A vida Invisível

(Por Teresa Souza) O livro de Martha Batalha, A vida invisível de Eurídice Gusmão, transformou-se em uma livre adaptação no filme de Karim Ainöuz, A Vida Invisível. Em um cenário do Rio de Janeiro nos anos 50, a história das duas irmãs – Eurídice e Guida – que tem suas vidas separadas por conta da intolerância dos pais, nos é contada através das cartas trocadas entre as duas. Mulheres fortes que se apagaram ou se reconstruíram com os percalços da vida. O filme ganhou o prêmio da Mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes desse ano e será o representante do Brasil para filme estrangeiro, buscando uma vaga no Oscar.

Karim é um diretor sensível quando se trata do ser humano – basta dar uma olhada em sua vasta e linda filmografia. Dessa vez temos um melodrama com muita textura em suas imagens e muito sentimento. Carol Duarte e Julia Stockler estão incríveis e a emoção aumenta com a entrada em cena de Fernanda Montenegro. Não percam.

(por https://rioinformal.com/teresa-souza/)

Maria de Caritó

A diversidade do cinema brasileiro é algo que nos engrandece com personagens tão queridos do nosso Brasil. Maria do Caritó, de João Paulo Jabur, interpretado magistralmente por Lília Cabral é um exemplo de um filme alegre, colorido, divertido e que emociona. 

Em uma pequena cidade do Nordeste, envolta em religiosidade, pureza, o mundo do circo e a solidão de um companheiro, Maria de Caritó nos conquista com um filme popular em sua busca por um grande amor. Ela completou 50 anos e continua virgem e prometida para São Djalminha. A trilha sonora, o figurino, a direção de arte e um elenco com destaque para Juliana Carneiro da Cunha e Kelzy Ecard, nos faz acreditar que fábulas existem.

(por https://rioinformal.com/teresa-souza/)

Foi inaugurado em 5/11, por iniciativa de Cacá Diegues, o Cine Academia Nelson Pereira dos Santos

Foi inaugurado em 5/11, por iniciativa de Cacá Diegues, o Cine Academia Nelson Pereira dos Santos. Em uma ação conjunta da Academia Brasileira de Letras – ABL, da Cinemateca do MAM e do Espaço Itaú de Cinema será possível assistir filmes clássicos do cinema brasileiro em toda primeira terça-feira do mês, sempre às 18 horas.

Limite, de Mario Peixoto, de 1931, foi o escolhido para a abertura do Cine Clube. Após o filme um debate com o pesquisador Hernani Heffner, o presidente da ABL Marcos Lucchesi e o cineasta Walter Salles. 
E como disse Cacá, durante o discurso de abertura, Mario Peixoto deve ter sido o primeiro modernista brasileiro.

É um lindo filme e eu nunca vi nada mais moderno nas imagens, nos closes, na textura em tudo. Uma trilha sonora deslumbrante do norueguês Bugge Wesseltoft, que nos embala durante toda essa viagem de imagens. Sempre tive vontade de assistir Limite, o mais falado clássico do cinema brasileiro, e ontem realizei esse desejo graças ao hercúleo esforço em conjunto para o restauro da cópia.
E viva o Cinema Brasileiro!

(por https://rioinformal.com/teresa-souza/)

ROMEU E JULIETA Direção Gabriel Villela

ROMEU E JULIETA Direção Gabriel Villela. Veja mais em https://www.instagram.com/luparetratos/

Meu primeiro trabalho como figurinista foi desenvolvido em uma pequena cidade no interior de Minas.

Vivendo por algumas semanas entre casas caiadas surgiu a ideia de trazer aquela estética para o figurino.

Paletós, batinas e saias se transformaram em parede para a mistura do pó xadrez, água e cola, ganhando cores e textura inusitadas.

Scroll Up