Olé Madrid!

Mais uma vez chegamos já no 2º tempo, Brasil x México, a tempo de ver o 2º gol. Já era tarde e estávamos todos com fome. Tinha na lembrança um prato chamado “solomio”, um bife alto de ternera. Fui até um restaurante bem simpático todo decorado com coisas e fotos do Atlético de Madrid, estamos perto do estádio Vicente Calderón, matei a vontade, acompanhado de uma tacinha de vinho espanhol, um Ribeira del Duero, simples mas ótimo. Como a viagem foi bem cansativa, aproveitei pra descansar e pela manhã saborear o desayuno com presuntos tipo “Pata Negra”, frutas, em especial a laranja maravilhosa, e tudo mais. Engraçado que depois de tantos anos e tantas vindas, Madrid não é uma cidade que eu conheça bem. De qualquer forma, saímos pra uma volta a pé e logo estávamos no centro histórico, com vielas, escadas e becos bem legais. Por todo lado grupos de visitas guiadas e gente desfrutando do sol que estava bem quente. Volta e meia passava por senhores locais com seus aromas de charutos e cigarrilhas, bem típico. Dobrando uma esquina nos deparamos com um pátio espanhol tradicional da arquitetura merengue. Estátuas por todas as praças e jardins. Muita gente nas ruas olhando o comércio e tirando fotos, alguns ambulantes prontos pra recolher suas mercadorias e fugir da polícia, caso apareçam. Mais adiante, quase em frente à saída do metro Ópera, uma grande sala de concertos. Em seguida, os jardins do Palácio Real, o maior da Europa, com cerca de 225 quartos, tudo muito bem conservado. Ao lado, fazendo parte do mesmo complexo, a Catedral de Santa Maria la Real de la Amudena, filas pra visitar. O bairro do hotel sofreu uma grande reforma a alguns anos que transferiu as grandes pistas de carros para um túnel subterrâneo de mais de 12 KM e criou grandes jardins em cima. Bem bacana!!! O show foi numa casa noturna (La Riviera) nesse parque e a animação espanhola junto com muitos brasileiros foi grande. Jantamos por lá mesmo, sempre com vinhos espanhóis ótimos. Na ida pro aeroporto, o motorista do ônibus foi dando dicas da cidade e da cultura local cheio de orgulho. Gracias

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Querida Lisboa

Chegamos num dia chuvoso e com 18º, uma delícia. Fomos para o Hotel Jerónimos 8, que fica no endereço com o mesmo nome em Belém, atrás do Mosteiro e perto da fábrica de Pastéis de Belém e da Torre de Belém, onde foi o show, no gramado. Um parque muito bacana à beira do rio Téjo e com uma vista deslumbrante. Na noite da chegada combinei com uns amigos e fui encontra-los num dos pontos que nunca havia ido, o Mercado da Ribeira, conhecido como TimeOut no Cáis do Sodré. Fui de comboio (trem) de Belém, passando por Alcântara, e Santos desembarcando em frente ao mercado. Encontrei o Marcelinho e logo em seguida o Hyram e a Mônica, que indicou o sushi de sardinha no SeaMe, uma delícia. Depois uns croquetes pretinhos de Lula com tinta, e uns pastéis de bacalhau, com azeitonas e tradicionais. Tudo muito bom. Pedimos um vinho Roquette & Cazes Douro DOC 2012 excelente. Em seguida chegaram o Kalunga, que veio pro Rock in Rio Lisboa e Cecéu, sua esposa. Ficamos de papo e foi um encontro ótimo. No dia seguinte fomos para a montagem e sound check. O show foi muito bom, talvez o público de cerca de 15 mil estivesse ainda mais animado não fosse a derrota de Portugal para o Uruguai. Ainda no camarim, muito bem abastecido havia outro vinho muito bom, Adega de Pegões Cabernet 2015  bem encorpado, jantamos num restaurante ao lado da Torre. Bacalhau com Natas e Arroz de Pato, muito gostoso. Dia seguinte folga, eu e Alex (Podre) alugamos umas bikes ótimas em Alcântara, à beira do rio e partimos pela orla. Passando em baixo da Ponte 25 de Abril nos admiramos com o ruído constante dos carros passando pela pista de ferro e não de asfalto. Seguimos pela orla cheia de bares, restaurantes, museus, armazéns e muita gente. Gaivotas fazendo barulho e o rio de guia. Subimos até o Castelo de São Jorge e fomos à Praça do Comércio. Paramos pra almoçar numa tasquinha, eu pedi um Bitóque e o Alex Sardinhas na Grelha, depois fui até Queijas, onde moram Hyram e Mônica para encontrar na casa deles o Cid e a Paulinha, ficamos de papo e depois o Hyram me deu uma boléia. Dia cheio e agradável. Não deu pra ver todos os amigos… Pena.

 

 

 

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Normandia-France

Saímos do Charles de Gaulle e pegamos a estrada em direção à região da Normandia. Passamos o 1º tempo do jogo Brasil X Sérvia tentando acompanhar via internet. Estava ruim, me contentei em admirar o visual encantador da estradas e das cidadezinhas que iam surgindo e ficando pra trás a todo momento. Plantações, vilas, fazenda, bosques, tudo organizado como se fosse uma grande maquete, sem nada fora do lugar que chamasse a atenção. As estradas lembram os rallyes rurais e as provas de ciclismo da Tour de France que vemos na TV.

Parecem cenas do filme francês “Insubstituível”. Já estava tarde mas o sol ainda estava alto quando chegamos à Blainville-Crevon, 2º tempo e em seguida andar até o cassino a uns 400 metros do hotel Continental para jantar. No cardápio, magret de canard, entrecôtes, vitelas e massa ao vôngole e champignons. Optei por uns medalhões de porco com spaghetti. A Andréa, nossa produtora, patrocinou um vinho delicioso, Château Lieujan Haut-Medoc Cru Bourgois 2012 para completar a noite. De manhã fui acordado pelo que pensei a serem latidos, mas eram, na verdade os gansos, antes mesmo dos galos cantarem, já fazendo barulho. No petit dèjeuner não havia uma grande variedade, mas numa região como essa tudo o que foi servido era ótimo; um belo presunto fresco, queijo Brie, suco de laranja, croissant, e a famosa baguette francesa. Fui dar uma volta e bem em frente ao hotel vi um arco bem típico da França, Arc du Couvent, indicando que ali havia um convento e mais adiante, no fundo duma pracinha onde acontece uma feira livre de produtores agrícolas, a igreja de Saint Eloi. Arquitetura marcante da Campagne, casas lindas e charmosas, seus telhados inclinados pra não acumular neve. Parece uma comunidade bem ligada às festas rurais e religiosas. No mercadinho local comprei o biscoitinho francês “Tuc”, junto com um Camembert faz uma dupla imbatível pra acompanhar um vinho local. Tudo por €2,93. O festival “Archeo Jazz” tem 41 anos e é admirável, acontece numa área onde havia um castelo do século XI e tem um sítio arqueológico bem visitado, à noite o festival fica bem concorrido. As pessoas do festival são voluntárias e nos receberam com extrema simpatia. 

 

 

 

 

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

London II

Day off em Londres, hoje ciceroneado pela Brenda, fui conhecer outras paisagens londrinas. Fomos até Maidenhead, lugar pacato e com muitos parques, clubes, campos de golfe e de cricket, esporte muito praticado na Inglaterra. O passeio foi muito bacana, o sol estava incrível, até quente demais pro meu gosto, mas fez com que o astral das pessoas estivesse ótimo. Maidenhead é pertinho de Windsor, onde houve o casamento do Príncipe Harry com a plebéia Meghan, e o turismo na área é intenso. As ruas são calmas e tudo parece como uma cidadezinha do interior, apesar da imponência do castelo do século XI. Pra aplacar o calor tomei uma cervejinha Peroni bem gelada e segui o dia. Barquinhos pra alugar, patos e cisnes nadando, muita gente tomando sorvete e nenhuma brisa pra refrescar, tudo o que os ingleses queriam… Como o preço dos transportes não é baixo, ainda mais  quem não ganha em Libras, comprei o Day Pass Travel por £17,40 e voltei num trem muito confortável com free Wi-Fi curtindo a vista das paisagens e dos subúrbios até a grande estação de Paddington, onde troquei pelo Tube (metrô) par ir fazer uma visita que, apesar de muito significativa pra mim, ainda não tinha feito em todos esses anos que venho a Londres. The Abbey Road Studio. Berço das gravações dos Beatles, Pynk Floyd e tantos mais… Fui até a estação de St John’s Wood e caminhei mais uns 5 minutos ao sol até chegar e reconhecer facilmente o lugar. Fila de pessoas querendo atravessar, fotografar e filmar a famosa faixa de pedestres da capa do icônico LP dos Beatles. Uma caminhadinha de volta até o Tube e cheguei de volta à estação Barbican, junto ao teatro onde fizemos o show ontem e ao lado do nosso hotel super confortável. O curioso é que entrando no Pub Jugged Hare, que fica dentro do hotel, é só atravessar o salão e chego ao elevador que dá acesso ao meu quarto… muito prático pra quem quer ficar experimentando as cervejas inglesas e não perder o rumo do quarto. Se fosse uma cave de vinho eu estava perdido…

 (por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

London, London…

Depois de uma viagem via Lisboa, com um atraso de 3 horas na conexão, chegamos e levamos mais ou menos 1 hora e meia na imigração. Já no caminho comecei a ver aquela enorme diversidade cultura típica de Londres. Indianos, Africanos, Latinos, Orientais, Europeus e tudo mais… Muitas bicicletas compartilhando o trânsito com os carros e os famosos ônibus de 2 andares vermelhos. Os dias tem estado muito ensolarados e quentes, o que basta pro povo todo se “jogar” nos gramados pra aproveitar. Andando pelas ruas toda atenção e pouca pro trânsito invertido que insiste em pregar peças no meu cérebro, parece que está tudo errado e que os veículos vão subir as calçadas ou errar as curvas. Depois de uma volta pra esticar as pernas e comer no Nando’s (rede portuguesa de culinária de frango, recomendada pelo Omar) fui com o Alex, o Thiago e o Jerry até Piccadilly Circus, sempre cheia de gente do mundo todo e nessa época, com uma atmosfera de Copa do Mundo, andamos até Trafalgar Square e voltamos pro hotel num daqueles charmosos taxis típicos de   Londres. Tomamos uma cerveja no Pub da esquina do hotel e cama pra recuperar da viagem.  Chegando ao Barbican, onde fizemos o 1º show da tour, fiquei muito feliz com as boas vindas do staf da casa que se lembrava de mim por outras vezes que estive por lá. O pós show foi muito bacana, encontrando tanta gente conhecida me fez sentir que poderia vir viver aqui sem problemas.    

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Russian Experience Part II

Bom, hoje foi dia de convocar minha velha amiga magrela de tantos anos pra conhecer melhor a cidade.
Acho que, talvez, a melhor forma de se conhecer uma cidade seja de bicicleta, tem mobilidade, agilidade e a possibilidade de parar e entrar em vários lugares.
Moscou é perfeita pra isso, plana, com vias largas e ciclovia ao longo do rio Moscou, fui sem destino por aí e acabei chegando ao Gorky Park, um parque enorme que parece um misto de Central Park de Nova Iorque com o Parque Ibirapuera de São Paulo e um pouco do Parque do Aterro do Flamengo no Rio, só que com várias opções de restaurantes dos mais chiques aos quiosques mais simples e populares, bares, além de aluguel de bicicletas, patins, skates e muito mais coisas.
Foram 2 horas e quase 20 quilômetros pedalando e tirando fotos que nem vi passar e nem o ventinho frio incomodou.
O parque é completamente seguro e bem mantido, com policiamento e acesso a um bosque que parecia até tirado do conto do Chapeuzinho Vermelho.
No caminho fui passando por outros parques e construções até me deparar com uma enorme biblioteca pública e vi uma estátua na frente, acabei rindo sozinho quando consegui identificar o nome do homenageado, Достоевский, era Dostoyevsky, confirmado por uma estudante a quem perguntei pra me certificar. Acho que me senti com uma criança que começa a entender as letras e fica lendo tudo por onde anda.
Seguindo com a magrela fui ver de perto a Catedral do Cristo Salvador, que foi dinamitada e totalmente destruída por Stalin e reconstruída nos anos 90 com grande apoio da classe artística.
As catedrais e igrejas se espalham pela cidade toda, sendo a Rússia um país de maioria Católica Ortodoxa, e acaba me lembrando um pouco das cidades que conheço cheias de igrejas, como Salvador na Bahia, ou Ouro Preto em Minas e mesmo o Rio.
Fiquei completamente arrebatado pela beleza da cidade e pelo quanto é amigável e receptiva, ainda mais em tempos de Copa do Mundo.
Hoje tem o jogo de abertura entre Rússia e Arábia Saudita, o que fez com que muitos moscovitas saíssem às ruas com bandeiras e camisas nacionais.
Algumas interrupções de trânsito pra passagem de uma ou outra comitiva, mas tudo super tranquilo, uma aula de civilidade e boa educação no trânsito e nas calçadas.
Curioso como poucos falam inglês, mas se esforçam pra tentar entender e alguns chegam a se sentir meio constrangidos por não entenderem outras línguas, mas quando você tenta falar algo, mesmo que um simples Спасибо, obrigado, já ganha a simpatia local e um sorriso de agradecimento.
Pensando um pouco mais, acabei lembrando do quanto a cultura Russa faz parte de nossas memórias mais remotas; Tchaikovsky, Rachmaninoff, Prokofiev (Pedro e o Lobo), Tolstói, Bolshói, Nijinski, Nureyev, Barychnikov, Maria Sharapova… Muito bom estar aqui vendo tanta coisa histórica de perto.
Isso sem falar nas Vodkas e no, mundialmente famoso, Strgonoff.
Я люблю Москва, Eu adorei Moscou.

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Russian Experience Part I

Então, aqui estou eu de volta com minhas histórias…conhecendo meu país de número 57, a Rússia, e bem na Copa do Mundo, que barato isso.
Já estive em 1998 na França, em 2006 na Alemanha, em 2014 no Brasil e essa é a quarta copa, muito privilégio…
Tudo aquilo que um dia imaginei e que via em filmes, fotos e matérias turísticas e que sempre quis ver de perto. O Kremlin, a Praça Vermelha, as Catedrais, e tudo mais.
A viagem foi cansativa mas tranquila, até a chegada e nos depararmos com todo o ranço da época dos países da cortina de ferro e suas arbitrariedades e intransigências, quando o Thiago e o Magno passaram por maus bocados e por um triz não foram deportados, já haviam até emitido as passagens pra isso mas acabou dando tudo certo e isso é uma outra história que eles podem contar melhor.
No caminho do aeroporto para o hotel vimos uma cidade com uma infraestrutura incível e com suas construções imponentes de uma arquitetura magnífica e muito bem conservadas e iluminadas, avenidas largas, muitos parques e monumentos e catedrais espalhadas por onde se olha.
No caminho, o José Gil que estava comigo no carro do nada grita; ”olha o Roberto!!!“ Achei que era algum amigo dele mas, na verdade era nosso grande Roberto Carlos, eterno lateral da seleção que estava com a esposa e filha na calçada e acenou de volta muito simpático, mas deve ter pensado, quem seria aquele cara que me chamou com tanta intimidade??? rsrsrs
Depois de uma merecidíssima noite de sono e um belo café da manhã saímos pra dar um rolé e aí começa a parte boa da viagem.
Como entusiasta de língua e idiomas comecei a tentar entender o alfabeto Russo que é escrito com esta versão moderna do alfabeto cirílico, que utiliza 33 letras, não é fácil além de conseguir fazer as substituições das letras pelos sons que conhecemos, entender o que é aquela palavra que se formou.
Ainda não consegui mas não vou desistir..
Saímos em caminhada pelas ruas num clima delicioso e uma brisa que traz sempre uma plumagem voando de árvores que existem pela cidade toda, olhando de dentro do hotel até parecia neve, o que não seria nem um pouco estranho se tratando de Moscou, ou Москва em russo.
Depois de alguns minutos caminhando pelas ruas e admirando a incrível frota local, recheada de BMWs, Mercedes, Bentleys, Jaguares, Porsches e por aí vai, chegamoa à beira do rio Moscou, que dá nome à cidade com seus 10 milhões de habitantes.
Passamos várias pontes com muita gente passeando, indo e vindo em seus dias normais, até chegarmos na ponte que dá de frente para a Catedral de São Basílio e, depois de cruzar a ponte com algumas pausas para fotos, chegamos ao epicentro das concentrações das torcidas mais variadas com seus megafones e algumas versões da velha “vuvuzela” e camisas dos seus países, o caos da paz.
Uma das coisas mais legais é a total segurança, pode-se andar a qualquer hora, por qualquer rua ou parque sem o menor risco, a juventude aproveita, as ruas e parques estão sempre cheios, quebrando a idéia de seriedade da cidade.
Pra fazer fotos bacanas não precisa muito, é só olhar, apontar a lente e CLIC… Monumentos e prédios lindos, dia lindo pra passear e chegar a conclusão de que dá até uma vontade de morar em Moscou por um tempo pra entender, aproveitar e aprender esse que, mesmo tendo muitas áreas desabitadas é o maior país do mundo. 

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Aventuras nas Arábias Parte III

Teatro impressionante, equipamento bacana, show ótimo com a ilustre presença do Sheik Hamad bin Hamdan Al Nahyan e saída às 5:00 da matina em direção a Dubai para embarcar no imenso aeroporto da Emirates rumo a Tunísia.
Na estrada fomos brindados com um nascer do sol preguiçoso, que durou uns 20 minutos até que ele aparecesse, com a claridade do dia deu pra ver bem o deserto às margens da estrada, e nos acostamentos vários carros parados e seus ocupantes estendendo seus tapetes para a reza da manhã.
Já na chegada a Dubai, a grandiosidade dos prédios acabam se perdendo quando aparece no horizonte o grande Burj Khalifa, com seus 828 metros de altura, parece filme de ficção de tão surrreal.
Passando pelo freeshoping de Dubai, parece que estamos num shoping Center em véspera de Natal, um movimento impressionante; correndo direto pro avião e mais 6 horas de vôo ate Tunis.
Check in no Sheraton, que depois do hotel de Abu Dhabi, parece menos do que é, mas é bem bacana também.
Day off, dia de visitar o palco e depois ir para o Suk Bazar pra ver o artesanato local, as especiarias, e as incríveis cores, cheiros e a confusão organizada, estávamos acompanhados de dois seguranças enormes o tempo todo, Lotsi e Tarek, e sempre que entravamos numa loja eles já iam falando pros vendedores não pirarem nos preços e dando uma “situada” neles, o que não impedia a negociação e a pechincha.
A princípio, como era de se esperar, eles estavam bem sisudos e sérios, depois deram uma relaxada e curtiram o passeio inclusive indicando lugares onde ir, como um terraço de onde se via todo o Suk Bazar de cima, o tempo oscilando entre um sol tímido querendo dar as caras e uma chuvinha fina e insistente indo e vindo deram o tom do passeio.
Amanhã, o último show dessas aventuras na Arábias, depois volta pra casa.

 (por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Aventuras nas Arábias Parte II

Depois de dois dias vendo uma cidade bem confusa e monocromática chegamos ao parque Azhar, ainda no Cairo, foi uma agradável surpresa ver a beleza do parque, com um laguinho e chafarizes, a juventude, seja de burca ou não, se divertindo e esperando pelo começo do festival. 
O show de abertura era de um artista local e o público estava curtindo bastante, acabou atrasando um pouquinho nossa apresentação.
Como não poderia deixar de se, vários brasileiros na platéia, aquecendo o show e contagiando os nativos, Gil foi muito bem recebido e o show foi um sucesso.
Dia seguinte; não tem perdão, cedinho no café da manhã, e pé na estrada, vôo de volta a Dubai pela Emirates, que é muito boa, e depois um ônibus até Abu Dhabi. 
Não dá pra não admirar a arquitetura local, com seus arcos, curvas, cobogós, telas trabalhadas e um capricho inacreditável nos detalhes. 
Além disso, o contraste entre o caos do Egito e a organização daqui saltam aos olhos, principalmente com relação ao trânsito.
A estrada é um capítulo à parte, totalmente iluminada, como só tinha visto na Bélgica, com um asfalto de dar inveja de tão liso, Mesquitas ao longo do percurso todo, e como já era noite, estavam todas iluminadas de verde, sempre verde o que permitia, graças à topografia local, ver até bem longe e identificar inúmeras delas. 
Finalmente, já às 21:30 local com o fuso totalmente confuso (+7 depois -2 e agora +2 outra vez), chegamos ao nosso MARAVILHOSO Hotel, Jumeirah at Etihad Towers, com certeza um dos melhores hotéis que já fiquei nessas andanças pelo mundo. 
E imaginar que bem em frente tem o hotel onde faremos o show amanhã que é simplesmente, 7 ESTRELAS*******, sabe lá o que é isso… 
Combinamos de descer para jantar e fomos perguntar aonde era o restaurante do hotel, a resposta soou até divertida…

Qual deles senhor?

Temos oito restaurantes no hotel rsrsrsrsrsrs, a comida é excelente, eu e Ivan tomamos um vinho argentino, em homenagem ao Papa Francisco, rsrsrsrsrs, um Fuzion Shiraz e Cabernet 2009 delicioso. 
Agora é hora de tentar dormir pra acordar cedo, às 7:30 daqui, 00:30 do Brasil, e dar uma volta pra conhecer um pouco desse novo/velho centro do mundo.

 (por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Aventuras nas Arábias Parte I

Depois de decolar com 1 hora de atraso do Rio rumo a Dubai, fizemos um vôo tranquilo num 777 da Emirates e chegamos ao gigantesco terminal da Emirates com cara de palácio de Sheik.
Fomos para um hotelzinho perto do aeroporto mesmo esperar a conexão para o Cairo às 8:40, foi um vôo quase rápido de 4 horas.
Bem, chegamos à capital da bagunça no trânsito, rsrsrsrs, pra começar, na cidade não existem sinais de trânsito, isso mesmo, não existem!!!
Uma zona.
Fizemos checkin no Hotel Conrad Cairo, às margens do rio Nilo, aquele que é o maior do mundo mesmo.
Tivemos um ensaio no estudio VIBE que é bem no centrão, como teríamos outro ensaio hoje tivemos que antecipar nosso horário de passeio pelas pirâmides.
Conseguimos uma van de 7 lugares com um motorista super simpático que nos levou até a área, mas não sem antes fazer uma parada no que eles chamam de museu do Papiro, uma loja bem interessante com várias reproduções dos Papiros antigos e uma rápida aula de como se faz o Papiro e suas pinturas.
Dali rumamos até o ponto onde nosso motorista apresentou o dono dos camelos.
A negociação foi relativamente rápida e subimos nos mosntrengos com certa falta de jeito a princípio, que logo sucumbiu ao prazer da aventura.
A cada curva uma nova paisagem deslumbrante surgia, coisas que vi tantas vezes em filmes e livros de história surgiam bem diante dos meus olhos.
Não sei o que impressiona mais, se é o tamanho das pirâmides, a simetria e a forma ou a loucura que deve ter sido aquela construção. Queops, Quefrem e Mikerynos, dos livros diretamente para a lente da minha máquina, que barato….
Já no fim aparece a Esfinge, menor do que eu pensava, confesso, mas muito bacana.
Amanhã fazemos o show do Gil no Cairo Jazz Festival com a participação da cantora local Dina Wedidi. Depois seguimos para Abu Dhabi pra mais um capítulo dessa aventura nas Arábias.

 (por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Scroll Up