Dona Hermínia

Que Paulo Gustavo é um fenômeno nós já sabíamos, mas levar 8 milhões de pessoas ao cinema em um período de 30 dias, concorrendo com Frozen, Star Wars, TV a cabo, Net Flix, streaming… é um fenômeno em dobro!

O filme é genial e sua Dona Hermínia está mais afiada do que nunca como a super mãe que está aprendendo a se reinventar – já que os filhos não moram mais com ela. Ao mesmo tempo em que a gente ri sem parar, ele vai costurando assuntos pertinentes da nossa sociedade, com inteligência e autenticidade. O filme tem um elenco excepcional e é imperdível. Diversão na certa!

Vamos prestigiar a força do nosso cinema, atualmente tão mal visto por esse governo.

(por https://rioinformal.com/teresa-souza/)

PARASITA

Parasita, do sul coreano Joon-Ho Bong, ganhou o Globo de Ouro de melhor filme de língua estrangeira. O diretor – através de uma tradutora – disse para os americanos que eles deveriam ver além das legendas pois tem muitos filmes de outras línguas sendo feitos e assim descobririam um mundo maravilhoso. E hoje saiu o resultado dos concorrentes ao Oscar 2020: Parasita concorre a melhor filme e a melhor filme estrangeiro.

O filme, em cartaz nos cinemas, é interessantíssimo e duro.  Uma família de quatro pessoas – todos desempregados –  vive em um porão apertado no submundo da cidade O único sustento é dobrar caixas de embalagens de papelão para pizzas, até que o filho vai dar aulas de inglês para uma moça de uma família muito rica. Aos poucos o filho vai infiltrando toda a sua família na casa em que trabalha. É um filme que incomoda pois acentua as diferenças sociais e suas barreiras, com uma belíssima fotografia e as sutilezas que só os asiáticos são capazes de ter. Um filme que a gente assiste e fica pensado nele por muitos e muitos dias. Imperdível.

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A odisseia dos tontos

Para fechar 2019 com chave de ouro, o filme argentino A Odisseia dos Tontos, de Sebástian Borensztein (estreou em novembro), tem o melhor roteiro dos filmes estrangeiros em cartaz. Com um elenco excepcional estrelado por Ricardo Darín e seu filho Chino Darín (filho no filme e na vida real) a história se passa em uma pequena cidade da Argentina, distante de Buenos Aires, em que um grupo de amigos se une para formar uma cooperativa agrícola em 2001, período de uma grave crise econômica no país.

É um filme muito bem humorado e melancólico ao mesmo tempo, mas que nos faz torcer pelo grupo de amigos – todos muito reais – como se estivéssemos em uma partida de futebol. Vida longa ao cinema argentino, a Odisseia dos Tontos é um filme imperdível!

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Curso design de cena

Essa oficina tem como objetivo explorar o design de cena. Faremos uma introdução teórica sobre o significado de uma cena, seus elementos artísticos – paletas de cores, texturas; seu processo de criação e montagem; seus desafios práticos e conceituais. Desde o tema escolhido e a apresentação da ideia, passando pela pesquisa de referências e linguagens, até a desprodução.

A oficina oferecerá, também, exercícios de criação e montagem de instalações, stylings, design de objetos, registros fotográficos e tratamento de imagem a partir do estudo de uma personagem, suas ações e seu ambiente. Para concluir, tudo convergirá para um produto único, entregando como arte final uma síntese do design de cena. Direção de arte, moda/figurino, cenário, objetos, make, design gráfico e fotografia. Tudo em um só lugar, uma só ideia, uma só arte.

abs,

Luciana Buarque

21 98713-5007
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O Festival do Rio começou…

O Festival do Rio teve início no dia 9 de dezembro com uma noite polêmica recheada de diretores, atores, produtores, técnicos e o seu fiel público. Foi necessária uma grande campanha de financiamento coletivo para que o Festival pudesse acontecer. Com o desmonte da cultura cada vez maior por conta dos governantes do nosso país, a ajuda das pessoas de Norte a Sul do Brasil (mais de 2000) tornou possível sua realização.

A atriz Mariana Ximenes, apresentadora do Festival, subiu ao palco com um “vestido protesto” impresso de cartazes emblemáticos do nosso cinema: filmes do Cinema Novo e da atualidade. Uma forma de dizer ao mundo o absurdo que a Agencia Nacional de Cinema – ANCINE – fez, ao mandar retirar de suas paredes e do seu site, todos os cartazes dos filmes brasileiros produzidos.

O filme escolhido para a noite de abertura, Adoráveis Mulheres, da diretora americana Greta Gerwig – baseado no romance Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, de 1868, conta a saga de uma família de quatro irmãs, durante o período da Guerra Civil dos EUA. Um elenco primoroso e um forte concorrente ao Oscar.

O festival segue até o próximo dia 19, com programação intensa e mostras de filmes para todos os gostos. Basta consultar o site para conferir essa programação.

Em tempo, o cinema brasileiro não será destruído jamais!

www.festivaldorio.com.br

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A vida Invisível

(Por Teresa Souza) O livro de Martha Batalha, A vida invisível de Eurídice Gusmão, transformou-se em uma livre adaptação no filme de Karim Ainöuz, A Vida Invisível. Em um cenário do Rio de Janeiro nos anos 50, a história das duas irmãs – Eurídice e Guida – que tem suas vidas separadas por conta da intolerância dos pais, nos é contada através das cartas trocadas entre as duas. Mulheres fortes que se apagaram ou se reconstruíram com os percalços da vida. O filme ganhou o prêmio da Mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes desse ano e será o representante do Brasil para filme estrangeiro, buscando uma vaga no Oscar.

Karim é um diretor sensível quando se trata do ser humano – basta dar uma olhada em sua vasta e linda filmografia. Dessa vez temos um melodrama com muita textura em suas imagens e muito sentimento. Carol Duarte e Julia Stockler estão incríveis e a emoção aumenta com a entrada em cena de Fernanda Montenegro. Não percam.

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Maria de Caritó

A diversidade do cinema brasileiro é algo que nos engrandece com personagens tão queridos do nosso Brasil. Maria do Caritó, de João Paulo Jabur, interpretado magistralmente por Lília Cabral é um exemplo de um filme alegre, colorido, divertido e que emociona. 

Em uma pequena cidade do Nordeste, envolta em religiosidade, pureza, o mundo do circo e a solidão de um companheiro, Maria de Caritó nos conquista com um filme popular em sua busca por um grande amor. Ela completou 50 anos e continua virgem e prometida para São Djalminha. A trilha sonora, o figurino, a direção de arte e um elenco com destaque para Juliana Carneiro da Cunha e Kelzy Ecard, nos faz acreditar que fábulas existem.

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Foi inaugurado em 5/11, por iniciativa de Cacá Diegues, o Cine Academia Nelson Pereira dos Santos

Foi inaugurado em 5/11, por iniciativa de Cacá Diegues, o Cine Academia Nelson Pereira dos Santos. Em uma ação conjunta da Academia Brasileira de Letras – ABL, da Cinemateca do MAM e do Espaço Itaú de Cinema será possível assistir filmes clássicos do cinema brasileiro em toda primeira terça-feira do mês, sempre às 18 horas.

Limite, de Mario Peixoto, de 1931, foi o escolhido para a abertura do Cine Clube. Após o filme um debate com o pesquisador Hernani Heffner, o presidente da ABL Marcos Lucchesi e o cineasta Walter Salles. 
E como disse Cacá, durante o discurso de abertura, Mario Peixoto deve ter sido o primeiro modernista brasileiro.

É um lindo filme e eu nunca vi nada mais moderno nas imagens, nos closes, na textura em tudo. Uma trilha sonora deslumbrante do norueguês Bugge Wesseltoft, que nos embala durante toda essa viagem de imagens. Sempre tive vontade de assistir Limite, o mais falado clássico do cinema brasileiro, e ontem realizei esse desejo graças ao hercúleo esforço em conjunto para o restauro da cópia.
E viva o Cinema Brasileiro!

(por https://rioinformal.com/teresa-souza/)

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