Lua Nova em Sagitário e Mercúrio Direto

Enquanto a Lua vai decrescendo em seu caminho para mais um encontro com o Sol, já estamos em dezembro e nos preparando para as festas de final de ano. Esta última fase do ciclo lunar, ou Quarto Minguante, é favorável a esse momento por induzir menos às atividades externas. No último quarto, a energia vital se recolhe interiorizando-se, propiciando atitudes mais calmas e reflexivas. Isto pode ser benéfico neste primeiro momento de preparações para o fim do ano. Mas só até 5ª feira, pois na 6ª, dia 07/12, já teremos o momento de encontro da Lua com o Sol (05:21 hs AM) – ou Lua Nova, em 15º07’ de Sagitário. Um novo impulso surge, trazendo oportunidades de novos começos. Este é o momento mais propício para se iniciar novos projetos e colocar idéias em ação. Na Lua Nova há mais chances de progredir porque ela traz o impulso de uma nova proposta e, em Sagitário, signo de Fogo, planta uma semente de otimismo e fé na vida, vontade de empreender. O signo de Sagitário já está bastante mobilizado com a presença de Júpiter, o seu regente, que está de volta ao seu signo. Sendo Júpiter um planeta de expansão, que busca ampliar seus horizontes, a força de iniciativa da Lua Nova vem se beneficiar e se somar à força dele.

No entanto, a configuração celeste que se forma nestes próximos dias, e que abarca a Lua Nova do dia 07/12, delineia uma situação que pode confundir as iniciativas: Sol/Lua em Sagitário e Marte/Netuno em Peixes – e portanto em quadratura, que é um aspecto tenso. Se, por um lado, a vontade de agir e empreender surge forte, por outro há um clima de dispersão que prejudica a definição de objetivos, necessária para que se trace um caminho. Não que isso iniba as iniciativas da Lua Nova, mas dificulta sua execução pois enganos e confusões são possíveis de acontecer. As ações podem também ser afetadas pelo desânimo e pelo desalento, havendo muita demanda e excesso de atividades por um lado, e falta de disposição para cumpri-las por outro. Este clima de indefinição e dificuldade de foco gera tensão e cansaço. Neste contexto de sensibilidade, em lugar de insistir e não ver resultado, melhor será tentar perceber no clima geral quando atuar e quando não atuar, pois a percepção sensível é que estará predominando. A ação deve ser indireta e as coisas podem funcionar mais por inspiração e ideal do que por questões pessoais, através de um anseio mais coletivo do que individual. Surtirá efeito quando o objetivo levar em conta ou for a favor de um ideal coletivo, atuando por uma causa que ultrapasse os próprios interesses. Mas com a quadratura Sol/Marte há necessidade de questões pessoais também envolvidas, daí a dificuldade de se juntar e atender a todas elas. Porém, o contexto frio e úmido de Marte/Netuno em Peixes deve predominar, em favor das questões coletivas. No entanto, as duas tendências – de iniciativa pessoal ou visando o coletivo – podem coexistir, alternando-se. E podem gerar conflitos também. O céu é um todo mas cada um de nós o vivencia mais em um ou em outro aspecto. Isso vai depender da interação com o nosso mapa natal.

Ainda sobre a configuração da Lua Nova, a criatividade estará presente e os assuntos ligados à arte também. As ações vão depender mais da sensibilidade e da criatividade.

Uma notícia benfazeja é que Mercúrio, que estava retrógrado, retoma o movimento direto no dia 06/12, trazendo fluência e desenvolvimento, mais clareza nos contatos e nas comunicações, com um foco objetivo e externo. A este clima de dispersividade, Mercúrio direto vai se contrapor agilizando as comunicações, a burocracia e as idéias, tornando estas últimas mais claras, congruentes e espontâneas. Com certeza isto irá contribuir favoravelmente para uma melhor compreensão e condução deste momento.

Em 03/12/2018

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Sol em Sagitário, Mercúrio Retrógrado em Sagitário

Essa semana começa com a Lua no Quarto Crescente, 2ª fase de seu ciclo, que se iniciou no dia 15/11. Esse período estimula o desenvolvimento das coisas, acelerando o processo de crescimento pois a força vital está se movimentado para fora, externamente. Por isso, é favorável para investimentos em projetos de nosso interesse. O que é feito agora tende a um maior impulso para progredir ganhando uma força extra. É uma fase dinâmica, onde tudo corre mais rápido.

Vênus (foto de Brett Joseph. 08-11-2018. San Anselmo, Califórnia

Agora o planeta Vênus já retomou seu curso direto, em Libra. Mas, fazendo o último aspecto de oposição com Urano, reflete mudanças, fatos inesperados que podem levar a rumos diferentes do imaginado, em acordos, relacionamentos, atividades sociais, que são assuntos de Vênus. O objetivo com Urano é trazer uma nova condição ou fato novo. A propósito, Vênus é o objeto celeste mais brilhante depois da Lua. No momento o planeta nasce antes do Sol, de madrugada – não à toa é chamado de “estrela matutina”, de tão esplêndido que torna o céu. Vale madrugar para contemplar este verdadeiro espetáculo.

Enquanto isso, Mercúrio ficou retrógrado em 16/11/2018. Sabemos que este é um fenômeno apenas aparente, devido à diferença de movimento da Terra e de Mercúrio em suas órbitas. Mas, simbolicamente, reflete uma interferência na expressão natural do planeta, alterando seu modo de atuação. Os processos de comunicação e transmissão de dados podem apresentar problemas, atrasos no trânsito e nas entregas também são esperados. Isso ocorre porque o planeta se detém na necessidade de revisão de seus significados, levando a demoras em seus assuntos. Iniciar processos, lidar com burocracia e assinaturas de documentos importantes devem ser evitados durante estes dias (16/11 a 06/12/2018), podendo conter falhas e omissões. Isso está particularmente enfatizado porque Mercúrio, além de retrógrado, está em aspecto de quadratura com Netuno em Peixes, o que o coloca numa condição de dispersividade, fora de foco. Por isso será preciso atenção redobrada nas comunicações de um modo geral – mensagens, textos, notícias podem conter omissões e informações erradas, causando mal entendidos. Negociações e compras importantes também devem esperar um pouco – mais vale adiar por uns dias do que arriscar. Mercúrio retoma o movimento direto em 06/12/2018. Até lá, precisamos ter paciência e, principalmente, evitar a pressa.

No dia 22/11 o Sol muda de signo ingressando em Sagitário. Signo do elemento Fogo, em que autonomia e liberdade são importantes, o Sol em Sagitário reflete a busca por experiências novas, que ampliem seus horizontes agregando novos conhecimentos e visões culturais. É um signo dinâmico, que está sempre interessado em empreender alguma coisa, inspirando visão larga, confiança e otimismo. Esse ano, o ingresso do Sol em Sagitário já encontra o signo vibrando com o retorno após 12 anos do seu próprio regente, Júpiter, recém ingresso em Sagitário (08/11/2018). Portanto, isto potencializa o espírito empreendedor e aventureiro, as ações expansivas e de cunho idealista. O Sol encontra com Júpiter de forma mais direta, em conjunção, entre os dias 24 e 27 de novembro (exato em 25 e 26/11), estimulando o otimismo, a expansão e a vontade de empreender. Porém, é importante lembrar que, com Mercúrio retrógrado em Sagitário, vindo de uma quadratura com Netuno, e em conjunção ao Sol/Júpiter, a empolgação precisa imprescindivelmente se nortear por dados de realidade, procurando colocar os pés no chão e avaliando as reais dimensões das possibilidades.

Angela Nunes

18/11/2018

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Sol em Escorpião, Lua no Quarto Minguante

“Tempo é movimento. O vai-e-vem de um pêndulo, o escorrer de grãos de areia, o derreter de uma vela. Medir o tempo é criar padrões confiáveis a partir de movimentos, de preferência cíclicos. Melhor ainda se pudermos observar movimentos que não dependem de nós.” (Cherman e Vieira)

Nos astros encontramos movimentos cíclicos confiáveis. Por isso foram utilizados para medir o tempo e confeccionar calendários. O Sol, por exemplo, é como o ponteiro de um relógio que avança pelo céu marcando os períodos do dia e do ano. Mas os astros, e a Astrologia, marcam também um tempo simbólico, qualitativo, que nos oferece um sentido para os fatos.

Esta semana o Sol segue em sua passagem anual pelo signo de Escorpião, que é um princípio de imersão profunda mas também de vivificação. Ele vive essas duas condições, ligadas aos seus símbolos: o próprio escorpião e a águia. Favorece um clima de mudança radical, indo de um extremo a outro. Com Júpiter ainda em Escorpião, a ação se dá, em grande parte, envolvida em bastidores, intensificando a capacidade de trazer assuntos e situações à tona. O ideal de Júpiter em Escorpião é poder mudar as coisas de uma forma profunda e definitiva, deixando situações anteriores totalmente para trás. Porém, no dia 08/11 Júpiter deixa definitivamente Escorpião. Após 12 anos passando por todos os signos zodiacais, retorna agora a seu próprio signo, Sagitário. Sendo um signo de Fogo e expansão, Júpiter em Sagitário vai refletir em toda sua plenitude o entusiasmo de crescer, se desenvolver, empreender e ampliar os horizontes, porque ele está novamente “em casa” e à vontade para fazer o que mais gosta: grandes projetos e empreendimentos, indo o mais longe que puder.

Mercúrio mudou de signo ingressando em Sagitário (31/10). As comunicações e as palavras diminuem a intensa profundidade, o teor emocional e intimidador de Escorpião, passando para um clima mais expansivo e leve de Sagitário. Sendo um signo de Fogo, empreendedor, Mercúrio neste signo mostra condições de fomentar os negócios e o comércio de um modo geral, que poderá crescer melhor agora. Os grandes projetos estão em pauta.

Vênus continua em seu movimento retrógrado, voltando para o signo de Libra, do qual é o regente, onde vai chegar até o grau 25°14’, quando retoma o movimento direto (16/11). Mas nesta volta, faz oposição a Urano, o que dá margem a quebra inesperada de acordos e parcerias como fruto de mudanças em sociedades e relações sociais. Pode afetar igualmente os relacionamentos.

Marte vai finalizando sua passagem por Aquário, onde fica até 15/11. Neste signo suas iniciativas se voltam para ativar grupos sociais e ações visando a sociedade como um todo. Estimula a formação de grupos de interesse e associações. Marte muda de signo em 15/11 ingressando em Peixes.

Como se pode ver, os próximos 15 dias serão de muita movimentação e mudanças, trazendo um outro clima geral como cenário para os fatos.

Lunação

Esta semana a Lua entrou na fase do Quarto Minguante (31/10), ou último quarto deste ciclo lunar, que vai até 07/11. O aspecto da Lua neste dia é de um semicírculo voltado para o leste. Ela nasce à meia noite e se põe ao meio dia. Com o impulso vital voltado para o interior, favorece a reflexão e introspecção. Este é um período de finalizações e avaliações sobre o que se fez antes. Eventos públicos recebem geralmente um número menor de pessoas, sendo o período mais propício para reuniões particulares e íntimas.

No dia 07/11 a Lua encontra com o Sol inaugurando um novo ciclo lunar – é a Lua Nova em Escorpião. É uma boa fase para o surgimento de novos projetos, plantar novas sementes. Nesta fase se abre uma oportunidade para novas propostas. Em Escorpião, há uma maior intensidade dos acontecimentos, ligados a transformação ou mudanças de condição. Em trígono com Netuno e sextil com Plutão, há boas chances de se alcançar o que se pretende.

Em 01/11/2018

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

A Correnteza de Netuno

Segundo Renato Janine, professor de filosofia da USP, “a Astrologia dá sentido à ação”. Para ele, a Astrologia auxilia a se achar o sentido das coisas, operando como um sinalizador nas trevas. De fato, vivemos mergulhados numa incessante linha de acontecimentos que evoluem numa só direção – a do tempo e da entropia. Não é fácil entender as situações da vida, às vezes nem temos tempo para parar e refletir – somos envolvidos pela onda dos acontecimentos e pelo tsunami de informações que são despejadas sobre nós diariamente. Mas encontrar um sentido, preferindo saber do que trata cada momento do que andar às cegas, pode nos auxiliar tanto nas ações quanto no entendimento mais geral das situações. Assim, procurando enxergar as coisas a partir de seu todo, e também pelo “lado de fora”, tentando juntar o sensitivo e o racional, criamos uma oportunidade de melhor lidar com os fatos. Isto ajuda no dia a dia? Certamente: como toda sinalização, nos ajuda a avaliar e tomar decisões frente aos desafios. A Astrologia sinaliza e mapeia o caminho, antecipando e nos tornando conscientes do que teremos que lidar à nossa frente. Na verdade, podemos saber o sentido geral, arquetípico dos momentos, mas as decisões e os fatos conseqüentes ficam por nossa conta.

No momento estamos sentindo fortemente o efeito do arquétipo de Netuno em trânsito, que está se opondo ao Sol natal do Brasil (começou em abril/2017, vai até fevereiro/2019). Regendo os oceanos e mares, as transcendências, é um princípio de união mas também de dissolução de limites. Nos aspectos tensos, como é o caso da oposição, tende a misturar e confundir as coisas, refletindo uma dificuldade de discriminação. Nos sentimos sem um chão firme pra pisar, num caminho cheio de neblinas e nevoeiros, onde não conseguimos enxergar com clareza, dificultando escolhas de direção. A sensibilidade pode envolver excessivamente a razão, levando a um nível para além do real, que hipnotiza multidões. O antídoto para isso é a conscientização de que o momento não é claro mesmo, de que não estamos em condições de discernir claramente sobre as situações. Mas se precisamos decidir e fazer escolhas importantes justamente agora, quando estamos no meio da correnteza, podemos pelo menos olhar as estrelas e ver para que lado ela (a correnteza) está nos levando.

No mais, esta semana estamos na fase lunar do Quarto Crescente, quando as situações se aceleram e desenvolvem mais rápido. É hora de se movimentar e colocar as coisas em prática, fazer ajustes e escolhas. Este é um período bom para investimentos e compras. Qualquer coisa que se faça no Quarto Crescente tende a se desenvolver melhor e mais rapidamente. Dia a dia, a Lua vai aumentando em brilho e forma, até chegar à Lua Cheia, no dia 24/10 (13:46h). A plenitude, quando a Lua brilha por inteira, reflete um ápice, sendo uma fase de realização, revelando resultados do que fizemos antes. A energia tende a se externalizar, tornando as coisas visíveis. As noites claras propiciam atividades sociais mais intensas nessa época, favorecendo encontros com amigos e diversões ao ar livre. Locais públicos ficam mais movimentados e cheios de gente, sendo favorável para realização de eventos. Porém, é também uma fase de inquietação, quando a sensibilidade está à flor da pele. Portanto, um pouco de moderação no comportamento vem a calhar. A Lua Cheia vai até dia 31/10, quando começa a fase final deste ciclo.

18/10/2018

Angela Nunes

 

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Vênus em Retrogradação

O Sol está no signo de Libra até 22/10/2018. Simbolizado por uma Balança, Libra representa a harmonia, a busca de acordos e entendimentos, sendo um princípio de cooperação e interação. O signo, enquanto arquétipo, é da natureza das essências, dele emanando a perfeição. Refletido sobre a Terra e imiscuído no tempo, toma a forma dos acontecimentos e do devir, em termos da qualidade desse tempo, relativizando-se segundo as circunstâncias humanas e sociais. Deste modo, os pratos da Balança ilustram o trabalho de ponderação, de intervenção humana da pesagem dos atos em busca da harmonia, que é a proposta do Sol em Libra.

Mas o céu simbólico é composto de um conjunto onde estão também a Lua e os planetas. Assim, a tônica libriana é um tom importante da melodia celeste deste momento, mas ela é composta de várias outras notas.

Esta é uma semana de final de ciclo – a Lua está no Quarto Minguante até o dia 09/10 (3ª feira). Isso favorece um clima de finalização, de conclusão e avaliação. Refletir sobre o que foi feito será uma atitude bem vinda.

Antes que o ciclo lunar se feche, ainda teremos mudanças significativas no céu. Uma delas diz respeito ao planeta Vênus, nossa tão conhecida e apreciada “estrela Dalva” do amanhecer, ou Vésper do entardecer. Vênus é o objeto natural mais brilhante no céu, depois do Sol. Visto da Terra, portanto em movimento aparente, Vênus ficará retrógrado no dia 05/10, ou seja, mudará a direção do seu movimento como se estivesse andando para trás. Isto decorre da relação entre as órbitas da Terra e de Vênus. O fenômeno ocorre periodicamente a cada 1 ano e 7 meses (ou 584 dias). Para a Astrologia, o movimento retrógrado é levado em conta, tendo uma conotação simbólica: um tempo para o planeta se revisar, se reavaliar em seus significados, criando novas definições e conclusões. Vênus regendo nossos valores básicos, a beleza, o amor, os relacionamentos e, principalmente, o feminino, cria uma época de oportunidades para revisões e mudanças nessas áreas. Intensificando esse processo, Vênus está em Escorpião, que é por si só um princípio de imersão profunda e transformadora. Se, por um lado, Escorpião ocasiona uma reserva maior na expressão do planeta, por outro pode levar a uma reflexão do papel do feminino e dos nossos valores básicos. Mas isso não ficará aparente, e sim transcorrerá como um movimento subliminar. Indo mais além, Vênus recua até o signo de Libra, abrangendo também neste processo as parcerias, acordos, a diplomacia que, sob o crivo da revisão, podem apresentar entraves. Vênus fica retrógrado 42 dias, indo de 10°50’ de Escorpião a 25°15’ do signo anterior, Libra, voltando ao movimento direto no dia 16/11.

Outro aspecto importante será a mudança de signo de Mercúrio, que ingressa em Escorpião em 09/10, sendo também o dia da próxima Lua Nova (15°48’ Libra). Este é mais um fator que se soma às atuais tendências de reserva e aprofundamento, onde o leve Mercúrio, regente das comunicações, submerge mergulhando num jogo de informações, de pressão e poder – o não dito pode ter mais força do que o dito. O gosto pela pesquisa e a capacidade de “escavar o fundo” em busca do fato e do conhecimento podem ser instrumentos valiosos, e até mesmo agentes de transformação, assim como a palavra, a notícia e a informação. As comunicações estarão mais em bastidores do que nos holofotes. Nos dias 09, 10 e 11 de outubro Mercúrio em oposição a Urano pode ocasionar reviravoltas e mudanças de rumo, com fatos e notícias inesperados. E nos dias 14, 15 e 16, Mercúrio em conjunção com Vênus aumenta a intensidade das comunicações e dos contatos, aliando o intelecto aos afetos. Favorece os relacionamentos, as negociações, as artes. Contribui para um ambiente social agradável. Sendo um planeta rápido, Mercúrio fica em Escorpião até o final de outubro.

03/10/2018

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Equinócio de Primavera do Hemisfério Sul

No dia 22 de setembro o Sol muda de signo, ingressando em LIBRA. Agora ele alcança a metade de sua jornada astrológica anual (o Ano Astrológico se inicia em 22/03, no signo de Áries), de acordo com o movimento aparente trilhado por ele no céu. Tempo é o movimento de padrões confiáveis e o Sol sempre foi uma referência de maior facilidade para medi-lo. Sendo o regulador e doador da vida no nosso planeta, o Sol é um grande relógio cósmico. E foi literalmente um relógio para os antigos.O primeiro relógio de Sol que temos notícia surgiu no Egito, sendo depois aperfeiçoado, tornando-se muito comum na antiguidade.

Mas nas antigas civilizações, na Babilônia e no Egito, o calendário era lunar, sendo que o egípcio baseava-se na observação das cheias do rio Nilo, que ocorrem quando a última estrela visível antes da aurora for Sírius. O tempo era ligado à vivência, e não a uma abstração, como é para nós. Já na Grécia, o tempo adquiriu um sentido racional, geométrico, que nós herdamos. Na nossa compreensão do tempo, juntamos a lógica à duração produzindo uma concepção cronológica, linear. De tanto generalizar-se, o tempo acabou adquirindo invisibilidade: longe de nossa percepção, hoje o relógio natural mais exato é o relógio atômico, baseado no átomo de césio.

Já na Astrologia, o tempo tem uma proximidade e presença fundamentais em nossa vida, tanto no aspecto métrico quanto em suas qualidades. Longe de um tempo meramente externo, estamos misturados a ele e dele participando ativamente. O Sol, visto da Terra, descreve de modo visível um caminho diário no céu. E, ao longo do ano, marca a origem dos ciclos das estações. Aos quatro pontos das entradas das estações, denominados equinóciose solstícios, estão atrelados os signos astrológicos da chamada Cruz Cardinal – Áries, Câncer, Libra e Capricórnio – de modo que o zodíaco tropical reflete os fenômenos vitais mais importantes da Terra: as estações do ano.

Em 22 de setembro, a posição do Sol no grau zero do signo de Libra corresponde a uma mudança de estação – chegamos à Primavera! É o chamado Equinócio de Primavera do Hemisfério Sul (e de Outono do Hemisfério Norte), em que o Sol encontra-se sobre a linha do Equador, exatamente entre os dois hemisférios, fazendo com que a duração do dia e da noite sejam iguais – equi, igual: os dois hemisférios estão igualmente iluminados. Este momento é representado na Astrologia pelo signo de Libra, ou seu símbolo gráfico – a Balança. A balança de Libra, refletindo o céu sobre a Terra, ilustra esse momento de igualdade de condições, representado pelos pesos iguais – os dois pratos da balança. Em seu significado simbólico, Libra figura toda uma concepção de equilíbrio, concordância, harmonia. No plano terrestre, representado pela Casa 7 do mapa astrológico, significa a relação complementar do eu (Casa 1) com o outro (Casa 7). Coletivamente, tem seu papel social na busca de acordos, parcerias, diplomacia. No plano pessoal, o mundo do libriano passa sempre pelos relacionamentos, pela necessidade de completude, de concórdias e de fazer alianças. Por isso, é tão difícil para ele tomar partido ou decidir-se por um dos lados. Assim, a Astrologia nos vincula à natureza para revelar as qualidades de cada época.

* Ciclo Lunar

Ainda antes do Equinócio, no dia 16/09, a Lua entra na fase do Quarto Crescente, em 24º02’ de Sagitário, que propicia o desenvolvimento e a aceleração das coisas. Porém, é preciso observar que ela pertence ao ciclo que começou com a Lua Nova em Virgem (dia 09/09), oposta a Netuno e em trígono com Plutão, o que por um lado reforça a confusão e desorganização para o ciclo inteiro (que vai até 09/10). Por outro lado, o trígono com Plutão não elimina isso, mas põe força em jogo para mudar o quadro, restaurando e reorganizando.  

A Lua Cheia, que virá após o Equinócio, em 24/09, já no grau 2°00’ de Áries, costuma refletir um ambiente de muito movimento e dinamismo, de confraternização social. No entanto, com as tensões de uma quadratura de Saturno, tende a diminuir a participação, causando retração de público – propende a não ser uma Lua Cheia tão concorrida como poderia ser. Pode prevalecer um ambiente de tensão, cobranças e encargos. Mas um sextil de Marte, seu regente, também pode melhorar a situação.

Uma notícia auspiciosa é que a quadratura de Marte a Urano termina em 21/09, diminuindo as ameaças dos imprevistos, transtornos e circunstâncias acidentais.

Este ciclo lunar termina com a próxima Lua Nova em 09 de outubro.

Em 19/09/2018

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

As Qualidades do Tempo

“Quando Órion e Sirius tiverem atingido o meio do céu, e Arcturus surgir com o amanhecer, então, ó Persas, colham tuas uvas.”  (Hesíodo)

A Astrologia, embora extremamente popular, envolve quase sempre opiniões e posicionamentos firmes e definidos em relação a ela, mas contraditórios: tanto a favor quanto contra. Há os que gostam e aceitam, fazendo até sua defesa apaixonada; e aqueles que não a aceitam nem reconhecem como uma prática ou conhecimento válidos. Estes últimos a rejeitam de caso pensado, não se permitindo sequer fazer um teste, experimentá-la para constatar sua validade ou não. Por outro lado, os que sabem de seu valor e utilidade nutrem por ela um reconhecimento sem igual, e até mesmo um encantamento, uma reverência. Ela desperta sentimentos fortes e contrários, criando controvérsia: porque será que mentes tão brilhantes como Carl Jung, Fernando Pessoa, André Barbault, Richard Tarnas e tantos outros, dedicaram-se tão intensamente a ela?

Sendo um saber milenar, surgiu na antiguidade (estima-se por volta de 4 mil a.C. na Babilônia), no alvorecer das civilizações, passou por todas elas chegando até os dias de hoje. No passado não havia diferenciação entre a Astrologia e a Astronomia, que tiveram a mesma origem e andaram unidas por muito tempo. Astrônomos famosos e importantes na nossa história como Copérnico, Tycho Brahe, Kepler, Galileu, praticavam a Astrologia. Mas ela passou por muitas fases, chegando a ser banida na França do conhecimento oficial em 1666, por Jean-Baptiste Colbert, ministro do rei Luís XIV, que criou em Paris a Academia de Ciências, deixando a Astrologia de fora, padrão seguido por outros.

Porém, a Astrologia sobreviveu acompanhando as diversas eras da evolução do pensamento, sempre reerguendo-se e chegando até nossos dias num crescente nível de interesse. Na atualidade, ela é muito popular, mas aparece também na linha do estudo sistemático, acadêmico e no interesse de historiadores e pesquisadores.

Hoje, nosso conhecimento evoluiu a ponto de construirmos mega-cidades, curar doenças, aumentar nossa longevidade, pesquisar o espaço, enfim, ampliar nosso conhecimento do mundo e das coisas. Mas o conhecimento sobre nós mesmos permanece, em grande parte, um mistério – a velha pergunta “Quem somos nós?” continua firme e forte no nosso horizonte, nos instigando. E, quanto a isso, a Astrologia nos brinda não apenas dando um sentido extremamente pessoal para cada um de nós, em nossas vidas, como também nos liga através de um conduto invisível ao todo arquetípico da coletividade. O Mapa Astrológico pessoal, único e intransferível, é um instrumento que pode nos levar mais próximos de nossa singularidade: um dia, uma hora e um lugar específicos para a nossa entrada neste mundo, nosso caminho espelhado no céu do nascimento. Quando a razão esgota suas explicações e encontra um limite intransponível, a Astrologia nos oferece uma linguagem simbólica mas acessível para falar sobre nós e sobre nosso caminho nesta vida. E falar não apenas do indivíduo, mas também do cenário que o cerca, do ambiente público e mundial.

Uma contribuição construtiva da Astrologia desde a antiguidade foi nos orientar em relação ao tempo, às fases do mês, às estações do ano, na construção de calendários, nos proporcionando a organização de nossas tarefas e atividades nas épocas apropriadas. Hoje, os computadores e satélites fazem isso por nós, marcando a passagem do tempo com alta precisão. Porém, indo além da contagem objetiva, o tempo na Astrologia reflete também qualidades, ou seja, cada tempo guarda uma qualidade a ser desvelada: é dessa qualidade do tempo que trata a Astrologia.

Por exemplo, essa semana a Lua está na fase do Quarto Minguante (02/09, 23:37 hs), que é a última fase do seu ciclo mensal. Assim, a qualidade desse tempo é mais de retração, refluxo, reflexão, retraimento, quando sua luminosidade diminui gradativamente até desaparecer. O ritmo não é evidente, mas sutil e, sabendo disso, quanto mais nos alinhamos com ele mais resultados terão efeito. Como esta é uma época de finalização, não é recomendado que se inicie novos projetos importantes no Quarto Minguante, a não ser que sejam ligados à diminuição de algo. Não é que não haja força, mas apenas ela é de outra qualidade, mais interior, não sendo ígnea o bastante para dar a partida em projetos que demandem crescimento externo. Já para questões de avaliação, revisão, reflexão, meditação, relaxamento, limpeza, este é um ótimo período. Dessa conexão entre eventos celestes e qualidades do tempo é que nos fala a Astrologia, através da linguagem dos planetas e signos.

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

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