Mara Cecília

Graduada em Jornalismo e mestre em Ciência da Informação. Continuísta para cinema e televisão, desde 1984. Participou em diversos filmes, séries, seriados  e novelas, trabalhando com diretores brasileiros e estrangeiros. “A menina do lado”, “Pure juice”, “Prisoner of Rio”, “Xica da Silva” (novela), “A grande Família”, “Quase Memória”, “DAAS-Divisão Anti Sequestro” e “Minha Vida em Marte” são alguns dos trabalhos que atuou. Vivenciou a passagem da tecnologia analógica para a digital enquanto trabalhava para a TV Globo, mudança que pode ter transformado  o cinema e a televisão em linguagem audiovisual para o mercado. Então, na graduação na década dos 2000, iniciou a pesquisa sobre cibercultura e juntou, no mestrado, seus conhecimentos técnicos com os acadêmicos dissertando sobre a implantação da TV digital no Brasil e o hibridismo de linguagens na produção audiovisual. Neste período, entrou em contato com a transversalidade da informação e as discussões sobre como as tecnologias poderiam interferir em como buscar, catalogar, armazenar e compartilhar toda forma de informação. É apoiadora da ciência cidadã, da cultura livre e das tecnologias e linguagens abertas. Acredita que a Internet criou uma nova forma do homem viver em sociedade. Atualmente é free lancer para produtos audiovisuais, ministra oficinas de continuidade na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, onde é colaboradora.

O FUTURO É AGORA

Mulheres na Tecnologia

Coletivos se espalham pelo mundo para proteger as iniciativas femininas.

 No ada.vc, um site onde mulheres escrevem sobre tecnologia e sobre mulheres na tecnologia publicou uma matéria por ocasião do 8M que me chamou atenção . É sobre mulheres brasileiras que trabalham, pesquisam e se ajudam coletivamente para divulgar e proteger iniciativas em TI constituídos por elas,  que é estão espalhadas, e abrigadas, em comunidades no Brasil e pelo mundo. Vou reportar o que a matéria trazia, resumidamente, em exemplos de coletivos e iniciativas que trilham este caminho.

 A comunidade WoMakersCode  abre seu site dizendo “Empoderar é o primeiro passo para novas revoluções” e na breve descrição apontam: “ Queremos juntas, construir e promover ferramentas e conhecimentos necessários para o crescimento pessoal e profissional”. Trata-se de “uma iniciativa sem fins lucrativos, que busca o protagonismo feminino na tecnologia, através do desenvolvimento profissional e econômico”, fundado em 2015, no interior do Rio Grande do Sul, segundo o site. Tem como missão capacitar mulheres para o mercado, tratar com empresas do setor sobre a promoção, retenção e contratação de mulheres e “construir uma comunidade onde o networking e o mentorship sejam base de transformação.

 O Elas Program, por exemplo, é um grupo fechado no Facebook que tem como objetivo “conectar mulheres que querem entrar na área de TI com quem já atua no mercado para que juntas se fortaleçam.” No grupo você pode encontrar vagas para emprego, cursos, workshops na área, projetos e artigos de outras comunidades feministas que vão além da rede social.

Estes são dois exemplos que o Ada.vc nos oferece e, tem também, a PyLadies Brasil, que já mapeou ao menos 23 núcleos onde estão inseridas mais de 500 mulheres, segundo Ana Clara Mendes, em entrevista ao ada.vc.  Ana Clara nos conta como os grupos se formam e deixa claro que o mercado é masculino, como sabemos, mas estamos em franca mudança.

 Estas iniciativas nos apontam os caminhos que temos a percorrer e que com parceria e coletivamente podereis abrir frente e soluções diante das dificuldades que ainda existem no nosso mundo tão masculinizado.

 Mara Cecília.

22/03/2019.

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

“Por dentro do Museu Nacional- Redescubra a coleção antes do incêndio de 2018”

 

Mara Cecília, Ciência da Informação

É o título da exposição virtual que o  Google Arts & Culture e o Museu Nacional disponibilizaram para matarmos a saudade do museu antes do incêndio que destruiu o acervo construído ao longo de 200 anos de pesquisa. O Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil. Vinculado Universidade Federal do Rio de Janeiro, sofreu o incêndio em 2 de setembro de 2018, quando era considerado um dos maiores museus de história natural e antropologia das Américas. Junto com o acervo,  o Paço de São Cristóvão, inaugurado em 1803, que foi residência da família real e sediou a primeira Assembléia Constituinte Republicana,foi destruído pelo fogo.

Reprodução do Google Arts e Culture

É dolorido o impacto, desde o primeiro momento, a notícia da destruição de tão rico acervo para a memória da humanidade. O acervo por nós negligenciado, continha memórias de diversas culturas, épocas, pesquisas realizadas no Brasil e fora dele.  Além do tour em formato 3D por uma pequena parte da coleção e salões do antigo palácio, que é possível acessar no endereço  “Por Dentro do Museu Nacional”, a iniciativa do da parceria da UFRJ com o Google, oferece visitas por mais 9 coleções em formato simples, com textos baseados no acervo do museu.Na ocasião do incêndio, o museu abrigava um acervo com cerca de 20 milhões de ítens, “subdividido em coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica (incluindo-se neste núcleo os remanescentes do esqueleto de Luzia, o mais antigo fóssil humano das Américas[2]), arqueologia e etnologia”.(WIKIPÉDIA,2018 ).

A plataforma do Google, agrega várias instituições  voltadas para o desenvolvimento e conhecimento da arte e da cultura pelo mundo. No Brasil, instituições de arte e cultura brasileira compõem seu catálogo de fácil acesso pelo endereço “Google Arts & Culture”.  A parceria entre o Google e o Museu Nacional começou em 2016. Para Chance Coughenour, gerente global de preservação e história do Google Arts & Culture a tragédia é um impacto para o projeto e “importante para nós olharmos como a tecnologia pode fornecer formas de preservar a memória de objetos. Assim, nós poderemos lembrar como o museu era por dentro, ainda que virtualmente, e pessoas que ainda não nasceram poderão visitá-lo no futuro”. .A  exposição on line do Museu Nacional foi lançada em 18 de dezembro de 2018.  Passeando por ela é impossível não se emocionar.

REFERÊNCIAS

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

Aplicativo que beneficia o meio ambiente e gera trabalho vence prêmio em Paris

Você conhece o aplicativo Cataki? Ele ganhou o prêmio de inovação do fórum Netexplo, em Paris, segundo G1.  Eu também não conhecia. O aplicativo cadastra catadores independentes e cooperativas para “incentivar e ampliar o descarte correto do lixo e gerar renda para os catadores”, diz uma mensagem que recebi pelo WhatsApp; conecta cidadãos e empresas que entendem a importância do descarte consciente.

Um  grafiteiro e ativista, fundador do movimento Pinp my Carroça, Mundano idealizou o  app e, na cerimônia de premiação na sede da Unesco, em Paris, teria dito: “Lutamos pelo reconhecimento dos catadores de lixo, que são verdadeiros agentes ambientais. O app é uma forma alternativa de aumentar  a renda dos catadores com um benefício ambiental sem preço”.

Com o aplicativo, você encontra o catador mais próximo da sua região e tem todo o cadastro dele, entra em contato por telefone, diz o que precisa descartar ( vidro, plástico, papel,metal, eletrônicos, móveis, baterias/pilhas, óleo e entulhos), combina preço ou doa, marca o encontro e pronto, a cadeia produtiva para reaproveitamento do lixo e aumento da circulação do trabalho, tirando da invisibilidade centenas de catadores, está formada.

“O aplicativo Cataki, que custou R$ 160 mil, foi uma das dez inovações tecnológicas globais selecionadas pelo Netexplo, observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios, em parceria com a Unesco. Ao todo, dois mil projetos foram avaliados. E o Cataki foi o grande vencedor”, diz a matéria no G1. O trabalho é aberto e colaborativo e merece divulgação.Se quiser saber mais, vá ao site do Cataki http://www.cataki.org/ e assista ao vídeo de apresentação. A referida matéria do G1 está  em   ‘Tinder da reciclagem’ brasileiro vence prêmio de inovação’.

Mara Cecília

17/12/2018

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

CULTURA LIVRE E TECNOx 4.0

Tem acontecido encontros no nosso continente latino para divulgação de Cultura Livre,Tecnologias Livre, Ciência Aberta e Cidadã e o ambiente digital.

O site Em Rede tem nos ajudado a acompanhar. Entre 21 e 23 de novembro último, aconteceu o 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul, com bate-papo onlile e apresentações de diversos projetos e proposições sobre o que se necessita para aprofundar, defender e expandir a cultura livre refletindo sobre tecnologia, política e sociedade. O Em Rede disponibilizou o link Videoconferências do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul por onde é possível observar as discussões e proposições do encontro.

No Em Rede está agendado mais um evento nessa direção. Propondo-se a refletir sobre o uso das formas permissivas de disseminação do conhecimento científico e tecnológico e suas aplicações, a TECNOx 4.0 tem inscrições abertas até 07 de dezembro. A comunidade latino americana de desenvolvedores e usuários de tecnologias livres realizará mais uma edição do evento que já passou por Argentina, México e Chile. O encontro foi organizado pelo Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CTA IF/UFRGS) e visa articular membros da coletividade que se formou em 2016, composta por cientistas, engenheiros, tecnólogos, estudantes, empresários e membros da sociedade civil, em torno das questões éticas no uso das tecnologias livres e os direitos humanos. Os interessados podem inscrever projetos em andamento ou prontos, que posteriormente farão parte de um livro onde estará editada a documentação oriunda do evento para apreciação dos trabalhos e pesquisas realizados na América Latina e Caribe.

A TECNOX 4.0: ÉTICA, DIREITOS HUMANOS E TECNOLOGIAS LIVRES acontecerá de 11 a 15 de março de 2019, no Centro Cultural da UFRGS, em Porto Alegre.

Mara Cecília, 02 de dezembro de 2018

(por www.rioinformal.com/mara-cecilia/)

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