Bohemian Rhapsody

O filme Bohemian Rhapsody faz parte de um daqueles casos em que o ator incorpora o personagem de tal forma que a gente não sabe quem é quem. Temos vários exemplos de filmes/biografias com esse perfil, e Rami Malek, o ator americano de origem egípcia que interpreta Freddie Mercury – vocalista da banda Queen –  não foge à regra. Ele se jogou e se transformou no personagem integralmente. O filme é arrebatador, principalmente para aqueles que admiram a banda Queen, que mudou o cenário da música mundial nos anos 70 e que a maravilhosa trilha original embala o espectador durante todo o tempo.

O diretor Bryan Sing fez um trabalho incrível mas o que faz o filme ser tão arrebatador é a edição de imagens; perfeita! Alguns fatos foram contados de maneira diferente do original mas que não altera a genialidade e o talento da banda e, em especial, o de Freddie Mercury, uma figura marcante de voz poderosa e com uma trajetória de vida bastante irreverente. Um pouco de licença poética é normal acontecer nesse tipo de obra e aliás, a escalação dos atores para a banda é bem impressionante; eles são muito parecidos com os músicos verdadeiros.

É um filme para quem gosta de rock’n roll, para quem gosta do Queen e principalmente, para quem gosta de música boa.

O Grande Circo Místico

Paulo Libonati: Crítico de Cinema

Chega às telas como possível candidato ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro e não decepciona, pois tem todos os elementos que são necessários a uma boa apreciação pela Academia, que justifiquem uma indicação.

Conta uma história de amor que atravessa um século, de pai para filho, tendo como fio condutor um circo que passa por todas as fases possíveis, do sucesso ao fracasso e decadência que são impostos pelo progresso e toda a parafernália tecnológica que vem acoplada a ele.

Um elenco de primeira linha, com destaque para Jesuita Barbosa que faz o elemento de ligação entre todas as épocas do circo como mestre de cerimônias.

Os figurinos, os cenários , a fotografia são de altíssima qualidade e um fiel retrato do tempo.

As músicas de Chico Buarque e Edu Lobo são um capítulo a parte: um encantamento aos ouvidos. Cada uma mais bonita que a outra, embora seja BEATRIZ a melhor delas, pois consegue unir letra e música numa suavidade que faz bem a alma e ao corpo.

Voltando ao Oscar, depois de Central do Brasil, não conseguimos mais concorrer ao prêmio e acho, particularmente, que o Circo Místico tem características regionais que são valorizadas pelos membros da Academia, além de outros elementos que traçam um painel sócio-econômico-geográfico que sempre se percebe nas indicações de melhor filme estrangeiro, independentemente do país que ele representa.

Bruna Linzmayer, Juliano Cazarré, Mariana Ximenes, o franco-brasileiro Jean Castell e muitos outros bons atores, dão a intensidade que a história merece, através de suas magistrais interpretações.

No mais, e principalmente por isto, é um filme de Cacá Diegues!

(por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

O Grande Circo Místico

Cacá Diegues estreou em grande estilo o seu mais novo filme de longa-metragem O Grande Circo Místico.  Em clima de malabarismo, música, piruetas e poesia a história baseada em um poema de 47 versos de Jorge de Lima escrito em 1930, foi transformada em roteiro pelas mãos do próprio Cacá e de George Moura. O filme começa quando um jovem aristocrata da família austríaca Knieps tem a oportunidade de escolher um presente e ele escolhe nada mais do que um circo. São 100 anos de histórias narradas pelo mestre de cerimônias Celaví  – Jesuita Barbosa – maravilhoso – o único personagem que não envelhece  – sobre a saga de uma família que vive sobre o picadeiro a cinco gerações.

A beleza das imagens na exuberância da fotografia de Gustavo Hadba, as canções originais de Chico Buarque e Edu Lobo, figurino, direção de arte, produção impecável e um elenco bastante diversificado, O Grande Circo Místico é magia e poesia, um lado Felliniano que Cacá trouxe para as telas e onde as mulheres retratadas no filme, nem sempre não são felizes. Exceto Beatriz – Bruna Linzmeyer – deslumbrante, que dá início a toda a saga da família circense e que termina com a família de Margarete (Mariana Ximenes) em um de seus melhores papéis no cinema.

O filme é uma belíssima pintura na tela.

Velho Guerreiro

Paulo Libonati: Crítico de Cinema

 Stepan Nercessian novamente interpreta o velho guerreiro, desta vez no cinema.

No teatro o sucesso foi total, mas a abordagem é totalmente diferente do que a do filme, pois este último tem recursos que o teatro não tem.

Mais uma vez deu um show, pois é práticamente uma incorporação do velho Chacrinha.

No filme, a história é bem mais completa, pois começa quando ele e mais três amigos foram contratados por um navio para fazer shows durante a travessia do Atlântico, rumo a Europa.

No meio do caminho estoura a segunda grande guerra e eles são obrigados a voltar ao Brasil.

Abelardo resolve ficar no Rio de Janeiro e tentar a vida como locutor de rádio, onde começa a sua carreira ímpar.

O filme mostra o casamento, seu relacionamento com a esposa e os filhos e aborda também o envolvimento com Clara Nunes, que quase lhe custou a separação.

Elenco maravilhoso, cenário e figurinos impecáveis, programa de primeira qualidade.

Não deixem de assistir e prestigiar o nosso cinema em mais uma grande produção.

(por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

A 20° edição do Festival do Rio

A 20° edição do Festival do Rio começou! São 200 filmes de diversas nacionalidades exibidos em cinemas espalhados pela cidade. Até o dia 11 de novembro você terá a oportunidade de assistir ao filme daquele diretor que tanto gosta ou daquela atriz por quem tem grande admiração. Festival é isso, é encontrar os amigos, é participar dos filmes com debates, pesquisar qual das mostras mais lhe interessa, torcer e votar pelos filmes da  Première Brasil, os documentários, os midnights, os clássicos, os cults, enfim, uma diversidade para todos os gostos.

Você pode acompanhar a programação do Festival através do site www.festivaldorio.com.br 

Bom proveito!

Nasce uma Estrela

Um filme para ter o seu quarto remake é porque sua história não envelheceu.  Amor, música e drogas, fazem parte da humanidade desde que o mundo é mundo.

O novo Nasce uma Estrela, de Bradley Cooper, em seu primeiro filme como diretor, nos traz uma Lady Gaga sem as máscaras e as maquiagens que estamos acostumados a ver em suas performáticas apresentações musicais. Lady Gaga surpreende como atriz pois está muito bem no papel da jovem cantora Ally, em busca do estrelato. Bradley Cooper como o cantor de rock Jackson Maine, em decadência na carreira por conta do álcool e das drogas, é bastante envolvente em seu personagem cheio de conflitos e de personalidade forte.

Os dois formam uma dupla de cantores que se apaixonam e vão vivendo as intempéries da vida do show business.

Com fotografia e trilha sonora de primeira, Nasce uma estrela, continua em sua 4ª versão a embalar os corações românticos.

Nasce uma Estrela

Na verdade nascem duas estrelas: Ally, a artista do filme e Lady Gaga, sua intérprete.

Nunca tinha parado para prestar atenção em Lady Gaga.

Na verdade, mesmo sem conhecê-la direito, não gostava dela, tipo quando a gente é criança e não come alguma coisa que nunca provou, mas diz que não gosta.

Acho que foi muito bom este meu desconhecimento da atriz-cantora, pois se já a curtisse não teria ficado tão incrédulo e emocionado com ela.

Bradley Coopper é um senhor ator, diretor. Comparo sua trajetória a do Clint Eastwood, pois tudo que fazem é sucesso garantido.

Hoje porém só quero falar de Lady Gaga. Acho que devo isto a ela e vai me fazer muito bem reverenciá-la como se tivesse pedindo perdão por não tê-la conhecido direito anteriormente.

A história do filme – aliás uma regravação de um filme da década de 30 – é linda e emociona do início ao fim.

Um pouco maior do que os filmes atuais, mas não cansa em nenhum momento, embora se fosse enxugado pouca coisa, também não haveria qualquewre prejuízo.

LADY GAGA CANTA E ENCANTA!!!!!!

 (por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

Uma Noite de Doze Anos

Assisti  o filme na véspera do 1º turno das nossas eleições, e talvez, por isso mesmo, tenha ficado tão mexido com tudo.

Não só eu, mas toda a plateia que aplaudiu entusiasticamente quando a sessão acabou.

É impressionante como podemos ser  vizinhos tão próximos – me refiro ao Uruguai, protagonista do filme, a Argentina, a produtora e o Brasil – e tão diferentes. Talvez as diferentes colonizações expliquem este fato.

Como pode um homem passar por tudo aquilo e ainda se tornar um líder tão carismático, e nada demagógico. Um homem simples, que, no exercício da presidência de seus país, não abriu mão de usar seu fusquinha azul ao invés de um carro oficial.

Como pode um homem passar por tudo aquilo e não nutrir sentimentos de vingança e revanche.

É,  realmente tem alguma coisa muito errada com a gente. Basta assistir o filme e constatar.

Não vou me ater a interpretações, e quaisquer outros elementos que normalmente se analisa ao comentar um filme, pois o patriotismo em que ele se reveste é o maior exemplo para todos, e o maior legado que a produção nos deixa.

Imperdível!

 (por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

Juliet, Nua e Crua

Sou fã de Ethan Hawke e de uma boa comédia romântica e os dois juntos em um mesmo filme é motivo para ir ao cinema assistir. Que mulher não gosta de uma boa comédia romântica, ainda mais em tempos tão duros em relação ao respeito com nossas atitude e pensamentos?

“Juliet, Nua e Crua”, do diretor americano Jesse Peretz, é baseado no livro homônimo de Nick Hornby e nos conta uma deliciosa história de amor e música. Duncan (Chris O’Dowd) é professor universitário e fã devoto – do tipo neurótico – do cantor de rock Tucker Crowe (Ethan Hawke) – tem um verdadeiro santuário do cantor em sua casa. Sua namorada Annie (Rose Byrne), curadora do museu da pequena cidade de litoral na Inglaterra, já está de saco cheio da relação do casal em que ela quer ter um filho e ele não e também por conta dessa paixão pelo cantor desaparecido do mundo do rock.  Por uma iniciativa de Anna em publicar uma resenha no site de Duncan sobre a canção Juliet, de Trucker Crowe, os dois iniciam uma correspondência que muda o rumo da história. Um roteiro bem elaborado e sem os clichês das comédias românticas. Fica a dica.

O banquete

O Banquete, o mais novo filme de Daniella Thomas nos leva de volta ao final dos anos 80, no desastroso governo de Fenando Collor. Um maravilhoso jantar é oferecido pelo casal Nora (Drica Moraes) e Plínio (Caco Ciocler), para comemorar os 10 anos de casamento de Bia (Mariana Lima) e Mauro (Rodrigo Bolzan). Para essa noite são convidadas mais algumas poucas pessoas das relações em comum dos dois casais. O filme tem uma primorosa direção de atores em que todos estão espetaculares.

É um teatro filmado em que as conversas ao redor da mesa envolvem poder, erotismo, corrupção, suspense, sexo e agressões mútuas. Uma verdadeira catarse dos personagens embalados por um bom vinho e uma excelente comida.

(por www.rioinformal.com/teresa-souza/)

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