com seus Haicais…

1 Os sinos da catedral Cantam o meio-dia. Depois, silenciam. 2 O ashram está em mim mesmo. O satori é agora Em pensamentos sucessivos. 3 Começa a chuviscar. O guarda-chuva…

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