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ACONTECE

Você está realizando um evento, um projeto, um curso uma idéia? Então...

Acontece

Oi galera! Você está realizando um evento, um projeto, um curso uma idéia? Então… manda pra mim, com seu release e foto para divulgarmos aqui na minha sala “Acontece”. Espero contar sua novidade aqui na Revista Rio Informal!!! 😊. Mande email para rioinformalcontato@gmail.com

Salas

Empreendedorismo

Mara Cecília

Mulheres na Tecnologia

Coletivos se espalham pelo mundo para proteger as iniciativas femininas.

 No ada.vc, um site onde mulheres escrevem sobre tecnologia e sobre mulheres na tecnologia publicou uma matéria por ocasião do 8M que me chamou atenção . É sobre mulheres brasileiras que trabalham, pesquisam e se ajudam coletivamente para divulgar e proteger iniciativas em TI constituídos por elas,  que é estão espalhadas, e abrigadas, em comunidades no Brasil e pelo mundo. Vou reportar o que a matéria trazia, resumidamente, em exemplos de coletivos e iniciativas que trilham este caminho.

 A comunidade WoMakersCode  abre seu site dizendo “Empoderar é o primeiro passo para novas revoluções” e na breve descrição apontam: “ Queremos juntas, construir e promover ferramentas e conhecimentos necessários para o crescimento pessoal e profissional”. Trata-se de “uma iniciativa sem fins lucrativos, que busca o protagonismo feminino na tecnologia, através do desenvolvimento profissional e econômico”, fundado em 2015, no interior do Rio Grande do Sul, segundo o site. Tem como missão capacitar mulheres para o mercado, tratar com empresas do setor sobre a promoção, retenção e contratação de mulheres e “construir uma comunidade onde o networking e o mentorship sejam base de transformação.

 O Elas Program, por exemplo, é um grupo fechado no Facebook que tem como objetivo “conectar mulheres que querem entrar na área de TI com quem já atua no mercado para que juntas se fortaleçam.” No grupo você pode encontrar vagas para emprego, cursos, workshops na área, projetos e artigos de outras comunidades feministas que vão além da rede social.

Estes são dois exemplos que o Ada.vc nos oferece e, tem também, a PyLadies Brasil, que já mapeou ao menos 23 núcleos onde estão inseridas mais de 500 mulheres, segundo Ana Clara Mendes, em entrevista ao ada.vc.  Ana Clara nos conta como os grupos se formam e deixa claro que o mercado é masculino, como sabemos, mas estamos em franca mudança.

 Estas iniciativas nos apontam os caminhos que temos a percorrer e que com parceria e coletivamente podereis abrir frente e soluções diante das dificuldades que ainda existem no nosso mundo tão masculinizado.

 Mara Cecília.

22/03/2019.

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

Vamos Viajar?

Leco Possollo

¡Hola México!

Em geral, temos a tendência de fazer uma imagem um pouco caricata do México e dos mexicanos, com sombreros, muita pimenta, mariaches e outras cossitas más… Mas não foi só o que encontrei em Mérida, a capital do distrito de Yulcatán, muito pelo contrário. Encontrei uma cidade com uma arquitetura bem acolhedora e que muito me lembrou, por razões óbvias, as ruas da Califórnia, principalmente de San Diego. As ruas tem um asfalto impecável de excelente qualidade e suportam uma frota de muitas pick-ups e carrões, afinal, grande parte da frota americana é produzida em terras mexicanas. A equipe técnica foi de uma simpatia e cordialidade enorme e, pra minha surpresa, o técnico que me auxiliou disse já me conhecer e me acompanhar em algumas redes sociais, adorei… Depois do nosso show fomos buscar algo pra comer e os locais nos indicaram um lugar que abriga vários quiosques com variadas especialidades, o Mercado 50, acabei comendo um super Burger muito bom e uma cervejinha pra acompanhar. De repente começa uma banda a tocar uns blues e rocks muito bons e o que mais chamou a atenção foi o som, muito simples e muito bem adequado ao lugar, sem agredir e com arranjos muito bacanas. Na manhã seguinte, depois de um farto café da manhã, seguimos, por indicação dos amigos do som, pra conhecer um Cenote, Zona Arqueológica de Dzibilchaltún, formações geológicas com água muito limpa e agradável. Os Cenotes foram estudados por Jacques Cousteau e acabaram virando tema de filme, o que nós fomos conhecer fazia parte de um sítio arqueológico com templos dos Mayas, o que foi uma grande coincidência, pois acabávamos de perder nosso grande Arthur Maia, meu amigo de tão longa data. Ficaram as lembranças de momentos memoráveis e incontáveis histórias. Na tarde daquele mesmo dia fomos ao centro histórico de Mérida conhecer a cidade e comprar algumas lembranças. As caveiras são muito tradicionais no país todo e é curioso como eles lidam com a morte de uma forma lúdica e divertida. Em resumo, recomendo demais uma visita e até mesmo uma temporada pra morar no México. Voltamos via Acapulco e Panamá pela Copa Air como na ída. ¡Olé!

 

(por www.rioinformal.com/leco-possollo/)

Astros e Estrelas

Angela Nunes

*Nota em homenagem à astróloga Lucia Xavier (1955-2019)

Esta semana nossa comunidade astrológica do Rio de Janeiro sofreu uma perda chocante e irreparável – ficamos todos consternados. A astróloga Lucia Xavier – e sua netinha Julia – foi mais uma vítima da tormenta que se abateu sobre nossa cidade na 2ª feira à noite – ela estava dentro de um táxi na Av. Carlos Peixoto, perto do Shopping Rio Sul, quando houve um deslizamento.

Lúcia era uma pessoa com brilho próprio, com uma alegria de viver e confiança inigualáveis na vida. E isso transparecia na esfuziante figura desta ariana, que irradiava sempre uma aura de alegria sem par.

Convivi com ela semanalmente por anos, na Escola de Astrologia Espaço do Céu de Celisa Beranger, além dos vários eventos em que participamos.

Foi no Espaço do Céu que pude usufruir de seu entusiasmo pela Astrologia e com as questões da existência que são tão caras para nós, astrólogos. Com uma coragem incomparável, sempre disposta a enfrentar as dificuldades quais fossem, estava ciente, como todas nós, de que o imponderável faz parte da realidade, sendo uma possibilidade sempre presente.

Por isso mesmo, Lucia jamais cederia a viver menos do que sua intensa personalidade clamava – em qualquer tempo, qualquer estação. Ficam para nós, até como ensinamentos, as lembranças da sua presença instigante, alegre e vibrante, sempre disposta a ver o melhor da vida, sempre sintonizada com o céu e as estrelas – como nesta foto tirada por ela, quando em nossa companhia – minha e da astróloga Beth Caparelli – ela se entusiasmou com a beleza da Lua Crescente em Aquário e fez questão de registrar. Sempre esteve e estará com os astros e as estrelas.

Foto tirada por Lucia Xavier em 13/12/2013 no Largo do Machado/RJ – Lua Crescente em Aquário
Foto de Lúcia Xavier e grupo no Espaço do Céu: da esquerda para a direita, Elizabeth Caparelli, eu, Celisa Beranger e Lucia Xavier, em 05/10/2013.

Em 12/04/2019

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Primeiro Ciclo Lunar do Ano Astrológico – Lua Nova em Áries

 O atual ciclo teve início na Lua Nova, que começou em 05/04/2019 (05:50 AM). Este novo ciclo se repete todos os meses entre a Lua e o Sol, mas de modo diferente. Qual é a diferença? É que a cada mês a Lua encontra com o Sol em um novo signo, percorrendo todo o zodíaco – um signo diferente a cada mês. Como o encontro da Lua com o Sol representa o encontro do feminino – Lua – com o Masculino – Sol – significa uma semeadura. Portanto, a Lua Nova planta uma nova semente diferente a cada mês, seguindo um sentido que é dado pelo zodíaco. Sabemos que o Ano Astrológico, que difere do Ano Civil (dezembro/janeiro), começa quando o Sol ingressa no signo de Áries – que é o primeiro signo do zodíaco. O começo do Ano Astrológico ocorreu em 21 de março, mas a Lua ainda estava em Peixes, no signo anterior. Só depois é que ela chegou para encontrar com o Sol e iniciar um novo ciclo lunar, reforçando o início do ano. Esta Lua Nova no signo de Áries é a primeira Lua Nova do Ano Astrológico. Significa dizer que este ciclo inicial, em Áries, é a primeira semente plantada neste novo ano, por isso sua força e importância. Ela promove o impulso inicial de propostas e projetos. As Luas Novas são sempre ocasiões de inícios, mas a primeira Lua Nova do ano é, sem dúvida, um momento de importância especial pro começo das coisas, movimentando tudo para a frente, aplicando esse ímpeto ariano dos inícios e a impulsividade necessária para dar a ignição primeira, trazendo sua participação ao lançamento do novo Ano Astrológico.

Podemos aproveitar para impulsionar nossos próprios projetos, colocando em prática o que queremos fazer – até mesmo, durante todo este ano. Porém, como a natureza tem seus caprichos, este ímpeto criativo precisará avançar não como gostaria, como uma força independente, mas antes, também com cautela. Um aspecto tenso de Saturno em Capricórnio, signo que ele mesmo rege, marca este momento e a lunação inteira, que vai até 04 de maio (quando começa o próximo ciclo). Deste modo, uma iniciativa que se dê a resultados, precisará contar com uma base ou estrutura anterior, um planejamento que seja, sob pena de não se sustentar.

E no Quarto Crescente, que começa em 12/04, o que foi proposto antes e ainda se sustenta e se faz presente, poderá ganhar força e ir adiante, crescer e se desenvolver. Essa é a fase mais movimentada, em que todos os recursos que temos são aplicados em nossos objetivos a fim de vê-los alcançados. Inclui ajustes, resolução de conflitos, adequações e escolhas. Nessa fase tudo cresce com mais rapidez e vigor, sendo um ótimo período para investimentos, compras, fazer exercícios físicos, tratamentos, aumentando o dinamismo no dia a dia. Boas perspectivas se abrem, mas continuam as indicações básicas de cuidado e cautela nas situações, em termos de estruturas e garantias.

No dia 19 de abril ocorre a Lua Cheia – em Libra (08:13 hs). Este é o momento do clímax deste ciclo, em que a Lua já se afastou 180º do Sol e, assim, recebe sua luz por inteiro, em sua face voltada para a Terra. Nessa fase, a Terra está entre o Sol e a Lua. Ela sobe linda e plena no horizonte, à leste, assim que o Sol se põe – é uma festa para os fotógrafos que amam a natureza, profissionais e amadores (estes, que amam ainda mais). Astrologicamente, ela representa a realização daquilo que foi plantado na Lua Nova – a semente cresceu e agora dá seus frutos. Vamos colher o que conseguimos que chegasse até aqui – aquilo, como foi dito, que contasse com algum planejamento ou base anteriores, ao preço de algum sacrifício no ímpeto. Afinal, para quem tem o olhar, o céu não nos engana com paraísos mas, ao contrário, está sempre a nos refletir as adequações para cada momento.

A Lua Cheia é sempre um ponto de transbordamento, de necessidade de extravasar emoções e energias acumuladas. Por isso, é o momento mais agitado do mês, em que as energias tendem à exteriorização. Em oposição a Urano, que está do outro lado junto ao Sol, essa Lua Cheia tende a trazer mais agitação do que o de costume, e as já clássicas e conhecidas máximas uranianas: situações inesperadas, mudanças repentinas de direção, novidades imprevistas. Portanto, aos que fazem planos para estes dias (Lua Cheia vai de 19 a 25/04), que tenham em mente também algumas possibilidades alternativas, para que não sejam pegos de surpresa. O período é alegre e favorável a todos os tipos de atividades sociais, eventos, festas, encontros, comemorações – com uma recomendação: fazer diferente. O que vai agradar e fazer sucesso será o que trouxer novidade. Mas atualmente, novidade é o que não falta!

Em 12/04/2019

Angela Nunes

(por www.rioinformal.com/angela-nunes/)

Que Belas, as Artes!

Silvio Tendler

A Arte do Documentário

ALMA IMORAL – Longa e série de SILVIO TENDLER, baseado no livro do rabino NILTON BONDER

Nilton Bonder afirma: o animal de todos nós tem compromisso absoluto com a preservação, seja ela obtida através do ato de preservar ou de mudar. O que significaria a mudança? Quais regras e tradições são fundamentais para a vida da humanidade? Quais devem ser repensadas e traídas, para provocar a mudança e, portanto, a preservação da humanidade? Quem é o traidor-impulsionador? Quem é o traído-conformista? Qual norma deve ser superada para que a vida se mantenha? Que tradições devem ser enfrentadas para a continuidade dos seres humanos?

Dedo na Ferida

A Arte do Sabor

Maria Julia Ferreira, Ju

A Arte do Sabor

Marcelo Igrejas

A Arte do Sabor

Felipe Ventura

Cervejas, Vinhos e Drinks

Que Belas, as Artes!

Rodrigo Saramago

A Arte da Escultura

Sereias em terracota

Esculturas em bronze

Veja o vídeo. Chegue por lá.

Que Belas, as Artes!

Cavi Borges

A Arte do Cinema

Que Belas, as Artes!

Sergio Pagano

A Arte da Fotografia

Photography

Gastronomia

Capas de Livro

Que Belas, as Artes!

Mario Casal

A Arte da Fotografia

Que Belas, as Artes!

Paulo Eugenio

A Arte da Fotografia

Sala de Cinema

Paulo Libonati

OSCAR 2019

Paulo Libonati: Crítico de Cinema

 O grande vencedor – Green Book – não era o filme favorito, mas não se pode deixar de reconhecer suas qualidades e nem dizer que não era merecedor. Fala de coisas que não são mais levadas em conta atualmente, como amizade, companheirismo, respeito às diferenças.

 Os dois atores, Viggo Mortensen e Mahershala Ali,  são excelentes e foram, respectivamente, indicados a melhor ator e melhor ator coadjuvante, sendo que este último ganhou a estatueta.

 Bohemian Rapsody , também indicado para melhor filme, emplacou o prêmio de melhor ator para Rami Malek pela interpretação de Fred  Mercury: um trabalho muito cuidadoso, feito com  afinco e grande vontade de acertar. Foi justamente recompensado.

Outros concorrentes, como Christian Bale, também mereciam a estátua, mas….

A vencedora de melhor atriz , Olivia Colman,  que deu vida à rainha da Inglaterra, num reinado curto e desastrado mereceu o prêmio, embora Lady Gaga, que concorria por Nasce uma Estrela, tenha sido a grande atração da noite, cantando com Bradley Cooper a canção que ganhou o Oscar.

 Glenn Close, com seu maravilhoso vestido que pesava mais de vinte quilos, mais uma vez não conseguiu levar a estatueta pra casa, embora sua interpretação, sempre correta como sempre, não foi a melhor das outras que lhe valeram as seis indicações anteriores mal sucedidas. Foi injustiçada em Atração Fatal, mas a Academia ainda vai lhe render a homenagem que merece.

Sobre a ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, Regina Cole, pelo filme Se a Rua Beale Falasse, não posso tecer nenhuma comentário, pois ainda não assisti o filme que só entrou em cartaz aqui no Brasil esta semana.

 A cerimônia durou menos tempo do que o normal, fato que agradou o público,  tendo em vista o aumento em mais de 15% na audiência em relação ao ano anterior.

 Não senti tanto a falta de um mestre de cerimônias, que geralmente faz muita graça, contando piadas de gosto bem duvidoso e  americano , fazendo com que a duração do espetáculo se estenda desnecessariamente.

 Roma, que concorria como melhor filme e melhor filme estrangeiro, ganhou nesta última modalidade, mas, particularmente torcia por Guerra Fria, embora não seja apreciador de filme preto e branco, pois acho que o colorido não tira o brilho cultural do filme.

 O diretor de Roma, Alfonso Cuáron, ganhou a estátua, uma das mais importantes do evento.

 Outras categorias como  maquiagem, efeitos sonoros, curta metragem, animação, etc etc foram agraciadas , e geralmente as equipes ganhadoras, falam a mesma coisa na hora do agradecimento, não condizente com o talento de cada um, pois são palavras dirigidas ao apoio de familiares.

(por www.rioinformal.com/Paulo Libonati/)

Sala de Cinema

Teresa Souza

Um Amor Inesperado

Teresa Souza: Crítica de Cinema

Um amor inesperado, do diretor Juan Vera é na realidade, em castelhano, El amor menos pensado, que para mim traduz exatamente essa bela história de amor cheia de conflitos e questões de um relacionamento maduro.

Um casal de intelectuais argentinos, juntos há 25 anos, vê sua história de vida ser desconstruída a partir do momento em que o filho vai estudar na Espanha. Ricardo Darín, sempre maravilhoso, contracena com a atriz argentina e também maravilhosa, Mercedes Morán formando o casal da história.  O diretor fez um filme com tanta realidade em cenário, cores e luz, que parece que está se passando na casa do seu amigo próximo. Com roteiro certeiro nos diálogos bastante pertinentes sobre as questões do dia a dia da vida conjugal, o filme é recheado de ingredientes como sarcasmo, humor, vinho e afeto.  Muito afeto.

E viva o cinema argentino – los hermanos – que está cada vez melhor.

Falando de Moda e Estilo

Claudia Cordoville

bijouxs de resina

Tendência verão 2019 as bijouxs de resina chegaram desde o ano passado. E quem ainda não aderiu, aproveite.  Certamente, você vai se identificar.

(por https://www.rioinformal.com/Claudia Cordoville/)

Falando de Moda e Estilo

Solange Mezabarba

A moda nos armários e na rua

Arquitetura, Decoração e Paisagismo

Claudia Cordoville

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Eliana Mora

Eliana Mora. Foto:
Ana Maria Mendes Másala

 

… MEU NOME É METÁFORA

gestos
rubores
pensamentos
acordes iniciais de um poema
que ainda vai ser soletrado
sentido
amalgamado
nas cordas dos instrumentos
pelas tuas cordilheiras
e teus rios
até alcançar os últimos horizontes
do teu céu

[aí, e só aí,
teu dia ficou completo]

 

Eliana Mora, 03/04/2016

 

Art_Ismael Nery

(por www.rioinformal.com/Eliana Mora/)

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Lucilia Dowslley

Poesia e Literatura

Ah! Os Poetas!

Márcio Catunda

MEMÓRIAS DO SABADOYLE

Márcio Catunda
Márcio Catunda: Ah! Os Poetas!
No ano de 1982, convenci meus pais de que eu precisava estudar no Rio de Janeiro para fazer o concurso do Instituto Rio-Branco. O Rio de Janeiro significava pra mim uma espécie de viagem transatlântica, nos tempos da Idade Média, a um Continente cheio de ouro e, em vez de silvícolas, espíritos iluminados.

Fiquei pouco tempo no Rio. De fevereiro a maio de daquele ano venturoso. Estudei, nesse período, num curso preparatório, no Cosme Velho, dirigido pelo Ministro Henrique Mesquita, um diplomata aposentado.
Voltei ao Ceará no final de maio, para continuar estudando até ser aprovado em 1983 e viajar para Brasília, para começar o curso do Instituto Rio-Branco em 1984.
Durante os três meses e pouco, em que estive no Rio, consegui multiplicar os minutos e visitar diversos grandes escritores na cidade. Gerardo Mello Mourao foi o primeiro que visitei. Eu já o conhecia de Fortaleza. Munido de cartões de apresentação, que o poeta José Alcides Pinto, querido amigo e mestre, que havia morado no Rio, me proporcionou, vistei seus três principais amigos: José Louzeiro, Assis Brasil e Joaquim Inojosa. Visitei outros grandes escritores, inclusive Rachel de Queiroz, no Leblon, a quem entreguei um bilhete assinado pelo imenso bardo Jáder de Carvalho, também meu mestre em Fortaleza. E fui à casa de Lêdo Ivo, em Botafogo, desta feita sem qualquer documento de apresentação, exceto um livrinho que eu havia editado no Ceará e uma antologia dele, que Lêdo me autografou. Só depois de muito tempo é que me tornei muito amigo dele. Mas essa é outra história, que contarei depois.
Pois bem. Acontece que Joaquim Inojosa era amigo de Carlos Drummond de Andrade, que sabia escolher bem as amizades, e de Plínio Doyle, o famoso bibliotecário que morava em Ipanema e reunia grandes intelectuais em seu apartamento, todos os sábados (daí Raul Bopp haver inventado a palavra Sabadoyle). Inojosa era um gentleman, mais do que um homem cordial: era generoso e magnânimo. E simpatizou comigo. Quando o visitei, em seu apartamento em Copacabana, ele prometeu que me levaria à casa de Plínio Doyle, para que eu conhecesse Carlos Drummond de Andrade, meu ídolo.
Dito e feito. Fui, levado por ele, ao apartamento de Plinio, na rua Barão de Jaguaribe, 74, em Ipanema. Uma residência cheia de estantes e livros na salas e nos quartos. Era na sala, com muitos sofás, que se sentavam e concersavam, durante horas a fio, tomando café ou chá, com biscoitos, não apenas Drummond e Inojosa, mas também Gilberto Mendonça Telles (de quem me tornei grande amigo), Homero Homem (que me levou à sua residência no Leblon, em três ocasiões), Mário da Silva Brito, Afonso Arinos de Mello Franco, Pedro Nava, Américo Jacobina Lacombe, Homero Senna, José Bonifácio Rodrigues, Maximiano de Carvalho e Silva, Melilo Moreira de Mello (que era diplomata e me apresentou, depois, às irmãs de Vinicius de Moraes), entre outros.
Fui cerca de cinco a dez vezes àquelas reuniões, e, em duas ocasiões, sentei-me ao lado de Carlos Drummond de Andrade. Na primeira vez, aproximei-me com cautela, porque o poeta era concentrado e não olhava muito pros lados. Com delicadeza, disse que o admirava e lhe fiz algumas perguntas. Ousadamente, perguntei se ele acreditava na inspiração, já que o João Cabral andava negando essa faculdade emocional dos poetas. Ele afirmou que acreditava. E. inclusive, notava que, quando inspirado, o corpo mudava a temperatura, sentia uma espécie de calor, como um fenônemo biológico. Perguntei, então, se ele usava algum método artificial para se concentrar melhor na hora de escrever. Se ele fazia algum exercício, do tipo yoga, por exemplo. Ele disse que não. E, surpreendentemente, confessou que, na juventude, havia experimentado cocaína, uma só vez, com Manuel Bandeira, mas nem ele nem o Bandeira haviam repetido a experiência. Em seguida, o grande C.D.A., que era arredio e tinha fama de ser tímido, desandou a falar. Disse que Jorge de Lima, apesar de ser um grande poeta, era um imitador de Virgílio e que Invenção de Orfeu era uma espécie de pastiche do grande romano. «Aliás, os romanos já escreveram tudo no tempo do Virgílio. Nós, agora, o que fazemos é repetir o que já foi escrito por eles», acrescentou, bem-humorado, o mestre, o renomado autor de Claro Enigma, que era, efetivamente, a esttrela maior do Sabadoyle.
Noutra ocasiao, durante um almoço de comemoração de aniversário das reuniões do Sabadoyle, no restaurante Porcão, sentei-me, outra vez, ao lado de Drummond. Perguntei-lhe se ele acreditava na existência de uma energia cósmica que rege o universo. Ele disse que sim. Que, nesse sentido, e com essas características, ele acreditava que existia um Deus. Mas só com essa exata compreensão. Nesse dia, Drummond não quis comer carne e os amigos pediram «um franguino » para o poeta.
Também, nesse dia, fui fotografado ao lado do poeta maior, numa imagem em que aparece também a filha de Plinio Doyle, a Sônia Doyle, que era então funcionária do Itamaraty. Publiquei essa foto, com a autorização de Drummond, na contracapa um livro meu. E, na sequência, mantive correspondência com ele durante alguns meses. Ainda guardo os cartões que ele me escreveu, numa gaveta, depois de mais de dez mudanças em diferentes cidades e países.
No dia Primeiro de Maio de 1982, acho que na quarta ou quinta vez que ali compareci, Plínio Doyle me pediu que escrevesse a ata da reunião. As atas eram informais, como os próprios encontros. Em razão da informalidade e da boa índole dos frequentadores, a redação de atas era uma brincadeira lúdica, diferente de atas de instituições burocráticas oficiais. Podia ser em prosa ou em verso. O ritual do Sabadoyle era uma coisa desprentensiosa, embora o anfitrião tivesse plena certeza de que estava fazendo história, porque reunia ali alguns dos cérebros mais brilhantes do Brasil. Então ele resolveu me colocar na brincadeira dos maiores. Em todas as oportunidades em que estive em seu domicílio, na companhia daqueles grandes escritores, sempre me senti à vontade. Eram todos mais velhos do que eu, mas eles me faziam sentir como se estivesse entre os de minha geração.
Pois a ata tinha, como única obrigação, mencionar os nomes dos presentes no respectivo sábado. Eu fiz um rascunho de um cordel, na véspera e ao chegar, cumprimentei os presentes, escutei as primeiras conversações deles, anotei os nomes dos que haviam comparecido e fui levado a um quarto da casa, onde havia um escritório, com estantes de livros. Ali terminei de escrever o texto em cordel. Fiz de conta que havia escrito tudo na mesma hora. E fui convidado a ler o texto. Quando li os versos, rimados à maneira nordestina, eles me felicitaram e, daquele dia em diante, passaram a mostrar mais estima por mim, dando-me ainda mais atenção.
Minha ata recebeu o número 463 e teve duas edições, a cargo de Homero Senna. A primeira, num folhetinho de cordel, e a segunda num livro, entre outras atas de frequentadores da confraria.
Hoje em dia, parece que só resta Gilberto Mendonça Teles daqueles que conheci por lá. Ele é, talvez, a única a memória viva daqueles encontros, que, por ventura já foram registrados em algumas publicações.

Ah! Os Poetas!

Alexandra Vieira de Almeida

Poesia e Literatura

Cristina Lebre

Desassossego

“Penso sempre, sinto sempre; mas o meu pensamento não contem raciocínios, a minha emoção não contem emoções.  Estou caindo, depois do alçapão lá de cima, por todo o espaço infinito, numa queda sem direcção, infinitupla e vazia.  Minha alma é um maelstrom negro, vasta vertigem a roda de vácuo, movimento de um oceano infinito em torno de um buraco em nada, e nas águas que são mais gyro que águas boiam todas as imagens que vi e ouvi do mundo – vão caras, casas, livros, caixotes, rastros de música e syllabas de vozes, num rodopio sinistro e sem fundo. “Fernando Pessoa, em “O Livro do Desassossego”.

Penso sempre, sinto sempre e fico a admirar a capacidade de descrever o desassossego da alma como Pessoa o fez.  A alma agoniza na correnteza complexa dos sentimentos, emoções e raciocínios que perseguem o poeta.  Modo de vida, duelo de pensamentos.  E assim compartilho o desassossego meu de um dia:

DESASSOSSEGO

A vida é um poema. Longa e difusa poesia

imersa em fusos, rimas, versos e prosas

paixões e lamentos.

Um aeroporto,

onde habitam abraços de boas vindas

beijos molhados de lágrimas,

e doloridas despedidas.

Rotinas e sustos

enredos, enlaces,

e curvas fechadas, crepúsculos coloridos,

e chuvas que parecem eternas.

A vida é uma lira

três, cinco, sete notas,

refrões e desatinos,

pausas e retomadas,

ópera inconclusiva.

Viver é nada além de atravessar

estreitos fachos de luz a adornar

o contorno de corpos;

a alegria do levantar de copos

o desespero da fome

e da partida:

o amor, tragédia inequívoca,

o encanto, esse brilho que um dia

acarinha os olhos.

A vida é um filme

um longa na grande tela

um caminhar pelo deserto

a enfrentar perigos

e aproximar presenças.

Viver é esperar Sua volta

te ouvir no grito da gaivota

te ver no pavor do parto.

Um livro

feito de capítulos inacabados

obra perfeita em suas contradições

e dias sempre diferentes.

Como o sol sucede a chuva

a morte sucede a vida

que se esvai pela correnteza

e clama por novos começos

lisos dorsos, nascimentos.

Sucessão de páginas que viram e formam

roteiros nem sempre coerentes.

A vida é um sorriso

um aceno

um balaio de perdas

de doces adeuses

e faces tensas

ausentes na multidão.

Viagem longa, por vezes curta

voos rasantes e quedas plenas

e dores, tristezas,

e demorado gozo

e espalhafatosas gargalhadas.

Grande e pequena

a vida é ilusão

um truque de mágica

um jogo de azar

um braço estendido

e mãos fechadas;

um veneno que mata

todos os dias

em doses pequenas

disfarçado de açúcar.

@CristinaLebre – 10.02.19

(por www.rioinformal.com/cristina-lebre/)

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